Interação entre peptídeos de fusão da dengue e membranas modelo: uma visão experimental e computacional (2016)
- Authors:
- Autor USP: OLIVIER, DANILO DA SILVA - FFCLRP
- Unidade: FFCLRP
- Sigla do Departamento: 591
- Subjects: PEPTÍDEOS; DENGUE; FLAVIVIRIDAE; GLICOPROTEÍNAS
- Keywords: Dengue fusion peptide; E Glycoprotein; Flaviviridae family virus; Glicoproteína E; Membranas modelo; Model membranes; Molecular dynamics; Peptídeo de fusão da dengue; Simulações por dinâmica molecular; Vírus da família Flaviviridae
- Language: Português
- Abstract: A dengue é uma doença viral infecciosa predominante de regiões tropicais e subtropicais que atinge cerca de 400 milhões de pessoas anualmente. Possui quatro sorotipos diferentes do vírus (DEN.I-IV), de modo que a reinfecção por um novo sorotipo pode causar um quadro mais grave da doença: a dengue hemorrágica e a síndrome do choque da dengue. Durante o processo de infecção o vírus passa por duas etapas importantes: a primeira é a entrada dentro da célula hospedeira; a segunda etapa, é a fusão da bicamada lipídica viral com a membrana do endossomo. Ambas as etapas são mediadas pela Glicoproteína E, e é nessa proteína que se encontra o peptídeo putativo de fusão. O peptídeo possui elevado grau de homologia entre todos os membros de Flaviviridae. Neste trabalho, avaliamos a interação entre o peptídeo de fusão da dengue II, modificado, e membranas modelo através da combinação de técnicas experimentais (Fluorescência, SAXS, DSC e Cryo-TEM) e simulações por Dinâmica Molecular. Avaliamos a capacidade do peptídeo DEN.II 88-123 em induzir a fusão de vesículas de DMPC, DMPC:DMPG (4:1), bem como de alterar as propriedades das bicamadas lipídicas. Buscamos ainda compreender como sua estrutura secundária é afetada pela interação com as bicamadas lipídicas e qual o posicionamento dele em relação à membrana. Conseguimos mostrar que o peptídeo é capaz de alterar a cooperatividade lipídica das membranas conforme a composição lipídica e isso pode ser relacionado a capacidade de induzir fusãoentre vesículas. Entretanto, os resultados de dinâmica molecular revelaram que o peptídeo não foi capaz de induzir mudanças em parâmetros estruturais tais como: área por lipídio, espessura e parâmetro de ordem da bicamada. Durante a interação o peptídeo ficou preferencialmente na superfície da bicamada, com inserção do resíduo hidrofóbico triptofano entre as cadeias alifáticas. O peptídeo não apresentou uma conformação estrutural preferencial, embora tenha apresentado pequenas proporções de formação de folha- e -hélice. Em conjunto, esses resultados podem auxiliar na compreensão do modo de ação dos peptídeos de fusão
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2016
- Data da defesa: 30.05.2016
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ABNT
OLIVIER, Danilo da Silva. Interação entre peptídeos de fusão da dengue e membranas modelo: uma visão experimental e computacional. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2016. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-29072016-163610/. Acesso em: 22 jan. 2026. -
APA
Olivier, D. da S. (2016). Interação entre peptídeos de fusão da dengue e membranas modelo: uma visão experimental e computacional (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-29072016-163610/ -
NLM
Olivier D da S. Interação entre peptídeos de fusão da dengue e membranas modelo: uma visão experimental e computacional [Internet]. 2016 ;[citado 2026 jan. 22 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-29072016-163610/ -
Vancouver
Olivier D da S. Interação entre peptídeos de fusão da dengue e membranas modelo: uma visão experimental e computacional [Internet]. 2016 ;[citado 2026 jan. 22 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-29072016-163610/
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