Tratamento endoscópico das estenoses biliares pós-transplante hepático: revisão sistemática da literatura e metanálise (2016)
- Authors:
- Autor USP: APARíCIO, DAYSE PEREIRA DA SILVA - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MCG
- DOI: 10.11606/T.5.2016.tde-06092016-151235
- Subjects: CLAMPEAMENTO; PRÓTESES E IMPLANTES; TRANSPLANTE DE FÍGADO; CADÁVER; DOAÇÃO ENTRE VIVOS; TRATO BILIAR; ENDOSCOPIA; VIAS BILIARES EXTRA-HEPÁTICOS; ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO RANDOMIZADO; METANÁLISE
- Keywords: Bile ducts extrahepatic; Biliary tract, Endoscopy; Cadáver; Constriction pathologic; Liver transplantation; Living donors; Meta-analysis; Prostheses and implants; Randomized controlled trial; Transplante de fígado
- Language: Português
- Abstract: As complicações biliares mais comuns pós-transplante hepático são as estenoses da anastomose, as estenoses não-anastomóticas e as fístulas biliares e podem ocorrer de diferentes modos, de forma isolada ou associada. A origem do enxerto (doador cadáver ou doador vivo) tem influência na incidência de estenose biliar, bem como na resposta ao tratamento endoscópico. A terapêutica endoscópica utilizando-se esfincterotomia, dilatação balonada da estenose e inserção de próteses biliares através da CPRE é utilizada como método inicial de tratamento dessas complicações. Objetivos: Comparar as diferentes técnicas de tratamento endoscópico das estenoses biliares pós-transplante hepático. Método: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura e metanálise sendo a busca conduzida nas bases MEDLINE, EMBASE, Scielo - LILACS e Biblioteca Cochrane até junho de 2015. A metanálise foi executada utilizando-se os softwares Review Manager, 2012 (RevMan) versão 5.2 e OpenMetaAnalyst e os cálculos dos desfechos foram feitos comparando-se os resultados dos estudos incluídos utilizando-se a diferença de risco absoluto e adotando-se um intervalo de confiança (IC) de 95%. Os estudos foram agrupados comparando-se transplantes hepáticos com doador cadáver versus doador vivo; dilatação biliar endoscópica com balão exclusiva versus dilatação biliar endoscópica com balão associada à inserção de próteses plásticas e próteses biliares plásticas comparadas à prótese biliar metálica por endoscopia. Osdesfechos clínicos analisados foram incidência da estenose biliar, falha do tratamento endoscópico, resolução da estenose, recorrência da estenose e complicações. Resultados: Foram recuperados 1.110 artigos, sendo motivo de análise dez ensaios clínicos, com apenas um Ensaio Clínico Randomizado e nove Ensaios Clínicos não randomizados, dos quais sete foram incluídos na metanálise. Comparando-se doador cadáver e doador vivo observou-se redução da incidência de estenose biliar (p=0,0001), bem como da falha técnica do tratamento endoscópico (p=0,0009) e da recorrência da estenose biliar (p=0,03) nos transplantes realizados com enxertos provenientes de doador cadáver. Dois estudos compararam o tratamento da estenose da anastomose biliar pós-transplante hepático utilizando dilatação com balão exclusiva versus dilatação com balão associada à inserção próteses plásticas e não foram observadas diferenças estatisticamente significantes em relação aos desfechos falha de tratamento, recorrência da estenose ou complicações. Somente o desfecho clínico complicações teve resultado estatisticamente significante na comparação entre prótese metálica autoexpansível versus prótese plástica no tratamento da estenose da anastomose biliar pós-transplante hepático (p= 0.03). Conclusões: O tratamento da estenose biliar anastomótica pós-transplante hepático com prótese metálica foi igualmente efetivo quando comparado ao uso de prótese plástica, mas associou-se a um menor risco de complicações. Acomparação entre dilatação com balão exclusiva e dilatação com balão associada à prótese plástica apresentou resultados semelhantes em relação à falha do tratamento endoscópico, complicações e recorrência da estenose. A utilização de enxerto proveniente de doador cadáver reduziu o risco de estenose biliar pós-transplante hepático e o tratamento endoscópico nesse grupo de pacientes, foi mais efetivo quando comparado com as estenoses biliares após transplante com doador vivo
- Imprenta:
- Data da defesa: 30.06.2016
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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ABNT
APARÍCIO, Dayse Pereira da Silva. Tratamento endoscópico das estenoses biliares pós-transplante hepático: revisão sistemática da literatura e metanálise. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5132/tde-06092016-151235/. Acesso em: 31 mar. 2026. -
APA
Aparício, D. P. da S. (2016). Tratamento endoscópico das estenoses biliares pós-transplante hepático: revisão sistemática da literatura e metanálise (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5132/tde-06092016-151235/ -
NLM
Aparício DP da S. Tratamento endoscópico das estenoses biliares pós-transplante hepático: revisão sistemática da literatura e metanálise [Internet]. 2016 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5132/tde-06092016-151235/ -
Vancouver
Aparício DP da S. Tratamento endoscópico das estenoses biliares pós-transplante hepático: revisão sistemática da literatura e metanálise [Internet]. 2016 ;[citado 2026 mar. 31 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5132/tde-06092016-151235/
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