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Extremos de temperatura associados a passagens frontais e sua previsibilidade no estado de São Paulo (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: DUTRA, EDUARDO MIRANDA GONÇALVES - IAG
  • Unidade: IAG
  • Sigla do Departamento: ACA
  • Assunto: PREVISÃO DO TEMPO
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho tem como objetivo estudar a relação entre passagens de frentes frias e eventos extremos de temperatura no estado de São Paulo, tanto em observações como em previsões meteorológicas. Para tal, primeiro foram testados cinco métodos objetivos de identificação de frentes frias na cidade de São Paulo, que foram comparados a duas análises produzidas por centros meteorológicos brasileiros e a climatologias já detectadas por estudos anteriores. O método mais eficiente utiliza três variáveis meteorológicas na identificação de frentes frias: mudança do vento meridional de norte, no dia que anteced o sistema, para sul, no dia de passagem do sistema, queda de temperatura e variação de pressão, que aumenta ou cai até 1 hPa. O modelo GFS prevê mais frentes frias do que é observado. No modelo GFS, as frentes frias apresentaram entre 45% e 50% de alarmes falsos - especialmente na primavera, estação que costuma apresentar previsões mais incorretas, e no inverno, possivelmente associado a sistemas que chegaram ao sul do estado de São Paulo, mas que não conseguiram romper a Alta Subtropical do Atlântico Sul e avançaram para o oceano ao invés de seguir pelo litoral brasileiro - e acerto de quase 75% no primeiro e no segundo dia de previsão - com médias diárias calculadas no referencial das 00Z - mas de apenas 54% no primeiro dia de previsão e 46% no segundo dia de previsão - com médias diárias calculadas no referencial das 12Z. no estudo dos extremos de temperatura, foram utilizados os percentis de 1%, 5%, 10% (frios), 90%, 95% e 99% (quentes) obtidos em diversas estações meteorológicas do estado de São Paulo, utilizando as temperaturas mínima e máxima diárias. Os maiores valores de percentis de 90%, 95% e 99% da temperatura máxima são registrados em outubro, enquanto os demais ocorrem entre janeiro e fevereiro. O índice de acerto do GFS é maior nos percentis de 10%, 5% e 1% do que nos (Continuação)(Continua) extremos de 90%, 95% e 99%, respectivamente, com ligeira queda do primeiro para o segundo dia de previsão e do segundo para o terceiro dia de previsão. A relação entre frentes frias e extremos de temperatura é identificada tanto nos dados observados quanto no modelo GFS, que a superestima. A relação é maior: na primavera (Especialmente em setembro); nos percentis de 1% e 99%; nos percentis associados ao frio da temperatura máxima (1%, 5% e 10% e ao calor da temperatura mínima (99%, 95% e 90%). O dia de maior ocorrência dos extremos de 10% da temperatura mínima é o terceiro dia depois da frente, enquanto na temperatura máxima é o segundo dia depois da frente. No geral, o interior registra pico de extremos frios da temperatura mínima e máxima um dia antes das cidades próximas do litoral. Isto indica que a nebulosidade é fator importante no registro do frio intenso associado a frentes frias. O máximo de ocorrência dos percentis de 10%. Na temperatura máxima, regiões ao norte e oeste do estado têm o máximo de extremos de 1% um dia antes das demais áreas, em associação ao enfraquecimento do frio decorrente to tempo aberto. Nos extremos de 90%, o pico de ocorrência é, em geral, no dia da frente na temperatura mínima e no dia anterior à passagem do sistema frontal na temperatura máxima. Apesar da limitação de apenas 3 dias de previsão, o modelo GFS consegue prever a relação entre extremos de temperatura e frentes frias, mas com superestimação provocada por dois fatores: a maior quantidade de frentes frias existentes no modelo e à subestimação dos extremos de temperatura em datas não associadas a frentes frias, como ondas de calor – tanto que, nos percentis de 1% e 99%, mal previstos pelo modelo, a relação com as frentes é mais superestimada. Há também falhas em áreas que respondem com atraso à passagem das frentes frias, como o litora norte.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.12.2016

  • How to cite
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    • ABNT

      DUTRA, Eduardo Miranda Gonçalves; INOUE, Rita Yuri. Extremos de temperatura associados a passagens frontais e sua previsibilidade no estado de São Paulo. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.
    • APA

      Dutra, E. M. G., & Inoue, R. Y. (2016). Extremos de temperatura associados a passagens frontais e sua previsibilidade no estado de São Paulo. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Dutra EMG, Inoue RY. Extremos de temperatura associados a passagens frontais e sua previsibilidade no estado de São Paulo. 2016 ;
    • Vancouver

      Dutra EMG, Inoue RY. Extremos de temperatura associados a passagens frontais e sua previsibilidade no estado de São Paulo. 2016 ;

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