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Comportamento vocal e estresse em professores antes e após o uso prolongado da voz avaliados no ambiente ocupacional (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: PELLICANI, ARIANE DAMASCENO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: ROO
  • Subjects: CIRURGIA TORÁCICA; RISCO; COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS; FISIOTERAPIA
  • Language: Português
  • Abstract: A associação entre as alterações psicológicas e a disfonia tem sido objeto de vários estudos, nos quais relatam que o indivíduo com estresse apresenta maior probabilidade de desenvolver alterações vocais. O uso prolongado da voz é relatado como um evento estressor capaz de promover o surgimento de alterações vocais características da fadiga vocal. Desta forma, o presente estudo pretende comparar em professores, a qualidade vocal, influência do estresse e o impacto do uso profissional da voz, antes e após o uso prolongado da voz, dentro do ambiente ocupacional. Participaram 60 professores com tempo de magistério acima de dois anos, atuantes em sala de aula e submetidos a tempo de exposição ao uso vocal mínimo de uma hora continua. Não foram aceitos professores com gripes, resfriados, sem atividades letivas em sala de aula, com distúrbios neurológicos, que não tenham completado todas as etapas de avaliação ou aqueles cujo resultado da análise acústica tenha sido classificado como ruim para a extração de dados fidedignos. Após a aplicação dos critérios, foram excluídos nove participantes. Todos os professores foram submetidos a provas para o registro da emissão vocal antes e após a exposição vocal e preenchimento de protocolos, tais como: Qualidade de Vida em Voz (QW), Índice de Triagem de Distúrbios Vocais (ITDV), inventário de Sintomas de Estresse de Lipp (ISSL), Escala de Autopercepção da Fadiga Vocal (EAFV). Foram realizadas as análises dos protocolos conforme recomendado pela literatura. As amostras vocais foram submetidas a análise acústica computadorizada e realizada a extração da frequência fundamental e formantes. A análise perceptivo-auditiva foi realizada por dois fonoaudiólogos experientes em voz, por meio da escala GRBASI. Ao todo, foram realizadas seis etapas de análise estatística. O tempo de exposição vocal variou entre uma equatro horas, aproximadamente. O ITDV apresentou positivo ao distúrbio vocal em 51,16% e o estresse foi positivo em 51,16% dos professores, no qual a maioria se apresentava na fase de resistência. A sintomatologia da fadiga vocal aumentou após o uso prolongado da voz na análise realizada na amostra total, em professores com estresse e do sexo feminino. A presença de disfonia de grau leve foi observada em todas as etapas de análise. Houve correlação moderada, positiva e significante entre o nível do estresse e a autopercepção da fadiga vocal, sendo mais forte após o uso da voz. A qualidade de vida, sexo feminino, nível de estresse e tempo de exposição ao uso prolongado da voz parecem repercutir no aumento da sintomatologia da fadiga vocal após o uso da voz. O formante F4 apresentou frequência mais grave após o uso vocal em homens sem estresse, sugerindo a ocorrência de ajustes no trato vocal. Assim, a presença do estresse parece impactar negativamente no comportamento vocal após o uso prolongado da voz no ambiente ocupacional, sendo a sintomatologia da fadiga vocal maior em mulheres. O estresse parece estar associado a diminuição na qualidade de vida e ao aumento no índice de triagem de distúrbio vocal
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.10.2017

  • How to cite
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    • ABNT

      PELLICANI, Ariane Damasceno; AGUIAR RICZ, Lilian Neto. Comportamento vocal e estresse em professores antes e após o uso prolongado da voz avaliados no ambiente ocupacional. 2017.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2017.
    • APA

      Pellicani, A. D., & Aguiar Ricz, L. N. (2017). Comportamento vocal e estresse em professores antes e após o uso prolongado da voz avaliados no ambiente ocupacional. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Pellicani AD, Aguiar Ricz LN. Comportamento vocal e estresse em professores antes e após o uso prolongado da voz avaliados no ambiente ocupacional. 2017 ;
    • Vancouver

      Pellicani AD, Aguiar Ricz LN. Comportamento vocal e estresse em professores antes e após o uso prolongado da voz avaliados no ambiente ocupacional. 2017 ;

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