Hannah Arendt: entre a contingência e o absoluto (2017)
- Authors:
- Autor USP: LAZIER, TIAGO CERQUEIRA - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLP
- DOI: 10.11606/T.8.2018.tde-05012018-115329
- Subjects: ÉTICA; POLÍTICA; ABSOLUTO; DUALISMO; CONTINGÊNCIA; FILOSOFIA
- Keywords: Pós-fundacionalismo; Posfundacionalism
- Language: Português
- Abstract: Da crítica de Hannah Arendt à pretensão da soberania extrapolamos, na primeira parte desta tese, uma problematização do recorrente equívoco do pensamento projetar o absoluto, impróprio a nossa existência plural. Observamos, em Hobbes e em Berlin, como esse absoluto, em seu existir simulado, sempre se apresenta ao modo de uma dualidade, na qual a verdade ou emancipação plena equivale à falsidade ou opressão plena, a revelação divina, à dedução jurídica, e vice-versa. Enquanto, por detrás dessa farsa, a realidade se reproduz, contingentemente, nos conflitos entre limites que se tensionam, contorcendo-se sobre si mesmos. Após uma breve problematização da permanência da farsa do absoluto e da dualidade, mesmo no pensamento que se levanta contra ela, retornamos a Arendt, uma pensadora que se diferencia em sua aceitação da prática política e da espontaneidade, a partir da qual busca compreender como os valores e possibilidades republicanas a beleza plural da dignidade comum, mesmo que imperfeitamente defendida em seus escritos efetivam-se sem precisarem se sustentar no absoluto. Na segunda parte, considerando-se que ela, não obstante, retorne ao e ilustre os equívocos do retorno ao absoluto, iniciamos uma requalificação de seu pensamento, com intuito de mantê-lo coerente com a condição de contingência. Partindo do tema do conflito e tensão entre passado e futuro, o qual recorta toda a sua obra, concentramo-nos nos escritos do início de sua carreira acadêmica, mais diretamentededicados à compreensão da experiência totalitária que a afetou como judia alemã. Após uma breve introdução aos traços gerais do que seria uma ontologia consistente da pluralidade e da contingência, exploramos a questão da responsabilidade, observando como alguns desses traços se apresentam. Do pária ao parvenu, da conservação à mudança, do idealismo ao realismo, da antiguidade à modernidade, observamos como não somos soberanos, nem vassalos: somos a responsabilidade que se manifesta em sua contingência e espontaneidade, nas tensões dos conflitos entre pluralidades
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- Data da defesa: 25.09.2017
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ABNT
LAZIER, Tiago Cerqueira. Hannah Arendt: entre a contingência e o absoluto. 2017. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-05012018-115329/. Acesso em: 26 jan. 2026. -
APA
Lazier, T. C. (2017). Hannah Arendt: entre a contingência e o absoluto (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-05012018-115329/ -
NLM
Lazier TC. Hannah Arendt: entre a contingência e o absoluto [Internet]. 2017 ;[citado 2026 jan. 26 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-05012018-115329/ -
Vancouver
Lazier TC. Hannah Arendt: entre a contingência e o absoluto [Internet]. 2017 ;[citado 2026 jan. 26 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-05012018-115329/
Informações sobre o DOI: 10.11606/T.8.2018.tde-05012018-115329 (Fonte: oaDOI API)
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