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Dependência de álcool: associações com traumas emocionais precoces, traços de personalidade e reconhecimento de expressões faciais de emoção (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: DONADON, MARIANA FORTUNATA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: ALCOOLISMO; TRAUMA EMOCIONAL; TRAÇOS DE PERSONALIDADE
  • Language: Português
  • Abstract: CONTEXTO: As experiências traumáticas precoces constituem-se como fatores de risco para o desenvolvimento, favorecendo traços pouco adaptativos de personalidade, e contribuindo para o desenvolvimento de uma série de transtornos psiquiátricos, tal como o desenvolvimento de quadros de dependência de álcool. Além disso, questiona-se se a dependência de álcool estaria associada a prejuízos no reconhecimento de informações afetivas e/ou emocionais, favorecendo déficits na cognição social e, por conseqüência, na adaptação e interação desse grupo de indivíduos com seu meio social, justificando estudos nesta direção. OBJETIVOS: a-) verificar a ocorrência de traumas emocionais precoces em dependentes de álcool, em função do tipo de trauma vivenciado, em comparação a um grupo controle de não casos; b-) verificar as associações entre traços de personalidade e a presença ou ausência de dependência de álcool; c-) avaliar a associação entre a dependência de álcool e o reconhecimento de expressões faciais de emoção em função das seguintes variáveis: acurácia/viés de resposta, tempo de reação e intensidade de emoção necessária para o reconhecimento; d-) verificar possíveis variáveis preditoras para a presença de dependência de álcool. MÉTODOS: A amostra foi composta por dois grupos, sendo um grupo de alcoolistas (GA), composto por sujeitos com diagnóstico de dependência de álcool (N=110) e um grupo controle (GC) composto por sujeitos com ausência de diagnóstico de abuso e/ou dependência de álcool (N=110), avaliados pela Entrevista Clínica Estruturada DSM-IV (SCID-IV – versão clínica). Os participantes do GA foram recrutados no Ambulatório de Hepatopatia do Hospital das Clínicas, enquanto que no GC, selecionaram-se participantes por conveniência entre um programa de atenção primária à saúde, além de usuários de uma organização não governamental. A coleta de dadosfoi individual, ocorrendo através da aplicação dos instrumentos de auto-avaliação, bem como da realização de uma tarefa computadorizada de reconhecimento de expressões faciais de emoção. A análise estatística dos dados foi realizada por meio de estatística paramétrica, adotando-se como nível de significância p≤0,05. RESULTADOS: Comparado ao GC, o GA apresentou maior prevalência de traumas emocionais precoces (p<0,001), bem como traços de personalidade desadaptativos (p<0,01). Em relação à tarefa de reconhecimento de expressões faciais de emoção, o GA apresentou, com significância estatística, menor acurácia para o reconhecimento das emoções de medo (p=0,002) e nojo (p<0,01) e uma tendência de menor acurácia para as emoções de alegria (p=0,08), tristeza (p=0,08) e surpresa (p=0,09). Além disso, necessitou de maiores intensidades de emoção para o julgamento da alegria (p<0,01), medo (p=0,02), nojo (p=0,03) e surpresa (p<0,01) e maior tempo de reação para todas as emoções (p<0,01). Nas análises de regressão logística, foram identificados como fatores de risco para o desenvolvimento do quadro do alcoolismo a vivência de traumas gerais e emocionais, maior tempo de reação frente à emoção de surpresa. Por outro lado, mostraram-se como fatores de proteção para o desenvolvimento do transtorno a presença marcada de traços de personalidade de conscienciosidade e maior acurácia para reconhecimento das emoções de medo e nojo. DISCUSSÃO /CONCLUSÕES: Os achados corroboram os dados prévios da literatura, apontando, sobretudo para a presença de prejuízos presentes no grupo clínico. Dessa forma, acredita-se que a identificação de tais prejuízos favorecerão condutas terapêuticas e/ou medidas preventivas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.06.2015

  • How to cite
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    • ABNT

      DONADON, Mariana Fortunata; OSÓRIO, Flávia de Lima. Dependência de álcool: associações com traumas emocionais precoces, traços de personalidade e reconhecimento de expressões faciais de emoção. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Donadon, M. F., & Osório, F. de L. (2015). Dependência de álcool: associações com traumas emocionais precoces, traços de personalidade e reconhecimento de expressões faciais de emoção. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Donadon MF, Osório F de L. Dependência de álcool: associações com traumas emocionais precoces, traços de personalidade e reconhecimento de expressões faciais de emoção. 2015 ;
    • Vancouver

      Donadon MF, Osório F de L. Dependência de álcool: associações com traumas emocionais precoces, traços de personalidade e reconhecimento de expressões faciais de emoção. 2015 ;


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