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Repensando a tesoura: compreendendo o posicionamento dos obstetras diante da episiotomia (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: CARVALHO, PRISCILA CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE - FSP
  • Unidade: FSP
  • Sigla do Departamento: HSM
  • DOI: 10.11606/D.6.2017.tde-04012017-094916
  • Subjects: EDUCAÇÃO MÉDICA; EPISIOTOMIA; ÉTICA; RELAÇÕES DE GÊNERO; CONSENTIMENTO ESCLARECIDO; DIREITO À SAÚDE
  • Keywords: Consentimento Informado; Direitos Reprodutivos; Gênero
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A episiotomia é intervenção instituída rotineiramente no Brasil, a partir da hospitalização do parto, em meados do século XX. Tida como facilitadora do parto no período expulsivo, vem sendo questionada pelas evidências científicas. Comprovou-se que a intervenção não impede lacerações importantes, incontinência urinária, dispareunia ou disfunções sexuais, e é associada a mais dor pós-parto e a complicações da episiorrafia. No Brasil, há médicos que fazem o procedimento rotineiramente, enquanto outros a praticam de modo seletivo ou, mais raramente, nunca o fazem. Este estudo buscou compreender o processo por meio do qual tais profissionais aprenderam e iniciaram sua prática, se esta foi revista, e as razões do posicionamento técnico e ético quanto ao procedimento, na atualidade. Objetivos: descrever e analisar o processo vivenciado pelos médicos obstetras, e que os levou ao posicionamento com relação à prática da episiotomia, tendo em vista sua formação, sua prática, o posicionamento de seus pares e o ambiente institucional. Método: Trata-se de estudo qualitativo, com análise temática a partir do referencial de gênero. A população de estudo foi composta por 12 médicos(as) obstetras que atendiam partos pela via vaginal, obedecendo ao método snowball. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas norteadas por questões semiestruturadas.Resultados: A educação médica, no recorte da episiotomia, dá-se em escalonamento hierárquico, sem que o aluno aprenda por meio de professor, mas entre alunos, do mais graduado para o menos graduado. Transmite-se a insegurança técnica e o impedimento de questionar as indicações, a segurança do procedimento ou lesões decorrentes. Não se discute a autonomia da paciente, os direitos reprodutivos, o direito à integridade corporal ou a real informação para o consentimento. Vários entrevistados relatam dificuldades para deixar de praticar a episiotomia, o que resulta de pressão exercida pelos pares, pela corporação e pela instituição em que atende. Conclusões: É imprescindível a reforma na educação médica, para que professores, atualizados com as evidências científicas, transmitam as técnicas de modo adequado às taxas preconizadas internacionalmente. Sugerese alterar a didática e conteúdo de disciplina que discuta bioética, tornando-a mais conectada com a prática e a ética médica, além de contextualizar a lei vigente. Conclui-se, enfim, pela necessidade de exigir a justificativa em prontuário para a intervenção, a anotação de toda episiotomia realizada e de toda lesão espontânea, além da aplicação de ferramentas de segurança da paciente, adotando uma assistência que promova a integridade genital no parto.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.09.2016
  • Acesso à fonteDOI
    Informações sobre o DOI: 10.11606/D.6.2017.tde-04012017-094916 (Fonte: oaDOI API)
    • Este periódico é de acesso aberto
    • Este artigo é de acesso aberto
    • URL de acesso aberto
    • Cor do Acesso Aberto: gold
    • Licença: cc-by-nc-sa

    How to cite
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    • ABNT

      CARVALHO, Priscila Cavalcanti de Albuquerque; DINIZ, Carmen Simone Grilo. Repensando a tesoura: compreendendo o posicionamento dos obstetras diante da episiotomia. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: < https://doi.org/10.11606/D.6.2017.tde-04012017-094916 > DOI: 10.11606/D.6.2017.tde-04012017-094916.
    • APA

      Carvalho, P. C. de A., & Diniz, C. S. G. (2016). Repensando a tesoura: compreendendo o posicionamento dos obstetras diante da episiotomia. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/D.6.2017.tde-04012017-094916
    • NLM

      Carvalho PC de A, Diniz CSG. Repensando a tesoura: compreendendo o posicionamento dos obstetras diante da episiotomia [Internet]. 2016 ;Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2017.tde-04012017-094916
    • Vancouver

      Carvalho PC de A, Diniz CSG. Repensando a tesoura: compreendendo o posicionamento dos obstetras diante da episiotomia [Internet]. 2016 ;Available from: https://doi.org/10.11606/D.6.2017.tde-04012017-094916

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