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Experiência na prática deliberada de corrida: classificação por meio de um sistema fuzzy de apoio à decisão (2016)

  • Authors:
  • Autor USP: ROVERI, MARIA ISABEL - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MFT
  • Subjects: CORRIDAS; LÓGICA FUZZY; SISTEMAS ESPECIALISTAS; ATIVIDADE MOTORA; DESENVOLVIMENTO HUMANO; EXERCÍCIO FÍSICO
  • Keywords: Exercise; Expert systems; Fuzzy logic; Human development; Motor activity; Running
  • Language: Português
  • Abstract: A prática deliberada de corrida promove uma melhora no padrão de movimento do corredor, porém ainda é incerto quais são as contribuições da experiência de corrida na mecânica do corpo. No curso de dar luz a essas contribuições nos deparamos com uma questão básica anterior: o que é um corredor experiente? Apesar de existir uma regra dos "dez anos" de prática para se tornar especialista, não há uma definição clara do que é ser experiente em corrida e, quantificar o nível da experiência é uma tarefa desafiadora. Uma alternativa para essa tarefa envolve a criação de um sistema de apoio à decisão para classificação do fenômeno utilizando um sistemas linguísticos fuzzy. O uso desses sistemas é indicado para tratar de fenômenos com características de incerteza de identificação. Os objetivos do estudo foram: (i) desenvolver um sistema de apoio à decisão para a classificação da experiência do corredor de longa distância não federado por meio de um modelo fuzzy; e (ii) desenvolver uma prova que avalie a capacidade do corredor em controlar o ritmo durante a corrida, como forma de qualificar a experiência nessa modalidade. Para o primeiro objetivo, dois subsistemas tipo Mamdani foram desenvolvidos a partir do julgamento de três técnicos especialistas em corrida. No primeiro subsistema as variáveis linguísticas de frequência e volume de treino foram combinadas tendo como saída conjuntos que definiram a qualidade da prática. O segundo subsistema combinou à saída do 1º sistema, o número de provas e o tempo de prática e determinou onível de experiência em corrida, em cinco conjuntos de saída. Os resultados do modelo foram altamente consistentes com a avaliação dos três especialistas em corrida que o criaram (r > O,88, p < O,OOl) e altamente consistentes com a avaliação de cinco outros especialistas (r > O,86, p < O,OOl). Para o segundo objetivo, como os especialistas descreveram de forma contundente que o controle de ritmo durante a corrida é uma característica presente e marcante em corredores experientes, desenvolvemos uma prova para testar essa capacidade do corredor e para que esta ferramenta pudesse ser utilizada como padrão de comparação com os resultados da avaliação do modelo fuzzy. Duas provas de 1000 m e 3200 m foram desenvolvidas. A primeira foi aplicada em 100 e a segunda em 42 corredores de longa distância não federados, onde tinham um tempo alvo para completar a prova baseado no tempo da última prova de 5km ou 10km que tivessem realizado. Os tempos parciais foram mensurados a cada 200m para identificar o ritmo. Foi possível identificar algumas distribuições de ritmo típicas ao longo dos testes, todavia, elas não se relacionaram com o nível de experiência dos corredores, o mesmo ocorreu entre o grau de acurácia em reproduzir os tempos solicitados e o nível de experiência. No geral, pode-se dizer que a classificação de experiência baseada num sistema fuzzy foi consistente como se pode depreender do grau decorrelação do modelo com os julgamentos dos especialistas. A ausência de relações significantes entre o modelo e o controle de ritmo pode ser atribuída ao segundo, já que não há consenso na literatura sobre qual seria um teste de ritmo objetivo, fidedigno e válido. O controle de ritmo por si já está imbuído de um grau de incerteza (várias combinações temporais levam ao mesmo resultado final) o que corrobora com a utilização da lógica fuzzy para o entendimento do fenômeno e demanda estudos específicos. É importante destacar que a aplicação do modelo permitiu identificar que um alto nível de experiência não está balizado pela "regra dos 10 anos de prática" o que provavelmente tem a ver com o tipo de atividade estudada aqui, depende de uma habilidade mais motora e menos cognitiva. Isso indica que na corrida há outros fatores balizadores, como a frequência e o volume de treinos e a participação em provas. O sistema fuzzy de apoio a decisão para classificação do nível de experiência do praticante de corrida de fundo mostrou-se capaz de identificar e classificar a experiência em corrida com confiabilidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.07.2016
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      ROVERI, Maria Isabel; SACCO, Isabel de Camargo Neves. Experiência na prática deliberada de corrida: classificação por meio de um sistema fuzzy de apoio à decisão. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-20092016-164719/ >.
    • APA

      Roveri, M. I., & Sacco, I. de C. N. (2016). Experiência na prática deliberada de corrida: classificação por meio de um sistema fuzzy de apoio à decisão. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-20092016-164719/
    • NLM

      Roveri MI, Sacco I de CN. Experiência na prática deliberada de corrida: classificação por meio de um sistema fuzzy de apoio à decisão [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-20092016-164719/
    • Vancouver

      Roveri MI, Sacco I de CN. Experiência na prática deliberada de corrida: classificação por meio de um sistema fuzzy de apoio à decisão [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5170/tde-20092016-164719/

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