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O uso da elastografia por ultrassom para identificar displasias corticais focais em pacientes com epilepsia durante o procedimento cirúrgico (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: PEREIRA, ARTHUR BERTOLDI - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 591
  • Subjects: TÉCNICAS DE DIAGNÓSTICO E PROCEDIMENTOS; ULTRASSOM; EPILEPSIA; DOENÇAS CEREBRAIS
  • Keywords: displasia cortical focal; elastografia; elastography; epilepsy; focal cortical dysplasia; intraoperative ultrasound; ultrassom intra-operatório
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho teve como objetivo estudar um caso específico de epilepsia refratária causada por uma má formação no tecido cerebral, denominada displasia cortical focal (DCF). Por ser uma má formação no cérebro, suas consequências aparecem desde a infância, em que ela, a DCF, é a principal causadora das epilepsias de caso refratário. O mapeamento da região com DCF geralmente é feito por meio de imagens de ressonância magnética em conjunto com outras técnicas, como, por exemplo, o PET (positron emission tomography), o EEG (eletroencefalograma) intracraniano, entre outras. Contudo, por serem técnicas muito caras, de difícil realização ou muito invasivas, e por sabermos que as regiões displásicas possuem uma rigidez diferente da do restante do cérebro, foi proposto nesta dissertação o estudo desses casos utilizando uma técnica barata, simples, não invasiva e sensível à rigidez tecidual, a elastografia por ultrassom, na qual, para causar a deformação do tecido cerebral, foram usadas próprias artérias internas do cérebro. Para tal estudo, criamos um algoritmo de processamento de dados com uma interface gráfica GUI (graphical user interface) capaz de mudar os parâmetros de processamento e ver seus resultados em tempo real. Em seguida, esse algoritmo foi estudado em um ambiente controlado em material mimetizador de tecido biológico (phantom), no qual construímos um bloco de 10 x 10 x 12cm3, preenchido com material que mimetiza as propriedades mecânicas e acústicas do tecido mole einserimos nele uma bexiga canudo preenchida com um uido simulador de sangue e uma inclusão mais rígida do que a base do material, posicionada acima do canudo. Foi utilizado, também, um acionador mecânico pulsátil para simular a pulsação mecânica equivalente à pulsação sanguínea da artéria cerebral. Foram feitas imagens elastográcas e de velocidade utilizando somente a deformação causada pelo deslocamento da bexiga, no interior do phantom, e, através de uma transformada de Fourier, foi calculado o período de pulsação da bexiga. Vimos que as imagens elastográcas e de velocidade foram capazes de localizar a inclusão, e o processamento temporal pode nos mostrar com precisão a frequência de pulsação da bexiga canudo. Finalizada essa etapa laboratorial, zemos o mesmo procedimento, porém in vivo, para dois casos: um com DCF tipo III-B, no qual não enxergávamos nada no modo B; e outro com tipo II-B, no qual foi observado uma diferença de impedância mecânica pelo modo B. As imagens foram coletadas durante o procedimento cirúrgico pelo próprio cirurgião usando um transdutor microconvexo acoplado a uma plataforma de ultrassom, modelo Sonix RP, e processadas num segundo momento. Vimos, no primeiro caso, pelas imagens elastográcas, as regiões mais rígidas, supostamente displásicas, que não estavam aparecendo no modo B e, no segundo caso, uma região maior do que a apresentada no modo B. Nossos resultados das medidas de frequência da pulsação arterial, para ambas as situações, 61,5BPM e91BPM, caram bastante próximos do valor medido com o eletrocardiograma durante a coleta do sinal, 65BPM e 94BPM, respectivamente. Por meio dos resultados da análise histológica, pudemos conrmar que o que estávamos enxergando com nosso programa era realmente uma região displásica. Dessa forma, concluímos que nosso algoritmo funcionou bem para esses casos clínicos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.08.2015
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      PEREIRA, Arthur Bertoldi; CARNEIRO, Antonio Adilton Oliveira. O uso da elastografia por ultrassom para identificar displasias corticais focais em pacientes com epilepsia durante o procedimento cirúrgico. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-06102015-162128/ >.
    • APA

      Pereira, A. B., & Carneiro, A. A. O. (2015). O uso da elastografia por ultrassom para identificar displasias corticais focais em pacientes com epilepsia durante o procedimento cirúrgico. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-06102015-162128/
    • NLM

      Pereira AB, Carneiro AAO. O uso da elastografia por ultrassom para identificar displasias corticais focais em pacientes com epilepsia durante o procedimento cirúrgico [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-06102015-162128/
    • Vancouver

      Pereira AB, Carneiro AAO. O uso da elastografia por ultrassom para identificar displasias corticais focais em pacientes com epilepsia durante o procedimento cirúrgico [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-06102015-162128/

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