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A relação entre gênero e morfologia avaliativa nos nominais do português brasileiro: uma abordagem sintática da formação de palavras (2015)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ARMELIN, PAULA ROBERTA GABBAI - FFLCH
  • Unidades: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLL
  • Subjects: MORFOLOGIA (LINGUÍSTICA); FORMAÇÃO DAS PALAVRAS; PORTUGUÊS DO BRASIL; GRAMÁTICA
  • Keywords: Augmentatives; Aumentativos; Classe nominal; Composicionalidade; Compositionality; Diminutive; Diminutivos; Localidade; Locality; Nominal classes
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho se insere no âmbito dos estudos a respeito da formação de palavras e pretende analisar a estrutura morfossintática de diminutivos e aumentativos do português brasileiro construídos com os formadores -inh/-zinh e -ã/-zã, respectivamente. Mais especificamente, o recorte empírico feito na tese pode ser dividido em duas grandes linhas: uma que aborda a interação entre as marcas de diminutivo e de aumentativo com as marcas de gênero/classe nominal e outra que contempla a (im)possibilidade de que as formações diminutivas e aumentativas sejam não-composicionalmente interpretadas. Para tanto, reanalisamos o estatuto das noções de gênero e classe nominal, propondo que elas ocupam a mesma posição na estrutura sintática. Tal posição é identificada como uma projeção de gênero, que é parte da projeção estendida do nome. Os formadores de diminutivo e aumentativo são analisados com base nas relações que estabelecem com esse núcleo sintático de gênero. A hipótese de base é a de que nuances na relação entre os formadores avaliativos e o núcleo de gênero revelam aspectos significantes da posição estrutural ocupada por cada um deles. Em linhas gerais, propomos que o diminutivo -inh se diferencia dos outros formadores por compartilhar com a raiz o mesmo núcleo de gênero. Essa estrutura é capaz de dar conta, entre outros fatos empíricos, da possibilidade de que a vogal final da forma diminutiva seja idêntica à vogal final da forma não-diminutiva, ainda que tal vogal sejacondicionada pela raiz. Por outro lado, a vogal final que completa o aumentativo -ã reflete os padrões gerais da língua, independentemente da raiz presente na derivação. Tomamos esse fato como evidência de que o aumentativo e a raiz possuem núcleos independentes de gênero. No que diz respeito às construções aumentativas e diminutivas encabeçadas pela consoante -z, a presença de núcleos de gênero independentes na estrutura sintática é ainda mais clara, uma vez que tanto a vogal que completa a raiz, como a vogal que completa as formas -zinh e -zã são fonologicamente realizadas. Assim como no caso das formações com -ã, a vogal que completa os formadores de grau encabeçados por -z é completamente independente da raiz que participa da formação, seguindo o padrão mais geral da língua. Esses fatores fazem a análise do aumentativo -ã e a análise das formas encabeçadas por -z bastante similares uma à outra: tais formas possuem, em sua estrutura sintática, um núcleo de gênero que é independente daquele que categoriza a raiz. No entanto, há diferenças no comportamento dessas formas que acabam por separar de um lado o aumentativo -ã e, de outro, as formas -zinh e -zã. Propomos que tais diferenças são derivadas do fato de o primeiro formador se anexar abaixo do núcleo de número, enquanto os dois últimos entram na estrutura depois que ela já possui um núcleo de número. Por fim, dentro de uma visão localista de gramática, em que a atribuição de significado não-composicional deverá serlicenciada dentro de domínios bem definidos, discutimos a composicionalidade das formações partir das posições sintáticas atribuídas a cada um dos formadores em questão.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.04.2015
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    • ABNT

      ARMELIN, Paula Roberta Gabbai; SCHER, Ana Paula. A relação entre gênero e morfologia avaliativa nos nominais do português brasileiro: uma abordagem sintática da formação de palavras. 2015.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-11092015-161137/ >.
    • APA

      Armelin, P. R. G., & Scher, A. P. (2015). A relação entre gênero e morfologia avaliativa nos nominais do português brasileiro: uma abordagem sintática da formação de palavras. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-11092015-161137/
    • NLM

      Armelin PRG, Scher AP. A relação entre gênero e morfologia avaliativa nos nominais do português brasileiro: uma abordagem sintática da formação de palavras [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-11092015-161137/
    • Vancouver

      Armelin PRG, Scher AP. A relação entre gênero e morfologia avaliativa nos nominais do português brasileiro: uma abordagem sintática da formação de palavras [Internet]. 2015 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8139/tde-11092015-161137/

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