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Responsividade hipotalâmica à leptina e ghrelina em modelo de programação nutricional neonatal (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: MARANGON, PAULA BEATRIZ - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFI
  • Subjects: METABOLISMO; NUTRIÇÃO INFANTIL; LEPTINA; HIPOTÁLAMO; OBESIDADE
  • Language: Português
  • Abstract: Objetivos: Alterações no aporte nutricional durante o período perinatal podem causar alterações metabólicas na vida adulta, efeito conhecido como programação. Um dos modelos de programação nutricional neonatal que tem sido utilizado é a manipulação do tamanho da ninhada nos primeiros dias de vida. Dessa forma, utilizando este modelo, nosso trabalho visou investigar os mecanismos moleculares da sinalização da leptina no hipotálamo e a sensibilidade à leptina e ghrelina. Materiais e Métodos: No terceiro dia após o nascimento (P3), ratos Wistar foram divididos nos seguintes grupos: ninhada pequena (SL – 3 filhotes), ninhada normal (NL – 10 filhotes) e ninhada grande (LL – 16 filhotes). Os animais foram eutanasiados por decapitação em P21 ou P60 para caracterização basal do modelo. Verificamos concentrações hormonais plasmáticas, expressão gênica de peptídeos orexígenos e anorexígenos no hipotálamo, expressão de proteínas relacionadas à sinalização de leptina e ghrelina no hipotálamo, e a expressão de UCP-1 no tecido adiposo marrom (BAT). Posteriormente, avaliamos a responsividade hipotalâmica induzida pela administração de leptina ou ghrelina em animais adultos. Resultados: Verificamos aumento no ganho de peso nos animais SL durante a lactação, que persistiu na vida adulta. Os animais LL apresentaram redução no ganho de peso durante a lactação. Contudo, a partir de P50 houve recuperação no ganho de peso associada ao aumento da ingestão alimentar. Nos animais SL observamos aumento nas concentrações plasmáticas de leptina, adiponectina, insulina, glicose e corticosterona e redução na ghrelina acilada em P21. Em P60 observamos aumento nas concentrações plasmáticas de leptina, insulina, glicose, corticosterona e ghrelina acilada e redução na adiponectina. Nos animais LL observamos redução na concentração plasmática de leptina em P21. Em P60 observamosaumento nas concentrações plasmáticas de leptina, insulina, glicose e ghrelina acilada e redução nas concentrações plasmáticas de adiponectina e corticosterona. Ainda, demonstramos que a alteração na leptinemia na vida neonatal está associada a alterações na sinalização hipotalâmica da leptina, havendo aumento na expressão de p-STAT-3, p-AKT, p-ERK e p-AMPK no grupo SL, e aumento na expressão de p-ERK e p-AKT no grupo LL em P21. A expressão de SOCS3 e PTP1B estava reduzida em ambos os grupos. Em P60, observamos redução na expressão de p-STAT-3 tanto em animais SL como LL; p-ERK e p-AKT permaneceram aumentadas. Além disso, em P21 houve aumento no RNAm de peptídeos anorexígenos (POMC, CART, CRF) e redução no RNAm do peptídeo orexígeno AgRP no hipotálamo no grupo SL. Os animais LL apresentaram redução nos RNAm de CART e CRF e aumento nos RNAm de NPY e AgRP. Ambos os grupos apresentaram redução no RNAm de LepRb. Em P60, os animais SL permaneceram com aumento na expressão do RNAm de CART e os animais LL apresentaram redução no RNAm de POMC, CRF e LepRb. Ambos os grupos tiveram redução no RNAm dos peptídeos NPY e AgRP. Em resposta às alterações centrais, em P21 há aumento na expressão de UCP-1 no BAT no grupo SL. Em P60 a expressão de UCP-1 no BAT estava reduzida em ambos os grupos, SL e LL, indicando dessensibilização da via. Ao desafiarmos os animais com a administração de leptina em P60, o grupo SL não apresentou resposta hipofágica, nem perda de peso, reforçando a existência de resistência a esse hormônio neste grupo. Ao desafiarmos os animais com a administração de ghrelina, não observamos as respostas clássicas desse hormônio no controle da ingestão alimentar em animais SL nem LL, havendo, em contrapartida, uma redução no ganho de peso nos animais SL, associada ao aumento do metabolismo basal. Conclusão: Nossos resultados destacam a importância do aporteenergético na vida neonatal como fator de programação dos mecanismos metabólicos e neurais responsáveis pela manutenção da homeostase energética na vida adulta e indicam que a concentração dos hormônios circulantes no período neonatal pode contribuir para o desenvolvimento de obesidade e resistência hormonal
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 01.09.2015

  • How to cite
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    • ABNT

      MARANGON, Paula Beatriz. Responsividade hipotalâmica à leptina e ghrelina em modelo de programação nutricional neonatal. 2015. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015. . Acesso em: 10 jan. 2026.
    • APA

      Marangon, P. B. (2015). Responsividade hipotalâmica à leptina e ghrelina em modelo de programação nutricional neonatal (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Marangon PB. Responsividade hipotalâmica à leptina e ghrelina em modelo de programação nutricional neonatal. 2015 ;[citado 2026 jan. 10 ]
    • Vancouver

      Marangon PB. Responsividade hipotalâmica à leptina e ghrelina em modelo de programação nutricional neonatal. 2015 ;[citado 2026 jan. 10 ]


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