Avaliação perceptivo-auditiva da ressonância de fala com e sem obturador faríngeo (2017)
- Authors:
- USP affiliated authors: DUTKA, JENIFFER DE CASSIA RILLO - FOB ; KROOK, MARIA INES PEGORARO - FOB
- Unidade: FOB
- Subjects: VOZ HIPERNASAL; FONOTERAPIA; FARINGE
- Language: Português
- Abstract: Objetivo: verificar se os pacientes atendidos em um programa de fonoterapia apresentaram melhora da ressonância de fala somente com o uso de obturador faríngeo, antes de serem submetidos à reabilitação por este programa. Métodos e Procedimentos: a casuística foi composta por 24 pacientes, 10 (42%) homens e 14 (58%) mulheres, com idades entre 19 e 47 anos (média= 28 anos), com fissura palatina operada, que apresentaram insuficiência velofaríngea (palato curto) e hipodinamismo das paredes faríngeas após a cirurgia. Como consequência desse problema, todos apresentavam hipernasalidade de fala (fala fanhosa), para os quais, o tratamento proposto foi a combinação do obturador faríngeo com a fonoterapia. Para este estudo foram considerados os dados referentes ao julgamento perceptivo-auditivo da hipernasalidade (hiper) e hiponasalidade (hipo), nas condições com e sem o obturador faríngeo, antes da fonoterapia. Utilizou-se para este fim, amostras de fala gravadas (fala espontânea e contagem de 1 a 20), disponíveis no banco de gravações do Serviço de Prótese de Palato do HRAC/USP. Os julgamentos de tais amostras, de ambas as condições, foram feitos pelo consenso de 3 fonoaudiólogas experientes (avaliadoras), utilizando uma escala de 4 pontos para a hipernasalidade (ausência de hiper, hiper leve, moderada e grave) e uma de 2 pontos para a hiponasalidade (ausência/presença). As gravações foram apresentadas pela autora simultaneamente para as avaliadoras, cada qual com um fone de ouvido, conectado a um divisor de fonte áudio. Resultados: na condição sem obturador faríngeo, as avaliadoras julgaram que todos (100%) os pacientes apresentaram hipernasalidade, sendo 1 (4%) com hiper leve, 20 (83%) com hiper moderada e 3 (13%) com hiper graveCom o obturador faríngeo, embora julgaram que todos permaneceram com hipernasalidade, para 9 (37%) o grau melhorou, para 14 (58%) permaneceu inalterado e para 1 (5%) o grau piorou (Diferença significante, teste de Wilcoxon, p<0,05). Quanto à hiponasalidade, julgaram que nenhum paciente a apresentou na condição sem obturador e apenas 1 (4%) a apresentou na condição com obturador (Diferença não significante, Teste de Fisher, p>0,05). Conclusão: embora pacientes com hipodinamismo das paredes faríngeas precisem da combinação de um tratamento físico/funcional, o uso do obturador, por si só, pode melhorar o grau da hipernasalidade de fala para alguns casos
- Imprenta:
- Publisher: Universidade de São Paulo
- Publisher place: São Paulo
- Date published: 2017
- Source:
- Título: Resumos
- Conference titles: Simpósio Internacional de Iniciação Científica da Universidade de São Paulo - SIICUSP
-
ABNT
ZAMBERLAN, Rafaella et al. Avaliação perceptivo-auditiva da ressonância de fala com e sem obturador faríngeo. 2017, Anais.. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2017. . Acesso em: 25 fev. 2026. -
APA
Zamberlan, R., Ferreira, G. Z., Dutka, J. de C. R., & Pegoraro-Krook, M. I. (2017). Avaliação perceptivo-auditiva da ressonância de fala com e sem obturador faríngeo. In Resumos. São Paulo: Universidade de São Paulo. -
NLM
Zamberlan R, Ferreira GZ, Dutka J de CR, Pegoraro-Krook MI. Avaliação perceptivo-auditiva da ressonância de fala com e sem obturador faríngeo. Resumos. 2017 ;[citado 2026 fev. 25 ] -
Vancouver
Zamberlan R, Ferreira GZ, Dutka J de CR, Pegoraro-Krook MI. Avaliação perceptivo-auditiva da ressonância de fala com e sem obturador faríngeo. Resumos. 2017 ;[citado 2026 fev. 25 ] - Terapia intensiva para as alterações de fala decorrentes da disfunção velofaríngea: relato de caso
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