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Guizot, Tocqueville e os princípios de 1789 (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FRELLER, FELIPE - FFLCH
  • Unidades: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLP
  • Subjects: REVOLUÇÃO FRANCESA (INTERPRETAÇÃO); LIBERALISMO; DEMOCRACIA; CIVILIZAÇÃO
  • Keywords: Centralização; Centralization; Popular sovereignty; Soberania popular; Teorias da história; Theories of history
  • Language: Português
  • Abstract: Esta dissertação se dedica a uma comparação entre as interpretações da Revolução Francesa formuladas por dois autores e personagens políticos da França do século XIX: François Guizot (1787 1874) e Alexis de Tocqueville (1805 1859). Ambas as interpretações têm em comum o esforço intelectual de inscrever a Revolução Francesa na História de longo prazo da França e da Europa, em ruptura com a compreensão que tiveram da Revolução tanto revolucionários como contrarrevolucionários. Essa inscrição da Revolução na História implicava uma aceitação da sociedade pós-revolucionária como um produto irreversível de muitos séculos e não apenas de um ato isolado da vontade. O argumento desta dissertação tem como objetivo demonstrar que, para além dessa aceitação da sociedade pós-revolucionária a qual manteve Guizot e Tocqueville à distância tanto do discurso contrarrevolucionário, com seu projeto de restaurar na França a antiga sociedade pré-revolucionária, como do discurso socialista, com seu projeto de continuar a Revolução Francesa para levar a humanidade a uma sociedade diferente da que saiu diretamente da Revolução , os dois autores estudados legaram para a posteridade duas atitudes divergentes ou mesmo opostas diante da Revolução Francesa: Guizot celebrou o papel da Revolução na História como uma vitória das classes médias sobre o poder absoluto e o privilégio, ao mesmo tempo em que criticou suas bandeiras explícitas, com destaque para a da soberania do povo; Tocqueville, aocontrário, lamentou a obra da Revolução Francesa como uma realização inconsciente da cultura política centralizadora do Antigo Regime, mas, em vez de criticar a doutrina da soberania do povo, procurou reformulá-la em novas bases, inspirado pelo modelo americano. Para o autor de O Antigo Regime e a Revolução, a crítica à Revolução Francesa deve passar, portanto, de suas doutrinas explícitas para seu caráter implícito. Para construir essa hipótese, a dissertação faz o seguinte percurso: no Capítulo 1, são contrapostas a filosofia da História de Guizot, baseada no conceito de civilização, e a filosofia da História de Tocqueville, baseada no conceito de democracia. No Capítulo 2, compara-se o lugar que cada autor atribuía à Revolução Francesa em uma História francesa e europeia lida a partir das relações entre centro político e liberdades locais. O Capítulo 3, por fim, compara a recepção de cada autor aos chamados "princípios de 1789", com destaque para o princípio da soberania do povo.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.07.2015

  • How to cite
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    • ABNT

      FRELLER, Felipe; OSTRENSKY, Eunice. Guizot, Tocqueville e os princípios de 1789. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-17112015-131419/ >.
    • APA

      Freller, F., & Ostrensky, E. (2015). Guizot, Tocqueville e os princípios de 1789. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-17112015-131419/
    • NLM

      Freller F, Ostrensky E. Guizot, Tocqueville e os princípios de 1789 [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-17112015-131419/
    • Vancouver

      Freller F, Ostrensky E. Guizot, Tocqueville e os princípios de 1789 [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-17112015-131419/

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