A negação da vontade como um efeito da graça: a redenção na concepção de Schopenhauer (2015)
- Authors:
- Autor USP: BASSOLI, SELMA APARECIDA - FFLCH
- Unidade: FFLCH
- Sigla do Departamento: FLF
- Subjects: VONTADE; VERDADE; RELIGIÃO; CRISTIANISMO; FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA
- Keywords: Redemption; Redenção
- Language: Português
- Abstract: Schopenhauer utiliza a ideia de redenção no sentido religioso para tratar a supressão do caráter que define a negação da vontade. Ele afirma que essa supressão é justamente aquilo que, na Igreja cristã, é muito apropriadamente denominada renascimento e o conhecer, do qual provém, efeito da graça. Tal comparação parece surpreendente quando consideramos que Schopenhauer se declara um filósofo ateu e que, para ele, a fé e o saber são coisas fundamentalmente diferentes e que devem ser mantidas separadas. Mas há na ideia de graça uma característica que pode justificar o recurso que Schopenhauer faz a ela: a ausência de uma causa que possa explicar a sua manifestação. Assim, tanto no sentido religioso quanto no modo como Schopenhauer concebe a negação da vontade, a redenção como efeito da graça pode ser entendida como uma benção concedida gratuitamente, pois não é possível conquistá-la voluntariamente através do esforço pessoal. Entretanto, se não há uma causa que determine a negação, há dois caminhos que podem direcionar a vontade até o ponto em que a negação pode ocorrer espontaneamente. O que há em comum entre esses dois caminhos é a presença do sofrimento como pré-requisito para que eles possam ser atravessados. O sofrimento é essencial para que se possa compreender a negação porque ele é o elemento que permite combater a tese segundo a qual haveria uma relação entre a virtude e a felicidade, de forma que o inocente seria poupado da dor e, portanto, ele poderia ser feliz. Porser contrário a essa tese, Schopenhauer considera que, quanto mais o homem padece, mais ele se aproxima da verdadeira finalidade da vida, que consiste em compreender que viver é necessariamente sofrer. Para a explicação da analogia entre os conceitos da filosofia de Schopenhauer e os dogmas cristãos, o texto foi dividido em dois capítulos. No primeiro apresentamos as razões que podem justificar a relação que Schopenhauer estabelece entre a sua filosofia e o cristianismo, através da qual ele compara os dogmas do pecado original e do efeito da graça aos conceitos de afirmação e negação da vontade. Porém, apesar de propor essa comparação e afirmar que sua filosofia é a verdadeira expressão da religião cristã, Schopenhauer defende também uma separação estrita entre religião e filosofia, pois ele recusa uma mistura que possa resultar em uma filosofia religiosa. Para respeitar a separação que Schopenhauer prescreve entre esses dois tipos de saber, o segundo capítulo terá como objetivo compreender a transição da afirmação para a negação da vontade independentemente da relação que estes conceitos possam ter com as alegorias religiosas.
- Imprenta:
- Data da defesa: 04.08.2015
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ABNT
BASSOLI, Selma Aparecida. A negação da vontade como um efeito da graça: a redenção na concepção de Schopenhauer. 2015. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-10122015-161135/. Acesso em: 24 fev. 2026. -
APA
Bassoli, S. A. (2015). A negação da vontade como um efeito da graça: a redenção na concepção de Schopenhauer (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-10122015-161135/ -
NLM
Bassoli SA. A negação da vontade como um efeito da graça: a redenção na concepção de Schopenhauer [Internet]. 2015 ;[citado 2026 fev. 24 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-10122015-161135/ -
Vancouver
Bassoli SA. A negação da vontade como um efeito da graça: a redenção na concepção de Schopenhauer [Internet]. 2015 ;[citado 2026 fev. 24 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-10122015-161135/
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