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Estudo do volume pulmonar fetal na predição da morbidade neonatal em pacientes com lesão pulmonar congênita (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: FREITAS, ROGéRIO CAIXETA MORAES DE - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MOG
  • Subjects: PULMÃO; MALFORMAÇÕES; ULTRASSONOGRAFIA PRÉ-NATAL; UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
  • Keywords: Cystic adenomatoid malformation of lung congenital; Intensive care units neonatal; Lesão pulmonar; Lung injury; Malformação adenomatóide cística congênita do pulmão; Sequestro broncopulmonar; Ultrasonography prenatal
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A maioria dos fetos com lesão pulmonar congênita (LPC) são assintomáticos e apresentam baixa morbidade ao nascimento. No entanto, alguns neonatos apresentam desconforto respiratório e necessitam receber de cuidados especiais neste período. Decidir quais casos com LPC precisam nascer em um centro de referência é um desafio. Objetivo: O objetivo deste estudo foi predizer a morbidade neonatal em fetos com LCP sem hidropisia avaliados pela ultrassonografia tridimensional (US3D). Método: Estudo observacional, entre janeiro de 2005 e janeiro de 2016, com fetos com LPC e sem hidropisia. Os volumes pulmonares foram mensurados pela US3D, técnica VOCAL, em dois períodos: entre 20 e 28 semanas (1o momento) e entre 29 e 34 semanas (2o momento). A variação intra e inter-operador foi analisada para os volumes pulmonares. As relações volumétricas testadas foram: volume pulmonar observado/esperado (VPTo/e); volume da lesão pulmonar/circunferência cefálica (LVR) e volume da lesão / volume pulmonar observado (VL/VPTo). As relações volumétricas foram usadas na predição da morbidade neonatal (admissão em unidade de terapia intensiva neonatal (UTI), necessidade de intubação (IOT); necessidade de cirurgia no período neonatal por sintomatologia respiratória). Regressão logística múltipla e curva ROC foram aplicadas para determinar a acurácia na predição dos resultados. Resultados: Dos 45 fetos não hidrópicos com LPC incluídos no estudo, 18 (40%) foram admitidos na UTI, 14 (31,1%) necessitaram de IOT, e sete (15,6%) cirurgianeonatal. A variação intra e inter-operador para os volumes pulmonares apresentou boa reprodutibilidade e não houve diferença estatística (p > 0,05). No 1o momento (IG: 20 - 28 semanas) observou-se que todas as relações volumétricas (1oVPTo/e, 1oLVR e 1oVL/VPTo) foram preditoras para admissão na UTI e necessidade de IOT. No 2o momento (IG: 29 - 34 semanas), apenas o 2oVPTo/e, e, 2oVL/VPTo foram preditores para IOT. Nenhuma das razões volumétricas (VPTo/e, LVR e VL/VPTo) foram preditoras para a cirurgia neonatal. No 1º momento, o melhor preditor para UTI foi 1º VPTo/e (ASC 0,86; p < 0,001) e para IOT foi 1º VL/VPTo (ASC 0,94; p < 0,001). Os cut-off escolhidos para a admissão na UTI foi 1º VPTo/e 1,18 (s:91,7%; e:62,5%, a:72%). Para o 2o momento, a melhor relação volumétrica preditora para admissão na UTI foi 2º VL/VPTo (ASC 0,92; p < 0,001) e para necessidade de IOT foi 2º VPTo/e (ASC 0,87; p < 0,001). O cutoff escolhido foi 2ºVL/VPTo > 0,42 para a admissão na UTI (s:94,1%; e:82,3%; a:88%); e 2ºVPTo/e < 0,50 para IOT (s:92,9%; e:75%; a:82,3%). Conclusão: As relações volumétricas pulmonares mensuradas pela US3D podem predizer as morbidades neonatais em fetos não hidrópicos com LPC. O VPTo/e e VL/VPTo foram os melhores preditores da morbidade neonatal. Esses dados podem auxiliar no aconselhamento aos pais e na escolha do local mais adequado para o parto
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.08.2016
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      FREITAS, Rogério Caixeta Moraes de. Estudo do volume pulmonar fetal na predição da morbidade neonatal em pacientes com lesão pulmonar congênita. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-24102016-160727/. Acesso em: 24 fev. 2026.
    • APA

      Freitas, R. C. M. de. (2016). Estudo do volume pulmonar fetal na predição da morbidade neonatal em pacientes com lesão pulmonar congênita (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-24102016-160727/
    • NLM

      Freitas RCM de. Estudo do volume pulmonar fetal na predição da morbidade neonatal em pacientes com lesão pulmonar congênita [Internet]. 2016 ;[citado 2026 fev. 24 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-24102016-160727/
    • Vancouver

      Freitas RCM de. Estudo do volume pulmonar fetal na predição da morbidade neonatal em pacientes com lesão pulmonar congênita [Internet]. 2016 ;[citado 2026 fev. 24 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-24102016-160727/

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