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Variação do volume tumoral durante a radioterapia de pacientes com câncer de colo uterino: aplicações em braquiterapia ginecológica guiada por imagem (2013)

  • Autor:
  • Autor USP: CARVALHO, HELOISA DE ANDRADE - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MDR
  • Subjects: NEOPLASIAS DO COLO UTERINO; RADIOTERAPIA; IMAGEM POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA; DIAGNÓSTICO POR COMPUTADOR; DIAGNÓSTICO POR IMAGEM; QUIMIOTERAPIA ADJUVANTE; CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (RADIOTERAPIA)
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: O tratamento padrão para o câncer de colo uterino localmente avançado é a radioterapia externa, braquiterapia e quimioterapia concomitante baseada em cisplatina. Existem evidências de que, além do estadiamento, o volume tumoral é importante fator prognóstico para o câncer do colo uterino, assim como as características de sua regressão durante ou após o tratamento. Além disso, a sobrevida depende, entre outros fatores, do controle tumoral local, que está diretamente relacionado à dose final administrada ao tumor. Frente à disponibilidade de técnicas de radioterapia mais apuradas, inclusive com a radioterapia “adaptativa”, onde o planejamento inicial pode ser modificado de acordo com o comportamento do tumor no decorrer do tratamento, estudos sobre as variações volumétricas da doença são de especial interesse. OBJETIVOS: Avaliar as variações do volume tumoral que ocorrem durante a radioterapia de pacientes com câncer do colo uterino, submetidas à braquiterapia tridimensional guiada por imagem e, secundariamente, comparar dois métodos de medidas dos volumes tumorais e avaliar a praticidade e exequibilidade desse método de braquiterapia em um hospital público brasileiro. PACIENTES E MÉTODOS: Estudo prospectivo de pacientes com diagnóstico de carcinoma do colo uterino, não operadas, submetidas à radioterapia, associada ou não à quimioterapia concomitante (40 mg/m2/semana de cisplatina). A radioterapia externa na pelve foi realizada na dose de 45 Gy, com complementação de dose (14 Gy) em paramétrio(s), se indicada, associada a quatro frações de braquiterapia intracavitária de alta taxa de dose, 7 Gy/fração, calculados no ponto A, uma ou duas vezes por semana. Na primeira (B1) e terceira (B3) frações de braquiterapia, as pacientes foram submetidas à ressonância magnética (RM), com os aplicadores de braquietarpia posicionados.Os volumes tumorais foram medidos nas sequências em T2 das imagens da RM ao diagnóstico, na primeira e terceira frações de braquiterapia, de duas maneiras: 1) volumes estimados com base na fórmula da elipsoide (altura x largura x espessura x /6) (VE) e 2) volumes calculados pelo sistema de planejamento da braquiterapia, por meio da reconstrução tridimensional do tumor contornado nos cortes axiais da RM (VC). As medidas dos volumes (VE e VC) em cada fase do tratamento foram comparadas entre si e a taxa de regressão tumoral ao longo do tratamento foi avaliada para cada método de cálculo dos volumes. RESULTADOS: Treze pacientes, submetidas a 52 procedimentos, foram incluídas no estudo de fevereiro de 2010 a dezembro de 2011. A idade mediana foi de 46 anos (31 a 76 anos) e todas apresentavam bom estado de desempenho (ECOG 0). O diagnóstico histopatológico foi de carcinoma espinocelular em nove pacientes e adenocarcinoma nas demais; a maioria (nove) apresentava estadiamento FIGO IIB. Todas receberam radio e quimioterapia concomitantes e o tratamento teve uma duração mediana de 62 dias. A maioria das pacientes (sete) iniciou a braquiterapia entre a terceira e quinta semanas de tratamento, quando a dose de teleterapia na pelve era de 30 a 45 Gy. VE ao diagnóstico apresentou mediana de 25,5 cm3 (12,6 a 184,2 cm3) e VC, de 21,0 cm3 (7,6 a 164,8 cm3) (p = 0,023). Considerando a variação de VE, houve uma redução de 61,9% entre o diagnóstico e B1 e de 54,7% entre B1 e B3. Entre o diagnóstico e B3, essa redução foi de 82,7% (p  0,05). VC apresentou comportamento semelhante, com redução de 75,2%, 55,8% e 89,0%, respectivamente (p  0,05).Não houve correlação das medidas de VE e VC ao diagnóstico, porém houve correlação entre VE e VC calculados em B1 e B3, sendo essa correlação melhor, quanto menores os volumes medidos e calculados (em B3 foi melhor que em B1). Com um seguimento mediano de 26 meses após o término da radioterapia, 12 pacientes apresentaram controle local e duas pacientes evoluíram a óbito em 22 e 23 meses, respectivamente, uma por doença local e outra, com controle local, por metástases hepáticas. Foram necessárias algumas adaptações no procedimento em relação à braquiterapia convencional bidimensional: anestesia local para dilatação do colo uterino, ultrassonografia para posicionamento dos aplicadores na cavidade uterina e um sistema de transferência entre as macas de tratamento e dos exames foram estabelecidos. CONCLUSÕES: os volumes tumorais apresentaram regressão significante durante o tratamento, cerca de 85%, independente da metodologia de medida utilizada. Essa redução foi mais acentuada entre o início da radioterapia e a primeira fração de braquiterapia. A correlação VE e VC foi melhor com a diminuição dos volumes. Braquiterapia ginecológica guiada por imagem mostrou-se factível, porém com necessidade de adaptações para a realidade de um hospital público brasileiro
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.03.2013

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    • ABNT

      CARVALHO, Heloisa de Andrade. Variação do volume tumoral durante a radioterapia de pacientes com câncer de colo uterino: aplicações em braquiterapia ginecológica guiada por imagem. 2013.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.
    • APA

      Carvalho, H. de A. (2013). Variação do volume tumoral durante a radioterapia de pacientes com câncer de colo uterino: aplicações em braquiterapia ginecológica guiada por imagem. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Carvalho H de A. Variação do volume tumoral durante a radioterapia de pacientes com câncer de colo uterino: aplicações em braquiterapia ginecológica guiada por imagem. 2013 ;
    • Vancouver

      Carvalho H de A. Variação do volume tumoral durante a radioterapia de pacientes com câncer de colo uterino: aplicações em braquiterapia ginecológica guiada por imagem. 2013 ;


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