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Trajetórias ocupacionais de engenheiros jovens no Brasil (2016)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ARAUJO, BRUNO CÉSAR PINO OLIVEIRA DE - EP
  • Unidades: EP
  • Sigla do Departamento: PRO
  • Subjects: MERCADO DE TRABALHO
  • Language: Português
  • Abstract: Esta tese analisa 9.041 trajetórias ocupacionais de jovens engenheiros como empregados formais no Brasil entre 2003-2012, a partir da técnica de Optimal Matching Analysis (OMA). Estas trajetórias foram comparadas às de uma geração anterior de jovens engenheiros, tanto em seu período-base (1995-2002) como entre 2003-2012, a fim de identificar efeitos de idade e período. Os principais resultados são: (i) conforme esperado, trajetórias ocupacionais ligadas à gestão (em áreas correlatas à engenharia ou não) são as que oferecem remuneração mais alta em todos os períodos analisados; (ii) nos anos 2000, o terceiro padrão mais atrativo para os jovens daquela geração foi permanecer como engenheiro típico, caminho perseguido por praticamente metade deles, enquanto tal atratividade não foi verificada nos anos 1990; (iii) o salário de entrada dos jovens engenheiros subiu 24% em termos reais entre 1995 e 2003; (iv) há pouca mobilidade de trajetória ocupacional por parte da geração dos engenheiros de 1995 após 2003; (v) os jovens engenheiros de 1995 que permaneceram como engenheiros típicos durante os anos 2000 chegaram a 2012 ganhando apenas 14% a mais do que os jovens engenheiros de 2003 (com 8 anos a menos de experiência); para comparação, os gestores da geração 90 ganhavam em torno de 50% a mais do que os da geração 2000; (vi) há dois momentos de definição de trajetória ocupacional: um primeiro ocorre até 3 anos após o primeiro emprego, mas promoções a cargos de gestão podem ocorrer entre 8 e 10 anos. Estes resultados indicam que, se por um lado houve uma revalorização dos profissionais de engenharia na última década, por outro lado esta revalorização não trouxe engenheiros anteriormente formados a carreiras típicas em engenharia.Isto, aliado à baixa demanda pelos cursos de engenharia durante os anos 80 e 90, corrobora a hipótese de um hiato geracional entre os engenheiros, documentado em artigos anteriores.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.02.2016

  • How to cite
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    • ABNT

      ARAÚJO, Bruno César Pino Oliveira de; SALERNO, Mario. Trajetórias ocupacionais de engenheiros jovens no Brasil. 2016.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-23062016-153336/pt-br.php >.
    • APA

      Araújo, B. C. P. O. de, & Salerno, M. (2016). Trajetórias ocupacionais de engenheiros jovens no Brasil. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-23062016-153336/pt-br.php
    • NLM

      Araújo BCPO de, Salerno M. Trajetórias ocupacionais de engenheiros jovens no Brasil [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-23062016-153336/pt-br.php
    • Vancouver

      Araújo BCPO de, Salerno M. Trajetórias ocupacionais de engenheiros jovens no Brasil [Internet]. 2016 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-23062016-153336/pt-br.php

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