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Implementação de evidências científicas na prevenção e reparo do trauma perineal no parto (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTOS, RAFAEL CLEISON SILVA DOS - EE
  • Unidade: EE
  • Sigla do Departamento: ENP
  • Subjects: EPISIOTOMIA; PERÍNEO; PARTO; ENFERMAGEM OBSTÉTRICA
  • Keywords: Childbirth; Episiotomy; Evidence-based practice; Lacerações; Lacerations; Midwifery; Perineum; Pratica clínica baseada em evidências
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: As taxas de episiotomia e lacerações perineais espontâneas no parto normal apresentam grande variação entre os diferentes serviços. Esses traumas perineais e as morbidades relacionadas podem ser prevenidos ou reduzidos com a adoção de práticas baseadas em evidências científicas na assistência ao parto e no reparo perineal. Embora existam evidências científicas bem estabelecidas sobre prevenção e reparo do trauma perineal no parto, em nosso meio faltam estudos sobre a implementação destas evidências na prática. Objetivo geral: Promover as melhores práticas baseadas em evidências científicas para prevenção e reparo do trauma perineal no parto normal. Objetivos específicos: 1) Avaliar a prática corrente na prevenção e reparo do trauma perineal no parto normal; 2) Implementar as melhores práticas baseadas em evidências científicas para prevenção e reparo do trauma perineal no parto normal; 3) Avaliar o impacto da implementação dessas práticas nos desfechos maternos. Método: Estudo de intervenção quase experimental, tipo antes e depois, segundo a metodologia de implementação de evidências na prática clínica do Instituto Joanna Briggs. Foi conduzido no Hospital da Mulher Mãe Luzia, em Macapá, AP. Foram realizadas 74 entrevistas com enfermeiros e médicos obstetras e residentes de ambas as categorias e 70 entrevistas com mulheres que deram à luz nesse local. Foram também analisados dados de prontuários (n=555). Foi realizada uma intervenção educativa, por meio de um seminário para os profissionais, com a finalidade de apresentar e discutir as evidências científicas disponíveis e as melhores práticas em relação ao cuidado perineal no parto.O estudo foi realizado em três fases: pré-auditoria e auditoria de base (fase 1); implementação de boas práticas (fase 2, que corresponde à intervenção educativa); auditoria pósimplementação (fase 3). Os dados foram analisados mediante a comparação entre os resultados das fases 1 e 3, com nível de significância de 5%. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Resultados: Em relação aos profissionais, a comparação entre as fases 1 e 3 mostrou que houve aumento da proporção de profissionais que raramente ou nunca incentivam o puxo dirigido (55,0% versus 81,2%; p=0,009), restringem a realização da episiotomia (83,3% versus 96,9%; p=0,021) e deixam as lacerações de primeiro grau sem reparo (61,9% versus 81,2%; p=0,011). Em relação às puérperas entrevistadas, além da posição litotômica no parto ter sido apontada pela maioria das mulheres na fase 1 (77,1%), foi também a mais frequente na fase 3 (97,1%), com diferença estatística significante (p=0,028). Quanto à dor perineal após o parto (períodos de 1-2 dias, 10-12 dias e 30 dias), a frequência diminuiu no decorrer do pós-parto (94,0%, 66,7% e 63,6%, respectivamente, em cada período, na fase 1, e 79,0%, 57,1% e 38,5%, respectivamente, em cada período, na fase 3), com diferença estatisticamente para os diferentes períodos (p=0,019), mas sem diferença entre as fases 1 e 3.Os dados de prontuário das puérperas mostraram que menos mulheres tiveram a laceração perineal suturada (92,0%, na fase 1, e 82,1%, na fase 3; p=0,039) e mais profissionais utilizaram o fio ácido poliglicólico ou poliglactina 910 na mucosa (4,8%, na fase 1, e 28,1%, na fase 3; p=0,006) e na pele (10,2%, na fase 1, e 25,0%, na fase 3; p=0,033). Em relação às demais práticas e desfechos analisados, não houve diferença estatisticamente significante antes e após a intervenção educativa. Conclusão: A metodologia de implementação de práticas baseadas em evidências científicas melhorou os cuidados e os desfechos perineais, incluindo menos profissionais enfermeiros e médicos que realizam puxos dirigidos e episiotomia de rotina e mais registros nos prontuários do uso do fio de sutura ácido poliglicólico ou poliglactina 910 na mucosa e na pele. Por outro lado, a pesquisa identificou lacunas na implementação de evidências e algumas inadequações no manejo do cuidado perineal, tais como, relatos de puérperas submetidas à posição de litotomia e falta de registros nos prontuários em relação à sutura das lacerações perineais. A continuidade das auditorias e novas intervenções educativas sobre a prática baseada em evidências podem melhorar o cuidado e os resultados de saúde materna.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.11.2016
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    • ABNT

      SANTOS, Rafael Cleison Silva dos. Implementação de evidências científicas na prevenção e reparo do trauma perineal no parto. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-19052017-100401/. Acesso em: 10 jan. 2026.
    • APA

      Santos, R. C. S. dos. (2016). Implementação de evidências científicas na prevenção e reparo do trauma perineal no parto (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-19052017-100401/
    • NLM

      Santos RCS dos. Implementação de evidências científicas na prevenção e reparo do trauma perineal no parto [Internet]. 2016 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-19052017-100401/
    • Vancouver

      Santos RCS dos. Implementação de evidências científicas na prevenção e reparo do trauma perineal no parto [Internet]. 2016 ;[citado 2026 jan. 10 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7141/tde-19052017-100401/

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