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Controle tardio da inflamação em esclerose múltipla em pacientes tratados com transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: LAUAR, LARA ZUPELLI - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: RESSONÂNCIA MAGNÉTICA; ESCLEROSE MÚLTIPLA; INFLAMAÇÃO; TRANSPLANTE AUTÓLOGO; CÉLULAS-TRONCO
  • Keywords: Autologous hematopoietic stem cell transplant (aHSCT); Bone marrow transplante (BMT); Esclerose múltipla; Imagem de ressonância magnética; Magnetic ressonance imaging; Multiple sclerosis; Transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas; Transplante autólogo de medula óssea
  • Language: Português
  • Abstract: A esclerose múltipla (EM) é uma doença desmielinizante inflamatória crónica recorrente, restrita ao sistema nervoso central (SNC), cuja característica histológica é a ocorrência de desmielinização relacionada com infiltrado inflamatório perivenular com relativa preservação axonal. A forma clássica da doença se caracteriza pela recorrência de ataques (surtos), seguidas de remissão dos sintomas (RRMS), com a presença de múltiplas lesões focais dispersas pelo SNC (dissociação espacial) com processo inflamatório exuberante na fase aguda, coexistindo com lesões crónicas (dissociação temporal) sem atividade inflamatória evidenciavel pela quebra de barreira hematoencefálica e realce na fase contractada na imagem de ressonância magnética ~ ). Alguns pacientes tem uma evolução benigna, permanecendo livre de sequelas significativas por mais de 20 anos da doença. Outros pacientes têm uma forma agressiva da doença, ficando restritos à cadeira de rodas em 8 a 10 anos de evolução. Um desafio é modificar o curso desta forma agressiva, o que pode ser feito com o uso de imunomoduladores, quimioterápicos e, eventualmente, transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas (aHSCT). O objetivo da utilização do aHSCT é a restauração da atividade imunológico livre dos ataques à mielina ("autoimune reset"). Uma das maneiras de se monitorar a eficácia do tratamento é a identificação da ocorrência de novas lesões e de lesões com reforço visíveis em exames de RM seriados. Objetivo: Testar a hipótese de que o tratamento de pacientes com EM, utilizando AHSCT, foi eficaz em evitar a recorrência de inflamação e o aparecimento de novas lesões visíveis na SB ao exame de MRI, a longo prazo. Resultados: Na nossa Instituição, cerca de 66 pacientes portadores de EM foram tratados com aHSCT no período de 2004 a 2011, sendo seguidas desde então pelas disciplinas de hematologia,neurologia/neuroimunologia e pela seção de RM do CCIFM-HCRP. Metodo: Foram revisados os exames de R:M: de encéfalo adquiridos de maneira prospectiva e protocolada, de 76 pacientes submetidos ao aHSCT, com seguimento por MRI há mais de cinco anos. As imagens de RM foram arquivadas nos servidores do CCIFM, foram recuperadas, anonimizadas e revistas por pelo menos dois radiologistas experientes, de maneira independente e por confrontação. Foi considerada falha terapêutica a identificação de lesões novas e/ou lesões com reativação inflamatória. Resultados: Dez pacientes foram excluídos. Doze pacientes (18,18%) apresentaram novas lesões ou recorrência do processo inflamatório, com reforço. Conclusão: Na nossa amostra o aHSCT foi capaz de controlar a recorrência de lesões e da atividade inflamatória perceptível na RM em mais de 87% dos casos, caracterizando uma importante opção terapêutica de segunda linha nos casos de maior agressividade da doença
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.06.2017
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      LAUAR, Lara Zupelli; SANTOS, Antônio Carlos dos. Controle tardio da inflamação em esclerose múltipla em pacientes tratados com transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas. 2017.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-18042018-113057/ >.
    • APA

      Lauar, L. Z., & Santos, A. C. dos. (2017). Controle tardio da inflamação em esclerose múltipla em pacientes tratados com transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-18042018-113057/
    • NLM

      Lauar LZ, Santos AC dos. Controle tardio da inflamação em esclerose múltipla em pacientes tratados com transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-18042018-113057/
    • Vancouver

      Lauar LZ, Santos AC dos. Controle tardio da inflamação em esclerose múltipla em pacientes tratados com transplante autólogo de células tronco hematopoiéticas [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17158/tde-18042018-113057/

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