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Mudanças sutis de intensidade de sinal da substância branca cerebral em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: PINTO, PEDRO TELLES COUGO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: NEUROLOGIA; ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL; ISQUEMIA
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO E OBJETIVOS. A leucoaraiose (LCA) constitui um fenótipo de microangiopatia cerebral extremamente prevalente, caracterizado por hipersinal em imagem de ressonância magnética (RM) em sequência Fluid-Attenuated Inversion Recovery (FLAIR) e está associada a maior prevalência e incidência de distúrbio cognitivo e piores desfechos clínicos e teciduais em pacientes com doença cerebrovascular aguda. Entretanto, não estão esclarecidos os mecanismos pelos quais a LCA acarreta seus efeitos sobre cognição e doença cerebrovascular. Existem evidências crescentes em patologia e neuroimagem que sugerem que as anormalidades estruturais subjacentes à LCA na verdade se estendem para regiões de substância branca aparentemente normal (SBaN), e que tais anormalidades pré-visuais da SBaN têm de falo impacto clínico. Neste trabalho, avaliamos se alterações sutis de sinal em imagem FLAIR estariam presentes na SBaN, e se tais mudanças sutis de sinal estariam relacionadas à carga de LCA. MÉTODOS. Trata-se de estudo transversal de pacientes adultos com história de acidente vascular cerebral isquêmico e exame de RM realizado dentro de 12 meses do evento, recrutados de um registro prospectivo. As imagens de RM em FLAIR foram corregistradas para espaço Talairach com técnicas linear e não-linear. A região de substância branca leucoaraiótica (SBL) foi segmentada por método semiautomatizado. A SBaN foi segmentada com base no atlas probabilístico. Descrevemos o comportamento da intensidade de sinal da SBaN em função de quartis de SBL usando as máscaras corregistradas para o espaço Talairach e comparando com as máscaras corregistradas de LCA. A intensidade média de sinal na região de SBaN foi utilizada como variável dependente na análise estatística, tendo os quartis de SBL e dados clínicos como variáveis independentes. RESULTADOS. No período de um ano de recrutamentodo estudo, 70 pacientes consecutivos foram selecionados para análise (46% do sexo feminino; idade média de 62 anos). O volume mediano de SBL foi de 7,2 mL (intervalo interquartil 3,0 a 17,1 mL). A intensidade de sinal na SBaN foi maior nas regiões centrais e periventriculares da substância branca. A intensidade de sinal na SBaN esteve relacionada ao volume de SBL, com os maiores valores entre pacientes do segundo e terceiro quartil. Tal relação foi estatisticamente significativa em análise de tendência por análise de variância. A distribuição voxel-a-voxel do sinal entre os diferentes quartis de SBL demonstrou que o aumento de sinal ocorreu de forma simétrico, macular, e não exclusivamente adjacente às regiões de leucoaraiose estabelecida. Uma revisão das imagens individuais pré-processadas demonstrou a presença de regiões maculares de hipersinal sutil, não exclusivamente adjacentes à SBL. A intensidade de sinal na SBaN não teve relação positiva com fatores de risco cardiovasculares, mas foi menor entre pacientes com diabetes mellitus tipo 2. As associações com o volume de SBL e com diabetes mantiveram significância estatística na análise multivariada. CONCLUSÕES. A SBaN apresenta mudanças sutis de sinal em função da carga de LCA. Tais mudanças sutis apresentam características morfológicas que sugerem não se tratar apenas de um fenótipo mais sutil de LCA, mas possivelmente um marcador próprio de microangiopatia cerebral
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.07.2017

  • How to cite
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    • ABNT

      PINTO, Pedro Telles Cougo; PONTES NETO, Octávio Marques. Mudanças sutis de intensidade de sinal da substância branca cerebral em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico. 2017.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2017.
    • APA

      Pinto, P. T. C., & Pontes Neto, O. M. (2017). Mudanças sutis de intensidade de sinal da substância branca cerebral em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Pinto PTC, Pontes Neto OM. Mudanças sutis de intensidade de sinal da substância branca cerebral em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico. 2017 ;
    • Vancouver

      Pinto PTC, Pontes Neto OM. Mudanças sutis de intensidade de sinal da substância branca cerebral em pacientes com acidente vascular cerebral isquêmico. 2017 ;


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