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Fatores associados à duração e severidade do abuso sexual infantil em São Paulo-Brasil (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: VERTAMATTI, MARIA AUXILIADORA FIGUEREDO - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HSM
  • DOI: 10.11606/T.6.2018.tde-15012018-133051
  • Subjects: CRIME SEXUAL; MAUS-TRATOS INFANTIS; VIOLÊNCIA; PROMOÇÃO DA SAÚDE; ESTUDOS TRANSVERSAIS
  • Keywords: Delitos Sexuais; Tempo de Exposição
  • Language: Português
  • Abstract: dos contatos físicos relatados e/ou constatados. Método: Foi conduzido um estudo transversal das crianças até dez anos de idade, que entre os anos de 2004 e 2013 foram atendidas pelo Programa de Atenção a Violência e Abuso Sexual, programa especializado em violência sexual na região metropolitana de São Paulo, Brasil. A duração e a gravidade dos abusos tiveram testada a sua associação com as variáveis ligadas à violência através do teste de quiquadrado, seguido pelo modelo de regressão de Poisson com variância robusta para o cálculo de Razão de Prevalência (RP). Resultados: Crianças cujos pais genéticos tiveram oito ou mais anos de educação formal experimentaram maior duração (RP mãe:4,55/pai:6,67) e gravidade (RP mãe:1,65) da violência. A maioria das crianças vivia com parentes ou amigos como cortesia (45 por cento ), o que em geral resultou em atraso na denúncia das agressões (RP: 1,64). O ASC foi menos frequente entre as crianças do sexo masculino (28 por cento ), mas estes foram expostos a abusos mais prolongados (RP: 1,28) e fisicamente agressivos (RP: 4,55). As denúncias foram mais precoces quando realizadas pelos serviços de saúde (RP: 0,63) e os abusos foram menos severos quando denunciados pela escola (RP: 0,22) ou pelos serviços de saúde (RP: 0,27). Discussão e conclusões: As crianças do sexo masculino sofreram abusos mais graves e prolongados. A associação entre abuso sexual de meninos e homossexualidade não apenas implica em vergonha e estigma social, mas tambémem motivo para o número reduzido de denúncias e a pouca informação disponível. Crianças cujos pais biológicos possuíam maior nível de escolaridade sofreram abusos mais prolongados e mais severos. Lembrando que pais biológicos são abusadores frequentes, suas habilidades intelectuais podem facilitar as barganhas psicológicas com as vítimas. A maioria das crianças vivia em casas de parentes como cortesia, e estiveram sujeitas à demora na denúncia de seus casos. Crianças são mais vulneráveis nestas condições por terem, muitas vezes, que tolerar abusos em troca da moradia. Os fatores que determinaram maior duração e gravidade dos abusos sexuais parecem estar relacionados, portanto, à melhor administração do segredo pelos envolvidos. As denúncias foram mais precoces quando realizadas pelos serviços de saúde e os abusos foram menos severos quando denunciados pela escola ou pelos serviços de saúde.Introdução: O Abuso Sexual em Crianças (ASC) é uma grave violação de direitos humanos. Pode causar sequelas psíquicas e somatizações, como dores de cabeça, dores abdominais, enurese, comportamentos sexualizados, masturbação em público, queda do rendimento escolar, que podem aparecer ainda durante a infância e adolescência. Outros quadros podem manifestar-se apenas na idade adulta, mais comumente disfunções sexuais, ansiedade, depressão, disfunções gastrointestinais, dor pélvica crônica, e até indução ao uso de substâncias psicoativas e tendências suicidas. A literatura indica, no entanto, que a idade precoce de início dos abusos, sua longa duração e a concomitância de contato físico íntimo, como penetração, pode acarretar sequelas psicológicas ainda mais severas. Até recentemente, a literatura sobre violência contra a criança consistiu, desproporcionalmente, em adultos relembrando fatos passados. Uma vez que as diretrizes para o tratamento de sobreviventes na infância são difíceis de extrapolar a partir de estudos de adultos, a pesquisa focada em crianças parece ser de grande relevância. Ela tem importante papel na avaliação de como as crianças processam o trauma, e de como o trauma se expressa em vários estágios de desenvolvimento. Este estudo se propõe a conhecer as crianças que sofreram abuso sexual no momento em que tiveram seu primeiro contato com o serviço de saúde de referência, e analisar a correlação entre as características da violência e a duração e a gravidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.12.2017
  • Acesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/T.6.2018.tde-15012018-133051 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      VERTAMATTI, Maria Auxiliadora Figueredo; ABREU, Luiz Carlos de. Fatores associados à duração e severidade do abuso sexual infantil em São Paulo-Brasil. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-15012018-133051 > DOI: 10.11606/T.6.2018.tde-15012018-133051.
    • APA

      Vertamatti, M. A. F., & Abreu, L. C. de. (2017). Fatores associados à duração e severidade do abuso sexual infantil em São Paulo-Brasil. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-15012018-133051
    • NLM

      Vertamatti MAF, Abreu LC de. Fatores associados à duração e severidade do abuso sexual infantil em São Paulo-Brasil [Internet]. 2017 ;Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-15012018-133051
    • Vancouver

      Vertamatti MAF, Abreu LC de. Fatores associados à duração e severidade do abuso sexual infantil em São Paulo-Brasil [Internet]. 2017 ;Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2018.tde-15012018-133051

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