Automedicação entre participantes de uma Universidade Aberta à Terceira Idade e fatores associados (2018)
- Authors:
- Autor USP: OLIVEIRA, CAROLINE RIBEIRO DE BORJA - EACH
- Unidade: EACH
- DOI: 10.1590/1981-22562018021.170204
- Subjects: SAÚDE DO IDOSO; AUTOMEDICAÇÃO; EVENTO ADVERSO A MEDICAMENTO
- Language: Português
- Abstract: Objetivo: estimar a prevalência de automedicação, das classes terapêuticas utilizadas sem prescrição médica, dos sintomas tratados com as mesmas e fatores associados entre participantes da Universidade Aberta à Terceira Idade (UnATI). Método: trata-se de um estudo transversal, descritivo e analítico, sendo a amostra constituída por 138 frequentadores da UnATI. Para estimar a associação entre variáveis, utilizou-se razões de prevalência (RP), intervalos de confiança (IC95%), testes Qui-quadrado e Exato de Fisher. Resultados: a maioria possuía entre 60 e 69 anos (61,6%), era do sexo feminino (75,4%), possuía plano de saúde (63%) e afirmou praticar automedicação (59,4%; IC95% 54,0-64,8). As classes terapêuticas mais referidas foram analgésicos (31,9%), relaxantes musculares (13,8%), antiinflamatórios (13,0%) e anti-histamínicos de primeira geração (7,2%). Os sintomas tratados com automedicação mais referidos foram dores musculares e articulares (21,0%), cefaleia (10,1%), gripes e resfriados (8,7%). Houve associação significativa (p=0,049) entre os que se automedicavam com mais frequência e uso de antiinflamatórios (RP=1,46; IC95%=1,10-1,99). A queixa de dor muscular e articular apresentou associação significativa com os diagnósticos de artrose ( p=0,003; RP=3,75; IC95%=2,07-6,76) e de hipotireoidismo ( p=0,002; RP=2,77; IC95%=1,50-5,10). Conclusão: os motivos da automedicação mais referidos foram a experiência anterior com o uso do medicamento e a certeza de que o mesmo é seguro. A maior parte dos medicamentos referidos é potencialmente inapropriada para idosos. Entretanto, os idosos os consideram seguros e desconhecem os riscos aos que os mesmos os expõem. Possivelmente, também desconhecem que a dor tratada com automedicação pode estar relacionada às doenças pré-existentes, que requerem tratamento profissional e adequado
- Imprenta:
- Publisher place: Rio de Janeiro
- Date published: 2018
- Source:
- Título: Revista Brasileira Geriatria e Gerontologia
- ISSN: 1981-2256
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 21, n.4, p. 431-439, July/Aug. 2018
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
SANTOS, Adriana Nancy Medeiros dos e NOGUEIRA, Dulcinéia Rebecca Cappelletti e OLIVEIRA, Caroline Ribeiro de Borja. Automedicação entre participantes de uma Universidade Aberta à Terceira Idade e fatores associados. Revista Brasileira Geriatria e Gerontologia, v. 21, n. 4, p. 431-439, 2018Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562018021.170204. Acesso em: 01 abr. 2026. -
APA
Santos, A. N. M. dos, Nogueira, D. R. C., & Oliveira, C. R. de B. (2018). Automedicação entre participantes de uma Universidade Aberta à Terceira Idade e fatores associados. Revista Brasileira Geriatria e Gerontologia, 21( 4), 431-439. doi:10.1590/1981-22562018021.170204 -
NLM
Santos ANM dos, Nogueira DRC, Oliveira CR de B. Automedicação entre participantes de uma Universidade Aberta à Terceira Idade e fatores associados [Internet]. Revista Brasileira Geriatria e Gerontologia. 2018 ; 21( 4): 431-439.[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://doi.org/10.1590/1981-22562018021.170204 -
Vancouver
Santos ANM dos, Nogueira DRC, Oliveira CR de B. Automedicação entre participantes de uma Universidade Aberta à Terceira Idade e fatores associados [Internet]. Revista Brasileira Geriatria e Gerontologia. 2018 ; 21( 4): 431-439.[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://doi.org/10.1590/1981-22562018021.170204 - Organizadores e cortadores de comprimidos: riscos e restrições ao uso
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