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Efeitos do estresse crônico sobre as respostas cardiovasculares e ventilatórias ativadas pelo quimiorreflexo e barorreflexo em ratos (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: SILVA, EGIDI MAYARA FIRMINO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFA
  • Subjects: ESTRESSE; PRESSORECEPTORES; ANTIDEPRESSIVOS; FREQUÊNCIA CARDÍACA
  • Keywords: Barorreflexo; Estresse crônico; Fluoxetina; Quimiorreflexo; Variabilidade da frequência cardíaca; Baroreflex; Chemoreflex; Chronic stress; Fluoxetine; Heart rate variability
  • Language: Português
  • Abstract: O organismo está sujeito a diversos estimulas estressantes que afetam processos fisiológicos. Embora as alterações de pressão arterial e frequência cardiaca sejam comuns frente à exposição ao estresse, elas podem variar de acordo com os diferentes estressores, tipo de estresse, duração, frequência e intensidade do estimulo aversivo utilizado. O estresse é capaz de alterar em animais a regulação autonómica e reflexos respiratórios, como a atividade do barorreflexo, quimiorreflexo e variabilidade da frequência cardiaca. Além disso, o estresse também é capaz de alterar o comportamento, que são melhorados com o uso de antidepressivos, como a fluoxetina. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo avaliar se o mesmo tipo de estressor (homotipico) ou diferentes estressores (heterotipico) modulam as respostas cardiovasculares e respiratórios ativadas pelo barorreflexo e quimiorreflexo, respectivamente, além da variabilidade da frequência cardiaca. Além disso, verificar se o tratamento com crônico ou agudo com fluoxetina é capaz de prevenir as alterações ocasionas pelo estresse crônico. Para isto, foram utilizados ratos Wistar, pesando entre 350 a 50Og que foram submetidos ao estresse crônico repetido (ECR, homotipico) ou estresse crônico variado (ECV, heterotipico) durante 14 dias consecutivos. Sete dias antes do inicio dos protocolos de estresse crônico foi iniciado o tratamento com fluoxetina agudo, onde os animais só receberam fluoxetina no dia do experimento ou crônico, em que os animais receberam fluoxetina todos os dias até o dia do experimento, completando 21 dias de tratamento. Os animais ECR e ECV apresentaram uma menor preferência por sacarose, demonstrando comportamento de anedonia, que foi prevenida com o tratamento crônico com fluoxetina. Adicionalmente, ambos os protocolos de estresse demonstraram uma tendência ao aumento nos nivele de corticosterona basais,no entanto os resultados não foram significativos. Ambos os grupos de estresse crônico também apresentaram uma diminuição no peso corporal, entretanto os animais do grupo controle e ECR tratados cronicamente com fluoxetina apresentaram uma diminuição pronunciada do peso corporal quando comparados com seus controles. O ECR aumentou os componentes taquicárdico e bradicárdico do barorreflexo, adicionalmente, o tratamento crônico com fluoxetina preveniu o aumento dos componentes simpático e parassimpático do barorreflexo, porém induziu a redução desses componentes no grupo controle. O tratamento agudo com fluoxetina diminuiu apenas o componente bradicárdico de todos os grupos estressados e controle. Ambos os protocolos de estresse crônico promoveram uma diminuição na modulação simpato-vagal e no ganho do barorreflexo espontâneo, indicando uma hiperatividade simpático, que foi reduzida pelo tratamento crônico e agudo com fluoxetina. Entretanto o tratamento agudo aumentou o número de sequências barorreflexas do tipo UP (aumentos sucessivas de pressão arterial). O ECR e ECV também atenuaram a magnitude da resposta pressora frente à ativação do quimiorreflexo, que foi prevenida com ambos os tratamentos com fluoxetina. Os protocolos de estresse diminuiram os parametros basais de ventilação minuto (VE), volume corrente (VT) e aumentou a frequência respiratória (fR), além de aumentar a magnitude da frequência respiratório frente (ΔfR) a ativação do quimiorreflexo. No mesmo sentido, os tratamentos com fluoxetina aumentaram a magnitude da ΔfR, porém apenas o tratamento crônico com fluoxetina preveniu as alterações no parametros basais respiratórios de VT e fR. Os achados do presente estudo demonstram que o estresse crônico provoca comportamento do tipo depressivo, além de alterar as respostas autonómicas de barorreflexo e quimiorreflexo e variabilidade cardiocirculatória (PAS e IP)o que pode desencadear patologias no sistema cardiovascular e respiratório. Adicionalmente, nosso trabalho é um dos primeiros a demonstrar que o tratamento crônico com fluoxetina previne a maioria das alterações ocasionadas pelo estresse crônico frente a essas alterações autonómicas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.12.2015
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      SILVA, Egidi Mayara Firmino; MORAES, Leonardo Resstel Barbosa. Efeitos do estresse crônico sobre as respostas cardiovasculares e ventilatórias ativadas pelo quimiorreflexo e barorreflexo em ratos. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-20072016-101952/ >.
    • APA

      Silva, E. M. F., & Moraes, L. R. B. (2015). Efeitos do estresse crônico sobre as respostas cardiovasculares e ventilatórias ativadas pelo quimiorreflexo e barorreflexo em ratos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-20072016-101952/
    • NLM

      Silva EMF, Moraes LRB. Efeitos do estresse crônico sobre as respostas cardiovasculares e ventilatórias ativadas pelo quimiorreflexo e barorreflexo em ratos [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-20072016-101952/
    • Vancouver

      Silva EMF, Moraes LRB. Efeitos do estresse crônico sobre as respostas cardiovasculares e ventilatórias ativadas pelo quimiorreflexo e barorreflexo em ratos [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17133/tde-20072016-101952/


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