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Incontinência urinária no pós-parto em mulheres de Ribeirão Preto e São Luís: um estudo transversal da coorte BRISA (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: MAGNANI, PEDRO SERGIO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGO
  • Subjects: INCONTINÊNCIA URINÁRIA; PUERPÉRIO; ESTUDOS TRANSVERSAIS; DISFUNÇÃO SEXUAL FISIOLÓGICA
  • Language: Português
  • Abstract: A incontinência urinária (IU) na gravidez e após o parto é uma intercorrência comum. A literatura cita vários fatores de risco como raça, índice da massa corpórea, genética, peso e tamanho do feto, e outros fatores ainda são controversos, como a episiotomia. Contudo, a maioria dos estudos faz referência ao período gestacional ou até 12 meses após o parto. Sabe-se que, pacientes que cursam a gestação com IU apresentam maior risco de alterações miccionais permanentes após o parto. Dessa maneira, objetivamos analisar os dados colhidos durante o período pré-natal e puerperal, contidos no Banco de Dados do projeto BRISA (Brazilian Ribeirão Preto and São Luis Birth Cohort Studies) e verificar a prevalência e os possíveis fatores de risco de IU 1 a 2 anos após o parto. Essa análise transversal foi conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e envolveu duas cidades brasileiras com indicadores socioeconômicos distintos. De um total de 12914 parturientes estudadas nas duas cidades durante o pré-natal/nascimento, foram analisados 3751 parturientes de fetos únicos em Ribeirão Preto (RP) e 3275 mulheres em São Luis (SL) no período de 2011 a 2012 de um total de 7026 mulheres que retornaram após 12-24 meses para uma entrevista. A presença de IU foi a variável-resposta na reavaliação clínica. Um modelo de regressão binomial com estimativa univariada e multivariada (englobado variáveis apenas com p-valor menor do que 0,1) foi ajustado para verificar associação entre as covariáveis e a variável IU, com cálculo de razão de prevalência (RP). O nível de significância considerado foi de 5%. Foi evidenciado que a prevalência de IU em 12-24 meses de pós-parto foi de 16,52% em Ribeirão Preto e 11,45% em São Luís (p<0,001). Em Ribeirão Preto, não ter atividade remunerada (p=0,006), ter diabetes mellitus(p=0,006), ter diabetes mellitus (p=0,004) ou na gestação prévia (p=0,001), maior IMC (p=0,011), maior número de horas até a cesárea (p=0,014) estiveram associados a IU. Em São Luís, ter uma gravidez não-planejada (p=0,011), maior paridade (p=0,038) e menor renda familiar (p=0,041) foram os fatores encontrados na análise univariada para a IU. Uma análise conjunta das duas cidades não mostrou associação da IU com a escolaridade (p=0,685), cor da mãe (p=0,070), idade (p=0,398), horas de trabalho de parto (p=0,431), peso ao nascer (p=0,867), perímetro cefálico do recém-nascido (p=0,794), atividade remunerada (p=0,457), tipo de parto (p=0,355), episiotomia (p=0,554), uso de ocitocina (p=0,595) e analgesia (p=0,116). De forma unificada, as variáveis que mostraram associação estatisticamente significante com a presença de IU foram: levantar peso com frequência (p=0,016), tabagismo (p=0,004), número de gestações (p=0,022), número de partos prévios (p=0,028), diabetes mellitus (p=0,017) e gestacional (p<0,001) ganho de peso durante a gestação (p=0,007), IMC (p<0,005). Porém, apenas o ganho de peso durante a gestação manteve-se fortemente associado à IU nas duas cidades (p=0,018; RP 1,028 IC 95%[1,005-1,051]) na análise multivariada. Os resultados citados demonstraram que a IU apresentou prevalência similar à da literatura em geral e sem diferença entre duas cidades com índices socioeconômicos distintos. Ademais, o ganho de peso durante a gestação mostrou-se preditor de IU. Trabalhos futuros avaliando o ganho excessivo de peso como prevenção primária da IU devem ser realizados para melhor esclarecer a associação desta variável
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.11.2016

  • How to cite
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    • ABNT

      MAGNANI, Pedro Sérgio. Incontinência urinária no pós-parto em mulheres de Ribeirão Preto e São Luís: um estudo transversal da coorte BRISA. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2016. . Acesso em: 13 fev. 2026.
    • APA

      Magnani, P. S. (2016). Incontinência urinária no pós-parto em mulheres de Ribeirão Preto e São Luís: um estudo transversal da coorte BRISA (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Magnani PS. Incontinência urinária no pós-parto em mulheres de Ribeirão Preto e São Luís: um estudo transversal da coorte BRISA. 2016 ;[citado 2026 fev. 13 ]
    • Vancouver

      Magnani PS. Incontinência urinária no pós-parto em mulheres de Ribeirão Preto e São Luís: um estudo transversal da coorte BRISA. 2016 ;[citado 2026 fev. 13 ]


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