Efeitos do treinamento de força e do treinamento de força com instabilidade sobre os sintomas, funcionalidade, adaptações neuromusculares e a qualidade de vida de pacientes com doença de parkinson: estudo controlado e randomizado (2016)
- Authors:
- Autor USP: BATISTA, CARLA DA SILVA - EEFE
- Unidade: EEFE
- DOI: 10.11606/T.39.2016.tde-29042016-112750
- Subjects: TREINAMENTO DE FORÇA; HABILIDADES MOTORAS (EDUCAÇÃO FÍSICA); DOENÇA DE PARKINSON
- Keywords: Capacidade de produção de força muscular; Cognitive impairment; Exercícios com complexidade motora; Exercises with motor complexity; Mecanismos inibitórios espinhais; Mobilidade; Mobility; Motor symptoms; Muscle-force-production capacity; Sintomas motores; Spinal inhibitory mechanisms
- Language: Português
- Abstract: O objetivo deste estudo foi analisar e comparar os efeitos de 12 semanas do treinamento de força (TF) com o treinamento de força com instabilidade (TFI) nos desfechos clínicos, na capacidade de produção de força muscular, nos mecanismos inibitórios espinhais e no volume total de treinamento (VTT) de indivíduos entre os estágios 2 e 3 da doença de Parkinson (DP). Para tanto, 39 indivíduos (testados e treinados no estado \"on\" da medicação) atenderam aos critérios de inclusão e foram randomizados em três grupos: grupo controle nenhum exercício (GC), grupo TF (GTF) e grupo TFI (GTFI). O GTF e o GTFI realizaram 12 semanas de TF orientado à hipertrofia, duas vezes por semana, em dias não consecutivos. Apenas o GTFI adicionou acessórios de instabilidade (e.g., BOSU®) ao TF que progrediram dos menos para os mais instáveis. Antes e após as 12 semanas foram avaliados os seguintes desfechos: a) clínicos - mobilidade (desfecho primário), sintomas motores, comprometimento cognitivo, medo de cair, equilíbrio, desempenho da marcha (distância, cadência e velocidade) em condições de dupla tarefa e qualidade de vida; b) capacidade de produção de força muscular - raiz quadrada média (RMS), mean spike frequency (MSF) e retardo eletromecânico (REM) dos músculos vasto lateral, vasto medial e gastrocnêmio medial; pico de torque, taxa de desenvolvimento de torque (TDT) e tempo de meio relaxamento (TMR) dos músculos extensores do joelho e flexores plantares; uma repetição máxima (1RM) dos membros inferiores e área de secção transversa do músculo quadríceps femoral (ASTQ) e; c) mecanismos inibitórios espinhais - inibições pré-sináptica e recíproca do músculo sóleus. (Continua)(Continuação) O VTT foi avaliado durante o protocolo experimental para os exercícios agachamento, flexão plantar e leg-press. Do pré ao pós-treinamento, somente o GTFI melhorou todos os desfechos clínicos (P<0,05), os desfechos da capacidade de produção de força muscular (P<0,05) com exceção do TMR dos músculos extensores de joelho (P=0,068) e melhorou os desfechos dos mecanismos inibitórios espinhais (p<0,05), Houve diferenças significantes entre o GTFI e o GC no pós-treinamento para os seguintes desfechos: mobilidade, comprometimento cognitivo, equilíbrio, desempenho na marcha em condições de dupla tarefa (distância, cadência e velocidade), RMS de todos os músculos avaliados, MSF do músculo gastrocnêmio medial, pico de torque e TDT dos flexores plantares, pico de torque dos extensores de joelho, 1RM dos membros inferiores e inibições pré-sináptica e recíproca (P<0,05). Além disso, o GTFI apresentou melhores valores do que o GTF para os seguintes desfechos: desempenho na marcha em condições de dupla tarefa (distância e velocidade), RMS do músculo vasto medial, MSF do músculo gastrocnêmio medial, TDT dos flexores plantares e inibições pré-sináptica e recíproca (P<0,05). O GTFI apresentou um menor VTT comparado ao GTF (P<0,05). Por fim, nenhum efeito adverso foi observado. Em conclusão, somente o TFI melhorou os desfechos clínicos e foi mais efetivo do que o TF em promover adaptações neuromusculares mesmo com um menor VTT. Assim, o TFI é recomendado como uma inovadora intervenção terapêutica para minimizar os declínios na mobilidade e em um amplo espectro de deficiências, sem causar efeitos adversos em indivíduos com DP
- Imprenta:
- Data da defesa: 10.03.2016
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
BATISTA, Carla da Silva. Efeitos do treinamento de força e do treinamento de força com instabilidade sobre os sintomas, funcionalidade, adaptações neuromusculares e a qualidade de vida de pacientes com doença de parkinson: estudo controlado e randomizado. 2016. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-29042016-112750/. Acesso em: 01 abr. 2026. -
APA
Batista, C. da S. (2016). Efeitos do treinamento de força e do treinamento de força com instabilidade sobre os sintomas, funcionalidade, adaptações neuromusculares e a qualidade de vida de pacientes com doença de parkinson: estudo controlado e randomizado (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-29042016-112750/ -
NLM
Batista C da S. Efeitos do treinamento de força e do treinamento de força com instabilidade sobre os sintomas, funcionalidade, adaptações neuromusculares e a qualidade de vida de pacientes com doença de parkinson: estudo controlado e randomizado [Internet]. 2016 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-29042016-112750/ -
Vancouver
Batista C da S. Efeitos do treinamento de força e do treinamento de força com instabilidade sobre os sintomas, funcionalidade, adaptações neuromusculares e a qualidade de vida de pacientes com doença de parkinson: estudo controlado e randomizado [Internet]. 2016 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39132/tde-29042016-112750/ - Risk of falls using the Biodex Balance System in non-faller patients with Parkinson Disease
- Effects of Endurance Training on Motor Signs of Parkinson’s Disease: A Systematic Review and Meta-Analysis
- Reply to: 'Letter to the Editor on "A Randomized Controlled Trial of Exercise for Parkinsonian Individuals With Freezing of Gait"'
- Perturbation-based balance training leads to improved reactive postural responses in individuals with Parkinson's disease and freezing of gait
- Volume Load Rather Than Resting Interval Influences Muscle Hypertrophy During High-Intensity Resistance Training
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- Preserved flexibility of dynamic postural control in individuals with Parkinson's disease
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