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Aspectos clínicos e moleculares dos tumores e hiperplasias primárias do córfex da suprarrenal (2015)

  • Autor:
  • Autor USP: ALMEIDA, MADSON QUEIROZ DE - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • DOI: 10.11606/T.5.2016.tde-14062016-102843
  • Subjects: NEOPLASIAS DO CÓRTEX SUPRARRENAL; EXPRESSÃO GÊNICA; BIOMARCADORES; PROGNÓSTICO; SOBREVIDA
  • Language: Português
  • Abstract: As lesões proliferativas primárias do córtex da suprarrenal podem sem classificadas em: (1) tumores do córtex da suprarrenal, (2) hiperplasias micronodulares primárias e (3) hiperplasias macronodulares primárias. Os tumores do córtex da suprarrenal são frequentemente diagnosticados como incidentalomas. Ao contrário dos adenomas do córtex da suprarrenal, os carcinomas são raros e possuem um prognóstico desfavorável. Já as hiperplasias primárias do córtex da suprarrenal são lesões benignas, mas estão associadas com significante morbidade em virtude do hipercortisolismo. A hiperplasia micronodular primária pigmentosa do córtex da suprarrenal (PPNAD) acomete crianças a adultos jovens e está na maioria dos casos associada ao complexo de Camey (CNC), causado por mutações inativadoras da subunidade regulatória Ia da PKA (PRKARIA). A hiperplasia macronodular primária do córtex da suprarrenal (PMAH) acomete principalmente indivíduos nas quarta e quinta décadas de vida e está associada com graus variáveis de hipercortisolismo. Durante os últimos 7 anos, tenho me dedicado ao estudo da patogênese molecular dessas 3 doenças neoplásicas do córtex da suprarrenal. A seguir, sumarizei os principais achados dos meus estudos originais desenvolvidos nessas áreas: (1) O IGF2 é o transcrito mais expresso em carcinomas do córtex da suprarrenal em relação aos adenomas de adultos, contudo não possui valor prognóstico dentro do grupo de carcinomas. No grupo pediátrico, a expressão gênica do seu receptor (IGFl R) é um marcador molecular de recorrência tumoral, o que torna esse receptor um alvo terapêutico potencial neste grupo etário. O gene SF 1 está frequentemente amplificado nos tumores do córtex da suprarrenal pediátricos, o que leva ao aumento da sua expressão gênica e proteica. Adicionalmente, as mutações da p-catenina ou o seu acúmulo nuclear anômalo estão associados com a redução da sobrevidaglobal e livre de doença nos pacientes adultos com carcinoma. O LIN28, uma importante proteína reguladora de RNAs, desempenha um papel chave na progressão do câncer e metástase. Nos adultos com carcinomas, a imunorreatividade fraca para o LIN28 é um marcador independente de recorrência tumoral. A hiperexpressão do mir-9. um miRNA conhecido por regular negativamente o LIN28, está fortemente associada com a redução da sobrevi da global e livre de doença em adultos. De forma similar, a expressão proteica fraca da DICERl é um preditor significativo de recorrência tumoral em adultos com carcinoma. (2) Na PPNAD, a haploinsuficiência da PRKAR1A é suficiente para induzir a ativação da via do AMPclPKA e tumorigênese, não sendo necessária a perda do alelo normal. Além disso, a haploinsuficiência da Prkar 1 a parece ter uma ação sinérgica quando combinada aos defeitos Trp53+/- e RB1+/-agindo como um sinal inespecífico para potencializar a perda de outros genes supressores tumorais em camundongos. A desregulação de proteínas do ciclo celular, como ciclina DI e E2FI, e da via de sinalização Wnt são essenciais para mediar os efeitos da ativação da via AMPcIPKA. Adicionalmente, o aumento da atividade da PKA promove a ativação da via não- dependente de inflamação da caspase-I através do protooncogene ETS1, o que provavelmente leva ao desenvolvimento de tumores ósseos associado ao CNC.(3) A maioria das lesões proliferativas benignas do córtex da suprarrenal associada a síndrome de Cushing estão associadas às alterações na via de sinalização do AMPc/PKA. A PMAH causada por mutação da GNAS apresenta hiperexpressão das vias "interação matriz extracelular-receptor" e "adesão focal" em relação a PPNAD com mutação da PRKAR1A. O crescimento dos nódulos na PMAH está associado com o aumento de amplificações cromossôrnicas e com o enriquecimento das vias de sinalização envolvidas com câncer. Finalmente, mutações inativadoras em heterozigose do ARMe5 estão presentes em aproximadamente 50% dos pacientes com PMAH e estão associadas a um padrão de herança autossômico dominante com penetrância incompleta
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.11.2015
  • Acesso à fonteAcesso à fonteDOI

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    Status:
    Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
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    • ABNT

      ALMEIDA, Madson Queiroz de. Aspectos clínicos e moleculares dos tumores e hiperplasias primárias do córfex da suprarrenal. 2015. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-14062016-102843/. Acesso em: 01 abr. 2026.
    • APA

      Almeida, M. Q. de. (2015). Aspectos clínicos e moleculares dos tumores e hiperplasias primárias do córfex da suprarrenal (Tese (Livre Docência). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-14062016-102843/
    • NLM

      Almeida MQ de. Aspectos clínicos e moleculares dos tumores e hiperplasias primárias do córfex da suprarrenal [Internet]. 2015 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-14062016-102843/
    • Vancouver

      Almeida MQ de. Aspectos clínicos e moleculares dos tumores e hiperplasias primárias do córfex da suprarrenal [Internet]. 2015 ;[citado 2026 abr. 01 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-14062016-102843/


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