Síntese e evolução térmica de boemitas com diversas morfologias (2016)
- Authors:
- Autor USP: DENIGRES FILHO, RICARDO WILSON NASTARI - EP
- Unidade: EP
- Sigla do Departamento: PMT
- Subjects: SÍNTESE QUÍMICA; NANOTECNOLOGIA; ALUMINA
- Language: Português
- Abstract: Óxidos e hidróxidos de alumínio vêm sendo alvo de estudos no Laboratório de Matérias-Primas Particuladas Prof. Pérsio de Souza Santos (LPSS) nas últimas seis décadas. Várias rotas de síntese de mono- e tri-hidróxidos foram pesquisadas, bem como as transformações térmicas desses materiais em aluminas de transição e alumina-alfa. Mais recentemente, a síntese de boemita a partir do tratamento hidrotérmico de gibsita vem sendo o principal objeto dos estudos realizados no LPSS. Nesta Tese, a síntese hidrotérmica de boemita a partir de uma gibsita Bayer comercial foi estudada. Os cristais produzidos foram caracterizados por difração de raios X (DRX), por análises térmicas (TGA e DTA) e por microscopia eletrônica de varredura (MEV). Diferentes morfologias de cristais de boemita foram obtidas - cristais com dimensionalidade "3D" (cubos e paralelepípedos), "2D" (placas espessas, placas finas e placas alongadas) e "1D" (placas alongadas e ripas) por meio da variação da composição do meio reacional inicial. Reações conduzidas em meios com pH característico de suspensões de gibsita em água (pH alcalino) resultaram em cristais com morfologia "3D" ou "2D espessa", enquanto reações conduzidas em meio acidificado (pH = 2,0) resultaram em cristais com morfologia "2D". Reações conduzidas em meios acidificados contendo íon acetato levaram a cristais com morfologia "2D fina e alongada" ou morfologia "1D", dependendo da relação molar [Al : acetato] inicial de íon acetato (morfologia "1D" necessita de uma relação molar de no mínimo 1mol Al : 1mol acetato). Os cristais com morfologia "1D" e "2D fina" apresentaram espessuras nanométricas. A evolução térmica dos cristais de boemita produzidos foi estudada após aquecimentos entre 200ºC e 1200ºC. Todas as boemitas seguiram as transformações térmicas da chamada "série γ" , independentemente da sua morfologia, ou seja:boemita → alumina-γ → alumina-δ / alumina-ϴ → alumina-α. A temperatura de transformação da boemita em alumina-γ é afetada pela morfologia dos cristais, ocorrendo em temperaturas mais baixas nos materiais com cristais de espessura nanométrica (morfologias "1D" e "2D fina"). Alumina-γ com diferentes morfologias e diferentes áreas específicas (determinadas pelo método BET aplicado a isotermas de adsorção de nitrogênio gasoso a 77K) foram obtidas: 136 m2/g para alumina-γ "1D"; 73,4 m2/g para alumina-γ "2D fina e alongada"; 40,3 m2/g para alumina-γ "3D". Foi possível, portanto, obter aluminas de transição potencialmente interessantes para aplicações industriais dadas as elevadas áreas específicas observadas.
- Imprenta:
- Data da defesa: 02.06.2016
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ABNT
DENIGRES FILHO, Ricardo Wilson Nastari. Síntese e evolução térmica de boemitas com diversas morfologias. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-23082016-084343/. Acesso em: 23 jan. 2026. -
APA
Denigres Filho, R. W. N. (2016). Síntese e evolução térmica de boemitas com diversas morfologias (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-23082016-084343/ -
NLM
Denigres Filho RWN. Síntese e evolução térmica de boemitas com diversas morfologias [Internet]. 2016 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-23082016-084343/ -
Vancouver
Denigres Filho RWN. Síntese e evolução térmica de boemitas com diversas morfologias [Internet]. 2016 ;[citado 2026 jan. 23 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-23082016-084343/
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