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Estudo prospectivo em angina refratária: evolução clínica e o papel da troponina ultrassensível (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: POPPI, NILSON TAVARES - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCP
  • Subjects: VASOS CORONÁRIOS; BIOMARCADORES; TROPONINA T; AVALIAÇÃO DE RESULTADOS (CUIDADOS DE SAÚDE); ASSISTÊNCIA AO PACIENTE (SERVIÇOS DE SAÚDE); PROGNÓSTICO
  • Keywords: Angina estável; Angina stable; Avaliação de resultados da assistência ao paciente; Biological markers, Troponin T; Coronary artery disease; Doença da artéria coronariana; Marcadores biológicos; Patient outcome assessment; Prognosis
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: Aproximadamente 10% dos pacientes com doença arterial coronária (DAC) apresentam angina refratária, condição crônica causada por insuficiência coronariana, que não pode ser controlada pela combinação de tratamento medicamentoso, angioplastia ou cirurgia de revascularização miocárdica (RM). Os preditores de eventos cardiovasculares neste grupo crescente de pacientes são escassos. Os ensaios para a troponina T cardíaca ultrassensível (TnTc-us) são valiosos biomarcadores que podem ser utilizados para determinar o prognóstico de pacientes com DAC estável, mas não há evidência que esta habilidade se mantenha em indivíduos com doença mais grave e extensa, como ocorre na angina refratária. Os objetivos deste estudo são: avaliar a eficácia de um protocolo de otimização terapêutica para pacientes encaminhados por angina refratária, os preditores de óbito e infarto do miocárdio (IM), assim como o papel da TnTc-us como ferramenta prognóstica neste cenário. MÉTODOS: Estudo prospectivo e observacional que incluiu 117 pacientes (83 homens, 62,7 ± 9,4 anos), por amostragem consecutiva, de Outubro de 2008 a Setembro de 2013. Os critérios de inclusão foram: angina pectoris estável classificada pela Canadian Cardiovascular Society (CCS) de II a IV, evidência de isquemia miocárdica documentada por um teste não invasivo e DAC obstrutiva considerada desfavorável para RM após a avaliação de uma coronariografia recente por um "Heart Team". O tratamento medicamentoso foi titulado de acordo com a tolerância dos pacientesdurante um período de três meses e a seguir, o seguimento ambulatorial foi semestral. As dosagens de TnTc-us foram obtidas na consulta inicial e após três meses. O desfecho primário foi a incidência combinada de óbito por todas as causas e IM não fatal. RESULTADOS: Houve significativa prevalência de DAC triarterial (75,2%), angina CCS III ou IV (60,7%) e antecedentes de procedimentos de RM prévia (91,5%). A maioria dos pacientes apresentou função ventricular preservada (61,5%). Valores de TnTc-us acima do limite de detecção (3 ng/L) foram encontrados em 79,5% dos pacientes e 27,4% apresentaram concentrações acima do percentil 99 para indivíduos saudáveis (14 ng/L). Os preditores independentes de valores mais elevados de TnTc-us foram: disfunção ventricular esquerda, não usar bloqueadores de canais de cálcio, pressão arterial sistólica elevada, e ritmo de filtração glomerular reduzido. A melhora de ao menos uma classe funcional CCS foi alcançada em 50% dos pacientes (P < 0,001) e 25,9% se apresentaram sem angina ou com angina CCS I após três meses de tratamento. Houve redução significativa nos episódios de angina (P < 0,001) e no consumo de nitrato sublingual (P = 0,029). Não houve redução dos níveis de TnTc-us após 3 meses de otimização terapêutica. Durante um seguimento mediano de 28 meses (intervalo interquartil de 18 a 47,5 meses), a taxa de eventos combinados foi estimada em 13,4% (5,8% para óbito) pelo método de Kaplan-Meier.Preditores univariados para o desfecho composto foram os níveis deTnTc-us e disfunção ventricular esquerda. Após análise de regressão multivariada através do modelo de regressão de risco proporcional de Cox, apenas a TnTc-us foi independentemente associada com os eventos avaliados, tanto como variável contínua (HR por aumento em cada unidade do logarítimo natural: 2,83; IC 95% de 1,62 a 4,92; P < 0,001) quanto como variável categórica (HR para concentrações acima do percentil 99: 5,14; IC 95% de 2,05 a 12,91; P < 0,001). CONCLUSÕES: O protocolo de otimização terapêutica demonstrou ser bem tolerado e eficaz em reduzir os sintomas de angina em grande parte dos pacientes inicialmente considerados refratários. No entanto, esta melhora clínica não foi acompanhada por redução nas concentrações plasmáticas de troponina T ultrassensível, um biomarcador que nosso estudo revelou como o mais forte preditor de óbito e infarto do miocárdio não fatal nos pacientes com angina refratária. A incidência de eventos cardiovasculares neste estudo foi menor do que a relatada anteriormente e se aproximou da taxa observada entre os pacientes com doença arterial coronária complexa passível de revascularização miocárdica
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.08.2015
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      POPPI, Nilson Tavares; PEREIRA, Alexandre da Costa. Estudo prospectivo em angina refratária: evolução clínica e o papel da troponina ultrassensível. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-06112015-155028/ >.
    • APA

      Poppi, N. T., & Pereira, A. da C. (2015). Estudo prospectivo em angina refratária: evolução clínica e o papel da troponina ultrassensível. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-06112015-155028/
    • NLM

      Poppi NT, Pereira A da C. Estudo prospectivo em angina refratária: evolução clínica e o papel da troponina ultrassensível [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-06112015-155028/
    • Vancouver

      Poppi NT, Pereira A da C. Estudo prospectivo em angina refratária: evolução clínica e o papel da troponina ultrassensível [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5131/tde-06112015-155028/

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