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Relações entre termorregulação e comportamento em ovinos (2017)

  • Autor:
  • Autor USP: TITTO, CRISTIANE GONÇALVES - FZEA
  • Unidade: FZEA
  • Sigla do Departamento: ZAZ
  • Subjects: PELE DE ANIMAL; SOMBREAMENTO; CALOR
  • Keywords: Coat color; Cor de pelagem; Heat tolerance; Hierarchy; Hierarquia; Tolerância ao calor
  • Language: Português
  • Abstract: Este estudo teve como objetivo avaliar a tolerância ao calor em ovinos e sua relação com o comportamento à pasto. O trabalho foi composto por três fases experimentais relacionadas, todas realizadas no Biotério de Estudos em Biometeorologia, Etologia e Bem-estar Animal da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, Pirassununga, SP. Foram utilizadas 60 fêmeas ovinas mestiças Dorper x Santa Inês de quatro cores de pelagem (malhada de preto e branco, preta, castanha, malhada de branco e amarelo). Na primeira fase os animais permaneceram ao sol sem acesso à sombra das 7h00 às 17h00 para realização de dois testes, um em período de conforto térmico e outro em estresse por calor, e foram registradas as temperaturas retais (TR) às 7h00 (T0), 13h00 (T1) e 17h00 (T2), após contenção manual, para avaliação da tolerância ao calor (TC). Nos mesmos horários também foram mensuradas a perda de água transepidérmica e colheita de sangue para análise das concentrações de cortisol e frequência respiratória com o animal dentro da balança. Durante a colheita de dados foi avaliada a reatividade dos animais ao manejo através de escores e analisadas as correlações de Spearman com os parâmetros fisiológicos e hormonais. Procedeu-se a análise de variância com os dados e o modelo estatístico contemplou os efeitos de cor de pelagem, tempo de colheita e suas interações e animal como estrutura de medida repetida. A segunda fase avaliou a relação da cor de pelagem e tolerância ao calor com ocomportamento de uso de sombra e pastejo. No etograma de trabalho utilizado constavam os parâmetros comportamentais: postura em pé, permanência ao sol e atividades diárias (pastejar, ruminar, ócio, outras atividades), observadas a cada 5 minutos das 7h00 às 19h00. Na terceira fase foi realizado um estudo para determinar a hierarquia dos animais a partir das suas interações negativas (cabeçada, morder, empurrar) e posteriormente verificado se animais dominantes e de maior tolerância ao calor influenciam o maior tempo do grupo ao sol. A partir da determinação individual da TC e da dominância os animais foram divididos em quatro lotes com dois dominantes mais tolerantes em cada e igual número de animais intermediários e subordinados e dos dois níveis de TC. Em relação às cores de pelagem a distribuição foi de forma a manter a proporção em cada lote. A partir desta divisão ocorreu a observação do comportamento a pasto com mesmo etograma de trabalho utilizado na fase 2. Tanto para os dados de reatividade como de comportamento foram realizadas transformações em arco-seno raiz de porcentagem devido a distribuição não normal e procedeu-se à análise de variância. Na fase 2 no modelo estatístico foi utilizado efeito de animal em estrutura de medida repetida e efeito da cor de pelagem e do período do dia e suas interações e na fase 3 o modelo utilizou efeito de animal em estrutura de medida repetida e efeito da hierarquia e do período do dia e suas interações. As médias foramcomparadas pelo teste F e por PDIFF a 5%. O escore de reatividade de movimentação na balança e saída tiveram correlação positiva com a TR às 7h00 (0,321 e 0,310 respectivamente, P<0,05) em dias de conforto térmico e negativa para movimentação e positiva para saída em dias de estresse por calor (-0,336 e 0,210 respectivamente, P<0,05). Os maiores valores de temperatura retal e perda de água transepidérmica foram observados às 13h00, sem diminuição significativa às 17h00 (P<0,05). Já as médias de frequência respiratória diminuíram ao final do dia, sendo semelhantes ao início da manhã (P>0,05). Observou-se uma diminuição do cortisol sérico ao longo do dia (P<0,05), porém com valores considerados de animais sob estresse. Nos horários de maior incidência solar e de maiores temperaturas (13h00 e 17h00), houve correlação entre a TR e a vocalização (0,619 e 0,576, respectivamente, P<0,05). Entre 11h00 e 16h00 (P2) os animais considerados menos tolerantes passaram menos tempo ao sol (P<0,05) independentemente da cor de pelagem (P>0,05). Já entre os mais tolerantes, os animais claros ou castanhos foram os que pastejaram maior tempo (P<0,05) em comparação aos ovinos pretos. Neste mesmo período mais quente do dia, os dominantes também passaram maior tempo ao sol entre os animais menos tolerantes (P<0,05). Os animais com maior tolerância ao calor passaram pelo menos 16% mais tempo em pastejo (P<0,05), mostrando efeito da termorregulação, independente dadominância. Entretanto, dentro dos níveis de tolerância, a dominância social não apresentou diferença em P2 (P<0,05). A tolerância ao calor individual e a cor de pelagem se mostraram influentes sobre o comportamento termorregulatório à pasto e ao pastejo, e a característica de tolerância ao calor prevaleceu sobre a dominância, em piquetes com sombra à vontade. O uso da sombra e a temperatura retal podem ser métodos simples e efetivos para determinar a tolerância ao calor de ovinos cruzados Dorper com Santa Inês e desta forma selecionar o rebanho para o ambiente tropical
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  • Data da defesa: 13.03.2017
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    • ABNT

      TITTO, Cristiane Gonçalves. Relações entre termorregulação e comportamento em ovinos. 2017.Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/74/tde-14092017-112106/ >.
    • APA

      Titto, C. G. (2017). Relações entre termorregulação e comportamento em ovinos. Universidade de São Paulo, Pirassununga. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/74/tde-14092017-112106/
    • NLM

      Titto CG. Relações entre termorregulação e comportamento em ovinos [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/74/tde-14092017-112106/
    • Vancouver

      Titto CG. Relações entre termorregulação e comportamento em ovinos [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/74/tde-14092017-112106/


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