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Análise da geração de trombina em uma população de indivíduos com clone HPN (Hemoglobinúria Paroxística Noturna) (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: ZEINAD-VALIM, AUDREY KRUSE - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCM
  • Subjects: HEMOGLOBINAS; TROMBOSE; DOENÇAS HEMATOLÓGICAS; HEMORRAGIA; COAGULAÇÃO; ENZIMAS (METABOLISMO)
  • Keywords: Bleeding; Geração de trombina; Hemoglobinúria paroxística noturna; Paroxysmal nocturnal hemoglobinuria; Teste de geração de trombina; Thrombin generation; Thrombin generation test; Thrombocytopenia; Thrombosis; Trombocitopenia
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: A HPN é uma patologia na qual a atividade do sistema complemento, sem oposição, leva a complicações sistêmicas. Ela é caracterizada por anemia hemolítica adquirida com hemoglobinúria intermitente, falência medular e fenômenos tromboembólicos (TE). A trombose venosa é a sua principal causa de mortalidade, entretanto o seu mecanismo fisiopatológico é apenas parcialmente elucidado. O grande número de pacientes com trombocitopenia dificulta o manejo da profilaxia antitrombótica secundária e primária. Optou-se por evidenciar o desequilíbrio hemostático associado ao clone HPN através de um teste de avaliação global da coagulação. MÉTODOS: Para a detecção do potencial hemostático de cada indivíduo foi utilizado um ensaio fluorogênico de geração de trombina, em amostra de plasma pobre em plaquetas na presença e na ausência de trombomodulina (TM). A eficiência na redução do potencial de trombina endógeno (ETP) e da concentração máxima de trombina (pico) pela TM foi utilizada para a identificação do estado de hipercoagulabilidade. O tempo para o início da geração de trombina (tempo de latência) e para a concentração máxima de trombina foram utilizados para a detecção do fenótipo hemorrágico. Os indivíduos foram categorizados em três grupos: HPN, se clone HPN >= 10%; anemia aplástica idiopática adquirida ou associada a clone < 10%, e normais. Os pacientes e controles foram submetidos a avaliação laboratorial que incluiu pesquisa de trombofilia (TB) e do clone HPN, hemograma, testes habituais de avaliação da hemostasia, e no grupo de pacientes análise bioquímica. Os participantes foram avaliados para a identificaçãoda presença de fatores de risco para TE através de questionário. A análise dos resultados foi realizada em duas fases: a primeira incluiu apenas indivíduos com pesquisa de TB negativa e sem fatores de risco para TE; a segunda, realizada apenas no grupo de pacientes, também incluiu indivíduos em uso de contraceptivo hormonal, diagnóstico de infecção assintomática, evento de TE associado a fator de risco temporário, em período superior a 1 ano da inclusão no estudo, e com pesquisa de TB positiva. Esta última fase da análise teve como objetivo incluir um maior número de pacientes com o diagnóstico destas patologias, de baixa prevalência populacional. RESULTADOS: A presença do clone >= 10% foi associada à ineficiência da ação da TM em reduzir o ETP e o pico. O primeiro, de maior relevância científica e clínica, apresentou correlação positiva e negativa, respectivamente, com a atividade do fator von Willebrand (FvW:RCo) e com níveis plasmáticos de proteína C (PC). O grupo HPN apresentou menor tempo para atingir o pico. Na segunda fase, o tempo de latência apresentou correlação negativa com o número de plaquetas no grupo HPN, e houve correlação positiva do clone com a ineficiência da ação da TM na redução do ETP. CONCLUSÕES: o teste de geração de trombina é eficaz na detecção do fenótipo protrombótico associado ao clone HPN. As correlações encontradas com o FvW:RCo e aPC sugerem que a ativação endotelial e o sistema da PC, respectivamente, podem estar comprometidos. A inflamação secundária à ativação do sistema complemento pode levar à redução de expressão endotelial da TM e do receptor da PC. Entretanto os nossos achados, associados à descrição recente da redução de expressão e de atividade da TM, secundária à depleção de óxido nítrico (em estudos com estatinas), podem justificar a característica agressiva da trombofilia na HPN, e o desenvolvimento de TE mesmo nos pacientes em anticoagulação oral. Os parâmetros que avaliam o 'tempo' no trombograma (tempo de latência e tempo para o pico) podem auxiliar na identificação do risco hemorrágico eventualmente associado à HPN
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.12.2015
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      ZEINAD-VALIM, Audrey Kruse; D'AMICO, Elbio Antonio. Análise da geração de trombina em uma população de indivíduos com clone HPN (Hemoglobinúria Paroxística Noturna). 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5167/tde-24022016-151616/ >.
    • APA

      Zeinad-Valim, A. K., & D'Amico, E. A. (2015). Análise da geração de trombina em uma população de indivíduos com clone HPN (Hemoglobinúria Paroxística Noturna). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5167/tde-24022016-151616/
    • NLM

      Zeinad-Valim AK, D'Amico EA. Análise da geração de trombina em uma população de indivíduos com clone HPN (Hemoglobinúria Paroxística Noturna) [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5167/tde-24022016-151616/
    • Vancouver

      Zeinad-Valim AK, D'Amico EA. Análise da geração de trombina em uma população de indivíduos com clone HPN (Hemoglobinúria Paroxística Noturna) [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5167/tde-24022016-151616/

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