Utilização da biópsia de mucosa e submucosa retal para o diagnóstico da Moléstia de Hirschsprung (2017)
- Authors:
- Autor USP: SERAFINI, SUELLEN - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MPE
- DOI: 10.11606/D.5.2017.tde-27102017-091421
- Subjects: RETO; BIÓPSIA; MUCOSA INTESTINAL; ACETILCOLINA; DIAGNÓSTICO POR COMPUTADOR
- Keywords: Acetilcolinesterase; Calretinin; Doença de Hirschsprung; Hematoxylin-eosin; Hirschsprung's disease; Rectum/biopsy
- Language: Português
- Abstract: Introdução: A moléstia de Hirschsprung (MH) se caracteriza pela ausência de neurônios intramurais em segmentos variáveis do intestino grosso, levando a suboclusão intestinal. Na forma mais frequente o reto-sigmoide está comprometido. A biopsia retal é o método histológico de escolha no diagnóstico da MH. O método da hematoxilina e eosina (HE) é classicamente utilizado na prática histopatológica. Nessa técnica, um fragmento de parede total do reto é processado através de parafinização, para posteriormente ser seccionado e corado por HE. Esta coloração evidencia células neurais em intestinos normais e troncos nervosos hipertrofiados nos casos de MH. É uma técnica muito simples, ainda hoje muito utilizada no diagnóstico da doença, necessitando de fragmentos grandes de reto para um maior acerto no diagnóstico. Este detalhe torna o diagnóstico do recém-nascido mais difícil. Outro método de coloração utilizado no diagnóstico da MH é o método histoquímico de pesquisa de atividade de Acetilcolinesterase (AChE). Nesta técnica é necessário apenas um pequeno fragmento de mucosa e submucosa que será congelado e depois processado. A pesquisa de AChE, nos casos de MH mostrará a presença desta enzima em quantidade aumentada, corando troncos e ou fibrilas de cor acastanhado. Este método já vem sendo utilizado pelo Instituto da Criança - HCFMUSP há mais de 30 anos e possui um acerto diagnóstico superior a 90%. Porém, por ser uma técnica mais elaborada, pouquíssimos centros no Brasil autilizam no diagnóstico da MH. Um outro método mais recente, e que também pode ser realizado em fragmentos menores, é a marcação imunohistoquímica da calretinina, que permite a visualização dos neurônios do plexo submucoso e das fibrilas finas na região da lâmina própria em não doentes. Esta técnica também apresenta maior complexidade e, portanto, não é utilizada. A possibilidade de realizar o diagnóstico da MH através da coloração HE em fragmentos menores poderia ser uma alternativa para os serviços que não dispõe de técnicas mais especificas. Objetivos: Avaliar a concordância dos resultados obtidos pelo método de coloração HE e da calretinina com a pesquisa de atividade de AChE em fragmentos de mucosa e submucosa no diagnóstico da Moléstia de Hirschsprung. Métodos: Para este trabalho foram selecionados 50 casos arquivados em nosso laboratório. O material encontrava-se emblocado em parafina. Foram feitos 60 níveis de cada fragmento para o HE e mais 3 níveis para a calretinina. Essas lâminas foram analisadas em microscópio, fotografadas e classificadas como positivas para MH quando não foram encontradas células neurais e houve a presença de troncos nervosos, e em negativas nos casos de visualização dos neurônios. Foi realizado estudo cego por dois pesquisadores. Os resultados da leitura das lâminas foram comparados com o da AChE. Resultados: Dos 50 casos avaliados pela técnica do HE, apenas 5 discordaram do diagnóstico realizado pela AChE, com um valor de Kappa de 0,800 eacurácia 90%. Na comparação entre a calretinina e a AChE 8 casos discordaram, com um valor de Kappa de 0,676 e acurácia de 84%. Conclusões: A concordância obtida entre os métodos da AChE e HE foi satisfatória. Tornando possível a utilização do método do HE em 60 níveis de fragmento de mucosa e submucosa como alternativa para o diagnóstico da MH. A técnica imunohistoquímica da Calretinina não apresentou a concordância esperada com a pesquisa de atividade de AChE em nosso estudo
- Imprenta:
- Data da defesa: 04.08.2017
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
SERAFINI, Suellen. Utilização da biópsia de mucosa e submucosa retal para o diagnóstico da Moléstia de Hirschsprung. 2017. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-27102017-091421/. Acesso em: 31 mar. 2026. -
APA
Serafini, S. (2017). Utilização da biópsia de mucosa e submucosa retal para o diagnóstico da Moléstia de Hirschsprung (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-27102017-091421/ -
NLM
Serafini S. Utilização da biópsia de mucosa e submucosa retal para o diagnóstico da Moléstia de Hirschsprung [Internet]. 2017 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-27102017-091421/ -
Vancouver
Serafini S. Utilização da biópsia de mucosa e submucosa retal para o diagnóstico da Moléstia de Hirschsprung [Internet]. 2017 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-27102017-091421/
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