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Avaliação dos períodos de interrupção da monitorização eletrocardiográfica contínua em uma unidade de cuidados intensivos cardiológicos (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: PEREIRA, MARTA MARTINS DA SILVA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RMS
  • Subjects: ELETROCARDIOGRAFIA (MONITORAMENTO); ENFERMAGEM; CUIDADOS INTENSIVOS
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: A monitorização eletrocardiográfica contínua é uma ferramenta essencial incorporada na assistência hospitalar de pacientes de alto risco. No entanto, as interrupções desta monitorização são observadas frequentemente. Essas interrupções podem ser programadas, como para realização de procedimentos, ou não programadas, causadas pelo mau contato do eletrodo na superfície do tórax do paciente. Se essas interrupções forem muito frequentes, isso pode comprometer o tratamento do paciente, inclusive com a não detecção de arritmias potencialmente letais. Objetivo: Avaliar a frequência e a duração das interrupções da monitorização eletrocardiográfica contínua em pacientes cardiológicos de alto risco e caracterizá-las de acordo com algumas variáveis. Métodos: O registro da monitorização do paciente foi exportado dos monitores DIXTAL 2020 para tabelas analisadas pelos pesquisadores. Os profissionais de enfermagem anotaram em diário toda a interrupção da monitorização eletrocardiográfica, como o horário e o motivo da interrupção. Considerou-se um período maior que um minuto sem registro no monitor como uma falha de monitorização. Se houvesse correspondência entre o diário e o monitor, considerava-se como interrupção programada, se não houvesse correspondência considerava-se como uma interrupção não programada. Resultados: Foram avaliados 100 pacientes admitidos na unidade coronariana no período de 28/01/2014 a 31/08/2014 com um tempo total de monitorização analisado de 533075 minutos com uma mediana por paciente de 5463 minutos. Observou-se a mediana de 3,5 (2,0 – 5,0) interrupções programadas por paciente com uma duração mediana de 101 minutos (47 -287) e uma mediana de 6,0 (3,0 -9,0) interrupções não programadas por paciente com uma duração mediana de 89 minutos (46 – 230). Observou-se sete por cento do tempo sem monitorizaçãoeletrocardiográfica efetiva, sendo quatro por cento devido interrupções programadas e três por centro devido interrupções não programadas. O banho foi a principal causa das interrupções programadas (74% dos episódios). O número (3,0 vs. 0,0; p<0,0001 e 3,0 vs. 2,0; p=0,008) e duração (83 min. vs. 0,0 min; p<0,0001 e 47 min. vs. 21 min; p=0,01) das interrupções programadas e não programadas, respectivamente foram mais frequentes no período diurno versus o noturno. Não houve diferença entre o número (p=0,457) e duração (p=0,365) das interrupções não programadas comparando-se os sete diferentes leitos de internação. Não se observou correlação entre o número (r=-0,51; p=0,22) e duração (r=0,02; p=0,97) dos episódios de interrupção não programada com a distância ao posto de enfermagem. Não se observou diferença entre o número e duração das interrupções entre os pacientes com e sem sedação contínua. Conclusão: As interrupções da monitorização eletrocardiográfica são frequentes (07%). As interrupções não programadas são mais frequentes, mas apresentam menor duração em relação às interrupções programadas. O banho foi o principal motivo das interrupções programadas. As interrupções programadas e não programadas são mais frequentes no período diurno. Não houve diferença na distribuição dos episódios de interrupção em relação aos diferentes leitos, assim como com a presença ou ausência de sedação. O conhecimento das características desses episódios de interrupções é importante para se criarem estratégias para otimização da utilização deste recurso tecnológico e poderá se tornar um índice para mensuração da qualidade assistencial da unidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.10.2015

  • How to cite
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    • ABNT

      PEREIRA, Marta Martins da Silva; MIRANDA, Carlos Henrique. Avaliação dos períodos de interrupção da monitorização eletrocardiográfica contínua em uma unidade de cuidados intensivos cardiológicos. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Pereira, M. M. da S., & Miranda, C. H. (2015). Avaliação dos períodos de interrupção da monitorização eletrocardiográfica contínua em uma unidade de cuidados intensivos cardiológicos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Pereira MM da S, Miranda CH. Avaliação dos períodos de interrupção da monitorização eletrocardiográfica contínua em uma unidade de cuidados intensivos cardiológicos. 2015 ;
    • Vancouver

      Pereira MM da S, Miranda CH. Avaliação dos períodos de interrupção da monitorização eletrocardiográfica contínua em uma unidade de cuidados intensivos cardiológicos. 2015 ;

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