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Caminhos para a formação de moléculas orgânicas prebióticas no meio interestelar (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: COELHO, LUCIENE DA SILVA - IAG
  • Unidade: IAG
  • Sigla do Departamento: AGA
  • Subjects: ABUNDÂNCIAS (ASTRONOMIA); MEIO INTERESTELAR
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho apresenta uma investigação sobre as abundâncias de algumas moléculas de relevância prebióticas, além de fatores que possam facilitar a formação ou a destruição delas em ambientes distintos no meio interestelar, e ao mesmo tempo contribuir para examinar as bases químicas de cenários das origens da vida na Terra e em outros lugares do Universo. Para isto, este estudo consiste de três etapas, a primeira realizada com simulações numéricas dos principais parâmetros para a formação ou a destruição de moléculas complexas, usando PAHs e PANHs, na Nebulosa Cabeça de Cavalo; a segunda parte foi o estudo da formação das bases nitrogenadas em fase gasosa, também na Nebulosa Cabeça de Cavalo. Por último, foi feita uma análise de dados espectroscópicos da região de formação estelar G331.512. Na etapa numérica deste trabalho, usou-se a Nebulosa Cabeça de Cavalo, que é considerada um arquétipo de regiões de fotodissociação (PDRs - do inglês photon-dominated region). A modelização desse objeto teste foi realizada com o código PDR Meudon - The Meudon PDR Code. Considerou-se no modelo apenas reações químicas na fase gasosa, exceto para a formação do 'H IND.2', que necessita de grãos para a sua formação. A rede química deste trabalho tem 5403 reações para 362 espécies, das quais aproximadamente 3500 reações de 249 espécies foram inseridas uma a uma, enquanto as demais já faziam parte do banco de dados do código. Avaliou-se em especial a relevância dos PAHs e dos raios cósmicos como fatores fundamentais para a diversidade da química interestelar. No caso dos PAHs, utilizando-se como PAH representativo o circuncoroneno ('C IND.54H IND.18') devido ao fato de que um PAH com mais de 50 átomos de carbono pode sobreviver 1,1 Ganos no campo de radiação Galático e este tempo é muito mais longo que o tempo de vida de uma nebulosa típica, verificou-se que suas taxas de reação, (Continuação)(Continua) quando obtidas a partir da seção de choque é, praticamente, sua taxa ótima de reação, ou seja, o valor de taxa que permite a maior produção destes PAHs. Além disso, encontrou-se que os raios cósmicos favorecem a síntese de moléculas mais complexas, já que enriquecem o meio interestelar com a ionização do meio, desta forma, facilitando a produção de compostos mais complexos. A seguir, foi feita uma modelagem para obter as abundâncias das bases nitrogenadas formadas a partir da formamida, que é um composto precursor identificado em diversos ambientes interestelares, além de uma averiguação das energias necessárias para todas as etapas da produção da guanina, adenina, citosina e uracila. Por fim, explorou-se os canais de formação da fosfina, que contém o importante elemento prebiótico fósforo e que já foi observada em cometas e nas atmosferas dos planetas gasosos. Na última etapa, foram analisados os dados obtidos no Atacama Pathfinder Experiment telescope (APEX). As observações a partir do objeto G331.512-0.103, uma região de formação estelar pouco estudada e, por isso mesmo, um excelente alvo para novas buscas de moléculas complexas, uma vez que dados observacionais da Nebulosa Cabeça de Cavalo estavam indisponíveis. Os espectros analisados estão numa faixa entre 290 e 333 GHz. A redução de dados foi realizada com o software GILDAS. A ferramenta Weeds foi utilizada para auxiliar na identificação das linhas do espectro. As principais linhas identificadas no espectro da região foram o CH IND.3CN, CH IND.3CHO, CH IND.3OH e CH IND.3OCH IND.3. Tais identificações indicam uma rica química na região. Futuras observações podem mapear melhor a região e obter as suas condições físicas e características químicas.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.11.2017

  • How to cite
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    • ABNT

      COELHO, Luciene da Silva; FRIAÇA, Amâncio César Santos. Caminhos para a formação de moléculas orgânicas prebióticas no meio interestelar. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.
    • APA

      Coelho, L. da S., & Friaça, A. C. S. (2017). Caminhos para a formação de moléculas orgânicas prebióticas no meio interestelar. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Coelho L da S, Friaça ACS. Caminhos para a formação de moléculas orgânicas prebióticas no meio interestelar. 2017 ;
    • Vancouver

      Coelho L da S, Friaça ACS. Caminhos para a formação de moléculas orgânicas prebióticas no meio interestelar. 2017 ;

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