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O traço de animacidade e as estratégias de relativização em português brasileiro infantil: um estudo experimental (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: RANGEL, MARCELO MARQUES - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLL
  • Subjects: PORTUGUÊS DO BRASIL; GRAMÁTICA; AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM; CRIANÇAS EM IDADE ESCOLAR
  • Keywords: Animacidade; Animacy; Child Brazilian Portuguese; Orações relativas; Português brasileiro infantil; Relative clauses
  • Language: Português
  • Abstract: Esta dissertação investiga o comportamento linguístico de crianças brasileiras entre 4;0 e 6;11 anos de idade, acerca da produção de orações relativas de objeto direto e de objeto preposicionado. Segundo Friedmann, Belletti e Rizzi (2009), essa dificuldade existe devido ao traço [+NP] presente no sujeito da relativa e no núcleo relativizado. Para os autores, a gramática infantil computa o sujeito da relativa como um elemento interveniente que impede a relativização do objeto, resultando em uma violação semelhante à Minimalidade Relativizada (Rizzi, 1990). Por outro lado, estudos experimentais como o de Gennari e Macdonald (2008) indicam que essa dificuldade está ausente em relativas de objeto contendo um sujeito animado e um núcleo relativizado inanimado. Partindo desses estudos, desenvolvemos uma tarefa de produção eliciada com pares de figuras. Em nossos materiais, controlamos o traço de animacidade do sujeito da relativa e do núcleo relativizado, de modo a observar quais configurações de animacidade resultam em uma maior dificuldade para as relativas de objeto. Nossos resultados sugerem que as relativas de objeto direto mais difíceis contêm um sujeito inanimado. Isto ocorre uma vez que esta posição sintática é comumente preenchida por um argumento animado (Becker, 2014). O frequente uso de estratégias de esquiva nessas relativas indica que animacidade possui um papel determinante para facilitar ou dificultar a produção de relativas de objeto direto. No que diz respeito àsrelativas de objeto preposicionado, nossos resultados indicam que todas as configurações do traço de animacidade foram difíceis para nossos sujeitos de pesquisa, não sendo determinante a configuração de animacidade nessas relativas. Sugerimos que um conjunto de fatores pode estar envolvido para a dificuldade observada nessas construções: a ausência de relativas com pied-piping preposicional na fala dos adultos; a maior simplicidade derivacional em relativas preposicionadas com um resumptivo nulo ou pronunciado (Roeper (2003); Lessa de Oliveira (2008)); as relativas com pied-piping preposicional dependem de seu ensino formal (Corrêa (1998); Guasti e Cardinaletti (2003)).
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.11.2016
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      RANGEL, Marcelo Marques; GROLLA, Elaine Bicudo. O traço de animacidade e as estratégias de relativização em português brasileiro infantil: um estudo experimental. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-08022017-123245/ >.
    • APA

      Rangel, M. M., & Grolla, E. B. (2016). O traço de animacidade e as estratégias de relativização em português brasileiro infantil: um estudo experimental. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-08022017-123245/
    • NLM

      Rangel MM, Grolla EB. O traço de animacidade e as estratégias de relativização em português brasileiro infantil: um estudo experimental [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-08022017-123245/
    • Vancouver

      Rangel MM, Grolla EB. O traço de animacidade e as estratégias de relativização em português brasileiro infantil: um estudo experimental [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-08022017-123245/

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