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Papel da atividade muscular no padrão de marcha de diabéticos neuropatas: um estudo por modelagem computacional (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: GOMES, ALINE ARCANJO - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MFT
  • Subjects: FENÔMENOS BIOLÓGICOS; MARCHA (LOCOMOÇÃO); FORÇA MUSCULAR; MEMBROS INFERIORES; SIMULAÇÃO (APRENDIZAGEM); NEUROPATIAS DIABÉTICAS
  • Keywords: Biomechanical phenomena; Computer simulation; Diabetic neuropathies; Gait; Lower extremity; Muscle strength
  • Language: Português
  • Abstract: Estimativa das forças musculares de diabéticos pode apoiar a compreensão das estratégias mecânicas e musculares que esses pacientes adotam para preservar a habilidade de realizar a marcha e garantir sua independência à medida que lidam com seus déficits neurais e musculares devido a diabetes e à neuropatia. O objetivo do presente estudo foi estimar a distribuição da força muscular do membro inferior durante a marcha em pacientes diabéticos com e sem neuropatia diabética, bem como compará-los com indivíduos saudáveis. Dados de força de reação do solo (100 Hz) e cinemática tridimensional do tornozelo, joelho e quadril (100 Hz) de 10 diabéticos neuropatas (GDN), 10 diabéticos não neuropatas (GD) e 10 indivíduos saudáveis (GC) foram utilizados como variáveis de entrada para o modelo musculoesquelético computacional gait 2392 (23 graus de liberdade e 92 atuadores musculoesqueléticos) no software OpenSim. O modelo genérico padrão foi dimensionado para se adequar à antropometria de cada indivíduo coletado, antes da execução das simulações. O modelo musculoesquelético dos indivíduos diabéticos neuropatas apresentou força isométrica máxima reduzida em 30% para os extensores do tornozelo e 20% para os dorsiflexores do tornozelo, buscando aproximar o modelo da redução de força muscular distal consequente à neuropatia diabética exibida por pacientes. As séries temporais da força dos músculos dos membros inferiores foram calculadas usando o procedimento de otimização estática. As forçasmusculares máximas foram calculadas durante intervalos do ciclo de marcha em que a ação dos músculos é fundamental para execução da tarefa. Os picos de força foram comparados entre os grupos de indivíduos utilizando MANOVA para os grupos musculares flexores e extensores das articulações do quadril, joelho e tornozelo, seguidas de ANOVA e pós-hoc de Newman-Keuls (p < 0,05). GDN apresentou maior pico de força dos músculos flexores de joelho (bíceps femoral cabeça curta/ p < 0,001, semitendinoso/ p < 0,001 e semimenbranoso/ p < 0,001) na fase de propulsão, em relação à GD e GC. GDN também apresentou menor pico de força dos músculos gastrocnêmio medial e sóleo, bem como maior pico de força para gastrocnêmio lateral comparado a GD e GC, nesta mesma fase. GD exibiu menor pico de força dos músculos extensores de quadril (semitendinoso e semimembranoso) ao final da fase de balanço e músculos abdutores do quadril durante a fase de apoio, bem como maior pico de força para os músculos extensores de joelho (vasto medial e lateral/ p = 0,004) no início da fase de apoio, comparado a GDN e GC. Os pacientes diabéticos com e sem neuropatia adotam distintas estratégias de distribuição de força muscular, apesar da piora progressiva em seu estado de saúde. Ambos os grupos diabéticos demonstraram alterações na produção de força dos músculos extensores de tornozelo, com redução do pico de força do sóleo (GD) e gastrocnêmio medial (GDN), entretanto, apenas o GDN aumentou o pico de força dosisquiotibiais (flexores de joelho) na fase de propulsão. GD apresentou redução expressiva da produção de força do glúteo médio, o que pode sugerir prejuízo para a estabilização látero-lateral da pelve. Pode-se considerar incluir programas de treinamento de resistência de músculos proximais relacionados à articulação do joelho em uma rotina de reabilitação para pacientes diabéticos. Outras inclusões potenciais em protocolos de reabilitação são o treino de marcha e a prática de exercícios funcionais com foco na ativação dos músculos isquiotibiais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.10.2017
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      GOMES, Aline Arcanjo; SACCO, Isabel de Camargo Neves. Papel da atividade muscular no padrão de marcha de diabéticos neuropatas: um estudo por modelagem computacional. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-04012018-094648/ >.
    • APA

      Gomes, A. A., & Sacco, I. de C. N. (2017). Papel da atividade muscular no padrão de marcha de diabéticos neuropatas: um estudo por modelagem computacional. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-04012018-094648/
    • NLM

      Gomes AA, Sacco I de CN. Papel da atividade muscular no padrão de marcha de diabéticos neuropatas: um estudo por modelagem computacional [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-04012018-094648/
    • Vancouver

      Gomes AA, Sacco I de CN. Papel da atividade muscular no padrão de marcha de diabéticos neuropatas: um estudo por modelagem computacional [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-04012018-094648/


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