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Contribuição das características clínicas, hormonais e radiológicas para o diagnóstico diferencial dos tumores de ovário produtores de andrógenos e hipertecose do estroma ovariano em mulheres na pós-menopausa (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: YANCE, VIVIANE DOS REIS VIEIRA - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • Subjects: MULHERES; OVÁRIO; ANDRÓGENOS; PÓS-MENOPAUSA; NEOPLASIAS OVARIANAS; CÉLULAS ESTROMAIS; HIPERPLASIAS
  • Keywords: Hirperandrogenismo; Hyperandrogenism; Hyperplasia; Leydig cell tumor; Ovarian neoplasms; Ovary; Postmenopause; Sertoli-Leydig cell tumor; Sex cord-gonadal stromal tumors; Stromal cells; Tumor de células de Leydig; Tumor de células de Sertoli-Leydig; Tumores do estroma gonadal e dos cordões sexuais; Virilism
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Hiperandrogenemia associada a sinais clínicos de virilização na mulher após a menopausa é uma condição rara e pouco estudada. Os tumores ovarianos secretores de andrógenos (TOSA) e a hipertecose do estroma ovariano (HPT) são as etiologias mais frequentes de hiperandrogenismo nesta faixa etária. A diferenciação entre estas duas condições é difícil, pois as manifestações clínicas são semelhantes e caracterizadas por hirsutismo, alopecia androgênica, clitoromegalia, hipertrofia muscular e agravamento da voz. O perfil hormonal das mulheres pós-menopausadas com TOSA e HPT pode não ser um parâmetro ideal para discriminar estas duas condições. Além disso, os estudos de imagem podem não caracterizar com precisão estas lesões ovarianas. Devido às dificuldades, em estabelecer o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT, a ooforectomia bilateral é a terapêutica indicada para as mulheres menopausadas com diagnóstico de hiperandrogenismo de origem ovariana; embora na HPT o tratamento clínico com análogo do hormônio liberador de gonadotrofinas (aGnRH) possa ser uma opção terapêutica eficaz. Objetivos: O nosso objetivo foi avaliar a contribuição das características clínicas, do perfil hormonal e dos exames radiológicos para o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT em mulheres na pós-menopausa. Métodos: Trinta e quatro mulheres pós-menopausadas, na faixa etária de 52 a 80 anos de idade, que foram encaminhadas à Unidade de Endocrinologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,entre 1999 e 2013 por hiperandrogenismo clínico e com diagnóstico histológico de TOSA (13 mulheres) e HPT (21 mulheres) foram avaliadas retrospectivamente. Os diagnósticos histológicos foram revisados e confirmados por um único patologista com experiência em patologia ginecológica. Os dados clínicos de hiperandrogenismo, o perfil hormonal (T, E2, LH, FSH) e as imagens radiológicas pélvicas (Ultrassom transvaginal e Ressonância Magnética, RM) foram obtidos a partir da revisão de prontuários médicos. Resultados: Em relação aos dados da história clínica, não houve diferença significativa entre os dois grupos de pacientes para nenhuma das variáveis clínicas analisadas, exceto para o número de gestações, que foi significantemente maior no grupo com TOSA. Os sinais clínicos de hiperandrogenismo, especialmente agravamento da voz (p < 0,001) e hipertrofia muscular (p = 0,01), foram mais prevalentes no grupo de pacientes com TOSA do que o grupo de HPT. Embora na análise dos parâmetros hormonais, os pacientes do grupo com TOSA tenham apresentado níveis mais elevados de T e E2 e níveis mais baixos de gonadotrofinas (p < 0,01 e p 0,01, respectivamente) do que o grupo de pacientes com HPT, uma grande sobreposição nos níveis hormonais foi observada entre os pacientes dos dois grupos. A RM de pelve apresentou uma boa acurácia para diferenciar os TOSAs da HPT em mulheres pós-menopausadas com hiperandrogenismo. Conclusão: Neste grupo de pacientes, as características que mais contribuíram para o diagnóstico diferencial entre TOSA e HPT foram o agravamento da voz e a hipertrofia muscular, os níveis séricos de testosterona e gonadotrofinas e a presença de nódulo ovariano na RM de pelve. Embora a associação das características clínicas, hormonais e radiológicas contribua para a elaboração de uma hipótese diagnóstica fundamentada, a análise histopatológica continua a ser o padrão ouro para o diagnóstico diferencial dehiperandrogenismo de origem ovariana em mulheres na pós-menopausa
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 02.08.2016
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      YANCE, Viviane dos Reis Vieira; DOMENICE, Sorahia. Contribuição das características clínicas, hormonais e radiológicas para o diagnóstico diferencial dos tumores de ovário produtores de andrógenos e hipertecose do estroma ovariano em mulheres na pós-menopausa. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-24102016-143113/ >.
    • APA

      Yance, V. dos R. V., & Domenice, S. (2016). Contribuição das características clínicas, hormonais e radiológicas para o diagnóstico diferencial dos tumores de ovário produtores de andrógenos e hipertecose do estroma ovariano em mulheres na pós-menopausa. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-24102016-143113/
    • NLM

      Yance V dos RV, Domenice S. Contribuição das características clínicas, hormonais e radiológicas para o diagnóstico diferencial dos tumores de ovário produtores de andrógenos e hipertecose do estroma ovariano em mulheres na pós-menopausa [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-24102016-143113/
    • Vancouver

      Yance V dos RV, Domenice S. Contribuição das características clínicas, hormonais e radiológicas para o diagnóstico diferencial dos tumores de ovário produtores de andrógenos e hipertecose do estroma ovariano em mulheres na pós-menopausa [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-24102016-143113/

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