Tratamento videolaparoscópico das doenças do pâncreas (2015)
- Autor:
- Autor USP: JUREIDINI, RICARDO - FM
- Unidade: FM
- Sigla do Departamento: MGT
- Subjects: PÂNCREAS (CIRURGIA); CIRURGIA VIDEOASSISTIDA; LAPAROSCOPIA; COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS; NEOPLASIAS PANCREÁTICAS; MORBIDADE
- Language: Português
- Abstract: o método laparoscópico passou a representar uma modalidade técnica altamente atrativa para o tratamento cirúrgico de inúmeras doenças abdominais nos últimos vinte anos Nesse contexto, houve, também, uma tendência progressiva para a utilização da laparoscopia nas ressecções do pâncreas. Objetivos: Descrever as técnicas padronizadas de Pancreatectomias Videolaparoscópicas (PL) utilizadas no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, do HCFMUSP, analisar as complicações e mortalidade operatória, e determinar os fatores que permitem a sua aplicação com segurança. Avaliaram-se, retrospectivamente, 70 pacientes submetidos à PL, sendo que 45 a pancreatectomias distais (PDLap), 14 duodenopancreatectomias (DPTLap), cinco pancreatectomias centrais (PCLap) e seis enucleações (ELap) no período de 2008 a 2015. As técnicas cirúrgicas foram descritas, os dados perioperatórios revisados e as complicações classificadas de acordo com o índice de Clavien-Dindo, e as fístulas pancreáticas foram classificadas com as normas da IGSPF. Para a PDLap, foram avaliados os fatores de riscos para fístulas por meio de regressão logística simples e multivariada. Para DPTLap, analisaram-se: o número de linfonodos, a relação de número de linfonodos positivos e ressecados, e comprometimento de margens. Resultados: a idade média foi de 49,1 anos e predominou o sexo feminino, o índice de massa corporal (IMC) médio foi de 27,2. Predominaram tumores císticos em PDLap, adenocarcinoma de papila em DPTLap, tumores neuroendócrinos em PCLap e Elap. O tempo operatório médio foi de 226,7 min para PDLap e 445,8 para DPTLap. O índice de fístulas B e C para PDLap foi de 48,8 e 21,1 paraDPTLap. Houve duas conversões para laparotomias e apenas quatro pacientes receberam hemotransfusões. O único óbito ocorreu em OPTLap. O número médio de linfonodos ressecados em OPTLap foi 17 e a relação de linfonodos comprometidos/ressecados foi de 01/13. Obtiveram-se margens livres em todos os pacientes. O índice de massa corporal, a idade, o método de grampeamento e o tempo operatório não influenciaram no aparecimento das fístulas grau B ou C. Conclusão: Em centro de referência de cirurgia pancreática, a PL mostra-se segura, com níveis aceitáveis de complicações e mortalidade, obedecendo-se a critério de elegibilidade e princípios técnicos individualizados para cada procedimento. Não foi possível identificar um fator preditivo de fístulas em POLap.
- Imprenta:
- Data da defesa: 25.11.2015
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ABNT
JUREIDINI, Ricardo. Tratamento videolaparoscópico das doenças do pâncreas. 2015. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. . Acesso em: 26 jan. 2026. -
APA
Jureidini, R. (2015). Tratamento videolaparoscópico das doenças do pâncreas (Tese (Livre Docência). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Jureidini R. Tratamento videolaparoscópico das doenças do pâncreas. 2015 ;[citado 2026 jan. 26 ] -
Vancouver
Jureidini R. Tratamento videolaparoscópico das doenças do pâncreas. 2015 ;[citado 2026 jan. 26 ]
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