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Avaliação do efeito em longo prazo do estresse neonatal causado pela separação ou privação materna em ratos sobre a expressão de comportamentos defensivos associados ao pânico (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: ROSA, DAIANE SANTOS - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: ESTRESSE; RECÉM-NASCIDO; RELAÇÕES MÃE-CRIANÇA; PÂNICO; ANÓXIA; SUBSTÂNCIA CINZENTA PERIAQUEDUTAL
  • Keywords: Dorsal periaqueductal gray matter; Early life stress; Estresse neonatal; Hipóxia; Hypoxia; Maternal deprivation; Maternal separation; Panic; Pânico; Pânico respiratório; Privação materna; Respiratory panic attacks; Separação materna; Serotonin; Serotonina; Substancia cinzenta periaquedutal
  • Language: Português
  • Abstract: Diversos estudos demonstram que o estresse infantil, incluindo situa,coes de perda dos pais, negligencia e abusos, representa um forte fator de risco para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, sendo de especial interesse para este trabalho, o transtorno do pânico. Modelos de estresse neonatal em animais de laboratório, que se baseiam na ruptura da relação mãe-filhote, como a separação materna e a privação materna, tem sido amplamente utilizados para avaliar as consequências desse estressor sobre a expressão de comportamentos defensivos associados à ansiedade na vida adulta. No entanto, pouco se sabe sobre seus efeitos em modelos animais de ataques de pânico, mais especificamente aqueles que associam esta condição emocional à resposta defensiva de fuga em animais. Diante disso, o objetivo inicial do presente trabalho fol o de estender as investigações dos efeitos do estresse neonatal sobre o comportamento de fuga de ratos adultos (apos 60 dias de nascimento) observado no labirinto em T elevado (LTE), pela estimulação elétrica da substância cinzenta periaquedutal (SCPD) e durante a exposição a um ambiente em hipóxia (7% O2). Para efeitos comparativos, esses animais tambem foram testados em modelos animais associados à ansiedade generalizada e a depressão. Observamos que ratos Wistar submetidos à separação materna (3h/dia, do 2° ao 21° dia pós-nascimento) não diferiram de animais controles nos parâmetros comportamentais analisados nos modelos de pânico (fuga no LTE e pela estimulação elétrica da SCPD), nos de ansiedade (resposta de esquiva no LTE e o beber punido no teste de conflito de Vogel) ou no de depressão (tempo gasto em imobilidade no teste do nado forçado). Já em ratos privados da mãe (por 24h no 11° dia pós- nascimento), embora este estressor não tenha alterada a resposta de fuga no LTE, ele aumentou a expressão deste comportamento durante a exposiçãoefeito panicogênico. Ainda empregando a privação materna, observamos que a administração intraperitoneal de um inibidor da síntese de serotonina, a p-clorofenilalanina metil ester (p-CPA - 100mg/Kg/dia, por 4 dias antes dos testes comportamentais) facilitou a expressão do comportamento de fuga durante o teste da hipóxia nos animais controle, de maneira semelhante ao efeito obtido somente com a privação materna. Porém este tratamento não potencializou a fuga promovida pela privação materna. Já os niveis plasmáticos de corticosterona foram aumentados pela exposição à hipóxia, independentemente dos animais terem sido previamente privados da mãe ou terem recebido o p-CPA antes do teste. Por fim, tambem observamos, atraves de uma análise por Western Blotting, que nem a privação materna ou a exposição à hipóxia altera a concentração de receptores serotonérgicos do tipo 5-HT1A na SCPD ou na amigdala. Em suma, nossos resultados mostram que a privação materna promove uma facilitação da resposta de fuga na hipóxia, sugerindo uma relação entre esse estresse neonatal e o desencadeamento de ataques de pânico de um subtipo especifico, o pânico respiratório. Contudo, no que diz respeito ao envolvimento da neurotransmissão serotonérgica, mais estudos são necessários para entender sua participação nessa resposta
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.06.2017
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      ROSA, Daiane Santos; ZANGROSSI JÚNIOR, Hélio. Avaliação do efeito em longo prazo do estresse neonatal causado pela separação ou privação materna em ratos sobre a expressão de comportamentos defensivos associados ao pânico. 2017.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-06042018-135700/ >.
    • APA

      Rosa, D. S., & Zangrossi Júnior, H. (2017). Avaliação do efeito em longo prazo do estresse neonatal causado pela separação ou privação materna em ratos sobre a expressão de comportamentos defensivos associados ao pânico. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-06042018-135700/
    • NLM

      Rosa DS, Zangrossi Júnior H. Avaliação do efeito em longo prazo do estresse neonatal causado pela separação ou privação materna em ratos sobre a expressão de comportamentos defensivos associados ao pânico [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-06042018-135700/
    • Vancouver

      Rosa DS, Zangrossi Júnior H. Avaliação do efeito em longo prazo do estresse neonatal causado pela separação ou privação materna em ratos sobre a expressão de comportamentos defensivos associados ao pânico [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17148/tde-06042018-135700/

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