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O perfil hormonal de ratas em periestropausa e o papel da terapia hormonal no comportamento de ansiedade: participação do sistema serotonérgico (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: BARROS, PAULO DE TARSO SILVA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFI
  • Subjects: FISIOLOGIA; ANSIEDADE; HORMÔNIOS
  • Language: Português
  • Abstract: Perimenopausa é o período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva da vida da mulher no qual muitos sintomas emergem, tais como os transtornos depressivos e de humor, principalmente a ansiedade. O diepóxido de 4-vinilciclohexeno (VCD) é uma substancia química que destrói lentamente os folículos ovarianos e por isso reproduz o período de transição observado na perimenopausa, denominada aqui de periestropausa. Entretanto, a janela de tempo adequada, após o tratamento com VCD, na qual são observadas as alterações típicas dessa transição permanece desconhecida. Além disso, pouco também é compreendido sobre quais fatores hormonais participam da ansiedade na perimenopausa e quais mecanismos neurais estão envolvidos com esse transtorno. Assim, os objetivos deste estudo foram avaliar, em ratas: 1) Em qual período após o tratamento com VCD ocorrem as alterações hormonais típicas de perimenopausa; 2) Se estresses prévios intensificam as respostas de ansiedade; 3) Que tipo de tratamento hormonal poderia prevenir a ansiedade em ratas na periestropausa e 4) Se há participação da expressão dos receptores 5-HT2A na amígdala basolateral (BLA) e hipocampo na gênese da ansiedade ou na reversão deste transtorno durante a periestropausa. Ratas foram tratadas com VCD/óleo durante 15 dias a partir de 28 dias de idade. A partir de 55 (Exp. 1) ou 65 (Exp.2) dias após o início do tratamento o ciclo astral foi analisado diariamente. No experimento 1 as ratas foram decapitadas na fase diestro ao redor dos 70, 80, 90 e 100 dias após o início da administração de VCD/óleo, quando o sangue foi colhido para as dosagens hormonais por radioimunoensaio ou ELISA. A análise dos dois últimos ciclos mostrou que apenas no grupo VCD-100 dias a porcentagem de ratas que mostraram ciclos irregulares aumentou em relação ao grupo controle. Nas ratas VCD, as concentraçõesplasmáticas do marcador de reserva ovariana, o hormônio anti-Mülleriano (AMH), e de progesterona (P4) foram menores que as do grupo controle durante todos os períodos estudados. As concentrações de estradiol (E2), por outro lado, permaneceram inalteradas ou maiores (grupo VCD-90 dias). As concentrações do hormônio folículo-estimulante (FSH) aumentaram no grupo VCD-100 dias enquanto que as concentrações do hormônio luteinizante (LH) permaneceram inalteradas em todos os grupos tratados com VGD e nos animais controles. As concentrações de testosterona foram menores no grupo VCD-80 dias. Nas ratas tratadas com VCD, uma queda nas concentrações de diidrotestosterona (DHT) foi observada nos grupos de 70 a 90 dias seguida de um aumento no grupo VCD-100 dias. Assim, a janela entre 70-90 dias parece ser um intervalo adequado para estudar as alterações semelhantes à perimenopausa. No experimento 2, em torno de 80 dias após o início do tratamento com VCD/óleo, as ratas, na fase metaestro, foram submetidas ao estresse de contenção por 1h ou 2h e de isolamento por 24h. No dia seguinte, na fase diestro, o comportamento preditivo de ansiedade foi avaliado no labirinto em cruz elevado. Não houve intensificação dos comportamentos de ansiedade nas ratas submetidas à contenção de 1h. Por outro lado, quando elas foram submetidas por 2h à contenção, o comportamento de ansiedade foi amplificado e essa resposta foi mais robusta nas ratas em periestropausa. No experimento 3, pellets de placebo ou E2 ou P4 ou E2+P4 foram implantados subcutaneamente nas ratas VCD/óleo pré-estressadas 20 dias antes do experimento. Além desses tratamentos, as ratas com pellets de E2 ou placebo também receberam injeção única de P4 no dia do experimento. O tratamento com E2 não preveniu os sinais de ansiedade. Por outro lado, a P4, aguda e cronicamente, foi capaz de impedir o aparecimento dos sinaispreditivos de ansiedade em ratas na periestropausa. Além disso, o E2 prejudicou a ação da P4. No experimento 4, a expressão protéica dos receptores 5-HT2A foi avaliada na BLA e no hipocampo de ratas VCD tratadas placebo, com P4, ou com E2+P4 por meio de Western Blot. A expressão dos receptores 5-HT2A das ratas em periestropausa foi semelhante à das controles. Entretanto, o tratamento com P4 e com E2+P4 induziu um aumento na expressão desses receptores. Por outro lado, no hipocampo não houve alteração na expressão dos receptores. Tomados em conjunto, os dados mostram que a progesterona previne os sinais de ansiedade na periestropausa por aumentar a expressão de receptores 5-HT2A na BLA
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.07.2017

  • How to cite
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    • ABNT

      BARROS, Paulo de Tarso Silva; ANSELMO-FRANCI, Janete Aparecida. O perfil hormonal de ratas em periestropausa e o papel da terapia hormonal no comportamento de ansiedade: participação do sistema serotonérgico. 2017.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2017.
    • APA

      Barros, P. de T. S., & Anselmo-Franci, J. A. (2017). O perfil hormonal de ratas em periestropausa e o papel da terapia hormonal no comportamento de ansiedade: participação do sistema serotonérgico. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Barros P de TS, Anselmo-Franci JA. O perfil hormonal de ratas em periestropausa e o papel da terapia hormonal no comportamento de ansiedade: participação do sistema serotonérgico. 2017 ;
    • Vancouver

      Barros P de TS, Anselmo-Franci JA. O perfil hormonal de ratas em periestropausa e o papel da terapia hormonal no comportamento de ansiedade: participação do sistema serotonérgico. 2017 ;

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