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Impacto do estresse na saúde de profissionais que trabalham em serviços de emergência (2016)

  • Autor:
  • Autor USP: CARDOSO, LUCILENE - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERP
  • Subjects: SERVIÇOS MÉDICOS DE EMERGÊNCIA; ENFERMAGEM EM EMERGÊNCIA; ESTRESSE; SAÚDE OCUPACIONAL
  • Language: Português
  • Abstract: O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência de estresse e a saúde de profissionais de saúde em serviços de emergência. Foi desenvolvido um estudo epidemiológico, transversal, em 07 serviços de emergência em Ribeirão Preto/São Paulo/Brasil. Amostra aleatória foi composta por 282 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e radioperadores) atuantes no serviço há pelo menos um ano; que não estavam em férias ou afastamento. Para a coleta de dados foram utilizados: Questionário sociodemográfico, de condições ocupacionais e saúde; Questionário sobre traumas na infância, Inventário de Sintomas de Stress, Escala de Estresse Percebido, Escala de Reajustamento Social, SRQ20- Psychiatric Screeming Questionnaire, Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão, Escala de Modos de Enfrentamento dos Problemas; Questionário sobre Estilo de vida Fantástico, Análise de cortisol capilar. O estudo respeitou todas as questões éticas. Para análise utilizou-se distribuição de frequências, números absolutos, percentuais, média, mediana e dispersão para as variáveis quantitativas; análises uni e bivariadas para variáveis qualitativas. A relação das variáveis independentes com o estresse atual foi analisada pelos testes de associação (quiquadrado), de correlação (Pearson e Spearman) e Regressão Logística Binária, conforme a natureza destas. Os resultados foram discutidos considerando-se a fundamentos da alostase e do modelo biopsicossocial, evidenciando que 46.5% dos profissionais apresentavam estresse atual, na fase de resistência (38.3%), com predominância de sintomas psicológicos, associado ao género. Além disso, 24.5% tiveram estresse precoce, 37.9% apresentavam fortes chances de adoecer relacionada a eventos estressores na vida, com escore médio de estresse percebido em 17.1. Com relação à saúde 41.1% referiram ter problemas desaúde (obesidade, ansiedade, depressão, etc.), 37.9% apresentavam transtornos mentais comuns, 35.5% ansiedade, 27.7% depressão e 13.8% faziam uso de psicofármacos. Contatou-se 37.6% de absenteísmo, no último ano e 11.7% de Burnout. A estratégia de enfrentamento focada nos problemas foi a mais utilizada (56.4%) e 50% apresentavam estilo de vida muito bom ou excelente. A concentração média de cortisol capilar foi de 27.4 pg/mg e maior entre as mulheres. Os resultados obtidas revelam que o estresse atual está relacionado a vários fatores biopsicossociais: profissão (enfermeiros e médicos); ter problemas de saúde; apresentar transtornos mentais comuns, ansiedade, depressão; fazer uso de psicofármacos; apresentar Burnout; estresse percebido; ter tido estresse precoce; maiores chances de adoecer na vida; estratégias de enfrentamento não focadas na resolução de problemas e estilo de vida regular. Observou-se ainda que 38.8% dos profissionais de saúde encontravam-se na fase de resistência ao estresse, possivelmente em processo de alostase. Profissionais de saúde com transtornos mentais menores, ansiedade e depressão tinham maiores chances de estar com estresse atual. O modelo biopsicossocial se demostrou bastante adequado para a avaliação do estresse atual, fenómeno este complexo e vulnerável a diversos fatores que se inter-relacionam sistemicamente. Considerável número de profissionais de saúde nesta área apresentavam estresse atual, precoce e importantes eventos estressores na vida relacionados ao adoecimento. Comprovando-se assim importância de uma abordagem multifatorial na compreensão do estresse, a relevância do estudo e a necessidade de intervenções urgentes voltadas à saúde destes cuidadores
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 00.00.2016

  • How to cite
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    • ABNT

      CARDOSO, Lucilene. Impacto do estresse na saúde de profissionais que trabalham em serviços de emergência. 2016.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2016.
    • APA

      Cardoso, L. (2016). Impacto do estresse na saúde de profissionais que trabalham em serviços de emergência. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Cardoso L. Impacto do estresse na saúde de profissionais que trabalham em serviços de emergência. 2016 ;
    • Vancouver

      Cardoso L. Impacto do estresse na saúde de profissionais que trabalham em serviços de emergência. 2016 ;


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