Síndrome de Evans em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil (2017)
- Authors:
- Autor USP: ALMEIDA, GABRIELLA ERLACHER LUBE DE - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MPE
- DOI: 10.11606/T.5.2017.tde-15122017-132820
- Subjects: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO; ESTUDOS DE COORTES; CRIANÇAS; ESTUDOS MULTICÊNTRICOS; HORMÔNIOS DO CÓRTEX ADRENAL; ANEMIA; DOENÇAS HEMATOLÓGICAS
- Keywords: Anemia hemolytic autoimmune; Child; Cohort studies; Glucocorticoids; Lupus erythematosus systemic; Multicenter study; Purpura thrombocytopenic idiopathic
- Language: Português
- Abstract: Introdução: Estudos avaliando a prevalência de síndrome de Evans (SE) no lúpus eritematoso sistêmico juvenil (LESJ) bem como possíveis fatores associados são restritos a poucos relatos de caso. Objetivos: Avaliar a prevalência de SE em uma grande população de LESJ, assim como sua possível associação com dados demográficos, manifestações clínicas, características laboratoriais, atividade/dano cumulativo da doença e tratamento. Métodos: Um estudo de coorte multicêntrico retrospectivo foi realizado em 10 serviços de Reumatologia Pediátrica provenientes do Grupo Brasileiro de Lúpus e incluiu 850 pacientes com LESJ. SE foi avaliada ao diagnóstico do LES e definida pela combinação de púrpura trombocitopênica autoimune (PTI) e anemia hemolítica autoimune (AHAI). Os pacientes foram divididos em dois grupos para a avaliação das associações propostas: pacientes que apresentaram SE e pacientes sem SE. Todos foram avaliados ao diagnóstico do LES. Resultados: SE foi observada em 11/850 pacientes de LESJ ao diagnostico (1,3%). A maioria deles tinha doença ativa (82%) e apresentaram manifestações hemorrágicas (58%). Todos os pacientes com SE foram hospitalizados e não houve nenhum óbito. As comparações entre pacientes LESJ com e sem SE ao diagnóstico demonstrou frequências similares do sexo feminino, envolvimento de múltiplos órgãos, perfil de auto-anticorpos semelhantes e complemento baixo (p > 0,05). Pacientes com SE tinham frequências menores de eritema malar (9% vs. 53%, p=0,003) eenvolvimento músculo-esquelético (18% vs. 69%, p=0,001) do que aqueles sem esta complicação. A frequência de pulsoterapia com metilprednisolona (82% vs. 43%, p=0,013) e uso de gamaglobulina endovenosa (64% vs. 3%), p < 0,0001) foram significativamente maiores no grupo com SE, com dose atual de prednisona semelhante entre os dois grupos [1,1 (0,76-1,5) vs. 1,0 (0-30) mg/kg/dia, p=0,195]. Conclusões: Este foi o primeiro estudo que evidenciou a possível relação de SE como uma manifestação inicial rara e grave do LESJ, porém com bom prognóstico. O diagnóstico se torna o principal desafio devido à falta de sinais e sintomas característicos de lúpus e a dificuldade de se excluir diagnósticos diferenciais como infecção e imunodeficiência primária
- Imprenta:
- Data da defesa: 06.09.2017
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
ALMEIDA, Gabriella Erlacher Lube de. Síndrome de Evans em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil. 2017. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-15122017-132820/. Acesso em: 10 abr. 2026. -
APA
Almeida, G. E. L. de. (2017). Síndrome de Evans em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-15122017-132820/ -
NLM
Almeida GEL de. Síndrome de Evans em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil [Internet]. 2017 ;[citado 2026 abr. 10 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-15122017-132820/ -
Vancouver
Almeida GEL de. Síndrome de Evans em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico juvenil [Internet]. 2017 ;[citado 2026 abr. 10 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-15122017-132820/
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