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Estudo experimental comparativo entre enxerto de nervo convencional e enxerto de nervo preservado a frio (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: MESQUITA, ISANIO VASCONCELOS - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MOT
  • Subjects: NERVO CIÁTICO; RATOS WISTAR; TRANSPLANTE AUTÓLOGO; DEGENERAÇÃO NEURAL; REGENERAÇÃO (FENÔMENOS BIOLÓGICOS); ENXERTOS EM ANIMAIS
  • Keywords: Cryopreservation; Graft survival; Nerve degeneration/physiopathology; Nerve transfer/methods; Rats Wistar; Sciatic nerve/transplantation; Transplantation autologous/methods
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: A reparação das lesões de nervos periféricos com perda extensa de substância, onde a sutura direta não é viável, ainda apresenta nos dias atuais resultados variáveis e dependentes de diversos fatores. O tratamento mais comumente utilizado nestes casos é a auto-enxertia de nervos, com sacrifício de um nervo de outra região do corpo, procedimento que, entretanto, pode trazer algumas dificuldades e consequências. Desta forma, a busca por novas técnicas, como a possibilidade de utilização de nervos preservados em baixas temperaturas, representa um avanço inestimável no campo da reparação de lesões nervosas. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi realizar avaliações funcionais, eletrofisiológicas e histomorfométricas que permitam comparar a regeneração nervosa autógena em enxerto convencional versus enxerto preservado a frio, em modelo experimental de ratos, após denervação a fresco ou conservação de um segmento do nervo em baixa temperatura por 14 dias e por 50 dias. MÉTODOS: Foram utilizados 20 ratos Wistar de peso e idades aproximadamente iguais, divididos em quatro grupos de cinco animais. Os grupos 1 e 3 serviram de controle respectivamente para os grupos 2 e 4, utilizando enxertia de nervo convencional por 14 dias (grupo 1) e por 50 dias (grupo 3). O grupo 2 utilizou enxertia de nervo preservado a 4 graus Celsius em solução Celsior® por 14 dias, enquanto o grupo 4 foi submetido à preservação a frio na mesma solução por 50 dias. Foram realizadas análisesfuncionais da marcha, análises de potenciais evocados e análises histomorfométricas dos animais em diversos momentos. As análises funcionais utilizaram uma aparelhagem própria para estudo da marcha em pequenos animais de experimentação, denominada catWalk®, que fornece medidas estáticas e dinâmicas da marcha, com parâmetros como a pressão em relação à pata contralateral e a área máxima da impressão plantar do animal, tendo sido captados os dados antes do procedimento de retirada do enxerto e após a realização da enxertia, neste último caso com avaliações quinzenais até que tenham sido completados 60 dias de pós- operatório. As análises de potenciais evocados motores analisaram a latência e a amplitude dos estímulos nervosos e foram realizadas 60 dias após os procedimentos de enxertia. As análises microscópicas observaram a contagem de axônios mielinizados e a área destas fibras nervosas nas regiões proximal e distal aos reparos, aos 60 dias após os procedimentos, comparando também as relações entre a região distal e proximal de cada um destes parâmetros através dos índices de regeneração e mudança de área. RESULTADOS: A enxertia com nervo preservado a frio por 14 dias apresentou resultado funcional semelhante ao seu grupo controle na análise da área máxima de contato e da pressão máxima de contato da pata operada em todas as avaliações. Já a conservação do enxerto a frio por 50 dias resultou em superioridade funcional em todos as avaliações em relação a seu grupo controle.Os estudos eletrofisiológicos mostraram cada grupo de enxertia preservada a frio com resultados similares a seu grupo controle, tanto em relação à latência, quanto à amplitude nos dois músculos avaliados. As análises histomorfométricas resultaram em índices de regeneração e de mudança de área semelhantes na comparação entre os grupos 60 dias após os procedimentos de enxertia. CONCLUSÕES: A conservação a frio do enxerto de nervo durante 14 dias e durante 50 dias apresentou resultados funcionais da regeneração iguais ou superiores aos enxertos convencionais e resultados eletrofisiológicos e histológicos semelhantes aos respectivos grupos controle de enxertos convencionais, demonstrando um futuro promissor para a utilização clínica de enxertos preservados a frio em um \"banco de nervos\"
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.09.2017
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      MESQUITA, Isanio Vasconcelos; MATTAR JUNIOR, Rames. Estudo experimental comparativo entre enxerto de nervo convencional e enxerto de nervo preservado a frio. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-12122017-132414/ >.
    • APA

      Mesquita, I. V., & Mattar Junior, R. (2017). Estudo experimental comparativo entre enxerto de nervo convencional e enxerto de nervo preservado a frio. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-12122017-132414/
    • NLM

      Mesquita IV, Mattar Junior R. Estudo experimental comparativo entre enxerto de nervo convencional e enxerto de nervo preservado a frio [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-12122017-132414/
    • Vancouver

      Mesquita IV, Mattar Junior R. Estudo experimental comparativo entre enxerto de nervo convencional e enxerto de nervo preservado a frio [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-12122017-132414/

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