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Efeito da carnosina na prevenção de crioinjúrias no sêmen de garanhões bons e maus congeladores (2017)

  • Authors:
  • Autor USP: KAWAI, GIULIA KIYOMI VECHIATO - FMVZ
  • Unidade: FMVZ
  • Sigla do Departamento: VRA
  • Subjects: CRIOPRESERVAÇÃO; SÊMEN ANIMAL; EQUINOS
  • Keywords: Carnosina; Carnosine; Criopreservação espermática; Equine sperm; Espécies reativas de oxigênio; Malondialdehyde; Malondialdeído; Reactive oxygen species; Sêmen equino; Sperm cryopreservation
  • Language: Português
  • Abstract: As espécies reativas de oxigênio são fundamentais na fisiologia espermática. No entanto, um desequilíbrio entre a produção e a capacidade antioxidante caracteriza o estresse oxidativo (EO). O espermatozoide é extremamente suscetível ao EO pois, dentre outras características, a membrana plasmática é rica em ácidos graxos poli-insaturados responsáveis por promoverem a fluidez necessária em processos fisiológicos como motilidade e fertilização. Por outro lado, essas insaturações são mais facilmente oxidadas e vulneráveis à peroxidação lipídica. Em função desta susceptibilidade, estas células dependem fortemente de compostos presentes no plasma seminal (PS) para a proteção contra esse evento. Dessa forma, a carnosina, dipeptídeo presente no PS pode ser uma das responsáveis pela proteção contra o acúmulo do MDA. No entanto, durante a criopreservação do sêmen equino é necessário retirar o PS. Em estudo recente, verificamos que esta remoção, torna os espermatozoides sensíveis ao subproduto extremamente deletério da peroxidação lipídica, o malondialdeído (MDA). Como a carnosina é removida junto com o plasma seminal durante a criopreservação, foram desenvolvidos 2 experimentos sequenciais visando a melhora da qualidade do sêmen criopreservado com adição de carnosina. Amostras de sêmen de sete garanhões foram tratadas com concentrações crescentes de carnosina adicionadas ao diluidor (1mM, 50mM e 100mM). Após a descongelação, as amostras foram divididas retrospectivamente em grupos dealta congelabilidade (AC: motilidade maior que 30%) e baixa congelabilidade (BC: motilidade menor que 30%). Amostras tratadas com 50mM apresentaram menor porcentagem de células com lesão de membrana plasmática e, quando tratadas com 100mM, células com maior amplitude do deslocamento lateral de cabeça. Amostras controle BC apresentaram menor porcentagem de células com DNA íntegro em relação às amostras AC. No entanto, houve um leve aumento na porcentagem de células com DNA íntegro em amostras BC com 100mM, não diferindo das amostras AC. Por outro lado, amostras BC criopreservadas com 50mM apresentaram maiores porcentagens de células com escore calculado de potencial de membrana mitocondrial e mais suscetíveis ao EO em relação ao controle. Apesar da proteção parcial, a maior suscetibilidade à peroxidação lipídica torna-se um problema, especialmente pelo fato de que espermatozoides equinos são mais suscetíveis ao MDA. Um motivo para este efeito seria a afinidade da carnosina em reagir com açúcares, o que poderia influenciar negativamente a atividade mitocondrial e o status oxidativo, ao diminuir a produção de piruvato pela via glicolítica. Desta forma, no experimento 2, amostras BC foram tratadas com a combinação de carnosina (0 e 50mM) e piruvato (0 e 5mM) em arranjo fatorial 2x2. Verificou-se que o tratamento com piruvato (5mM) proporcionou menos células com baixa atividade mitocondrial. Por outro lado, a carnosina (50mM), promoveu maior motilidade total, progressiva ecélulas rápidas. Houve uma tendência de aumento nas células com velocidade progressiva e atividade mitocondrial na combinação de tratamentos. Não houve diferença entre os grupos na suscetibilidade ao EO que, no entanto, correlacionou-se negativamente com células móveis, rápidas e integridade de membrana plasmática e acrossomal. Estes resultados indicam que subprodutos da peroxidação lipídica, sendo o principal deles o MDA, podem causar danos ao DNA, às mitocôndrias e à cinética espermática. Neste contexto, a carnosina (100mM) parece ter um leve efeito protetor ao DNA contra o acúmulo de MDA. Além disto, 50mM de carnosina parece auxiliar na manutenção da velocidade progressiva e atividade mitocondrial quando associada ao piruvato (5mM). Assim, a carnosina e o piruvato podem ser utilizados na prevenção de crioinjúrias em amostras de baixa congelabilidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.03.2017
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      KAWAI, Giulia Kiyomi Vechiato; NICHI, Marcilio. Efeito da carnosina na prevenção de crioinjúrias no sêmen de garanhões bons e maus congeladores. 2017.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-04052017-104658/ >.
    • APA

      Kawai, G. K. V., & Nichi, M. (2017). Efeito da carnosina na prevenção de crioinjúrias no sêmen de garanhões bons e maus congeladores. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-04052017-104658/
    • NLM

      Kawai GKV, Nichi M. Efeito da carnosina na prevenção de crioinjúrias no sêmen de garanhões bons e maus congeladores [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-04052017-104658/
    • Vancouver

      Kawai GKV, Nichi M. Efeito da carnosina na prevenção de crioinjúrias no sêmen de garanhões bons e maus congeladores [Internet]. 2017 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10131/tde-04052017-104658/


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