Tradutores-intérpretes de LIBRAS na Saúde: o que eles nos contam sobre questões éticas em suas práticas (2014)
- Authors:
- Autor USP: PEREIRA, PATRICIA CRISTINA ANDRADE - FSP
- Unidade: FSP
- Sigla do Departamento: HSP
- DOI: 10.11606/T.6.2014.tde-04082015-133658
- Subjects: LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS; SURDO; PRIVACIDADE; PACIENTES; INDEPENDÊNCIA (PERSONALIDADE); COMUNICAÇÃO; ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE
- Keywords: Acessibilidade aos Serviços de Saúde; Autonomia Pessoal; Direito do Paciente; Eticistas; Paciente Surdo; TILS-GI
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Introdução: O atendimento interlinguístico e intercultural de pacientes surdos nos contextos de saúde é tema pouco explorado pela literatura. A inserção de TILS-GI é um importante meio de viabilizá-lo, conforme previsto em lei. Objetivos: Identificar a atuação de TILS-GI em serviços de saúde, na mediação entre equipes falantes de português e pacientes surdos usuários de libras. Conhecer a percepção de TILS-GI sobre aspectos éticos relacionados à comunicação, autonomia e privacidade de pacientes surdos, tomados aqui como princípios éticos em saúde, conceitos teóricos e eixos de análise. Metodologia: Trata-se de pesquisa qualitativa, empírica, descritiva e de caráter exploratório baseada na análise dos eixos comunicação, autonomia e privacidade. Foram entrevistados 30 TILS-GI atuantes nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. A análise dos resultados utilizou-se de depoimentos individuais a partir de situações vivenciadas ou hipotéticas. Resultados: Os TILS-GI entrevistados eram ad hoc. Não foram localizados profissionais empregados na saúde. A atuação deles na área foi pontual, esporádica, voluntária, informal e em situações de gravidade de saúde, temas sigilosos ou na falta de familiares acompanhantes. Ao que concerne ao eixo comunicação, os desafios da interpretação relacionam-se à falta de formação específica na área (jargão, desafios intermodais e interculturais), a não saberem lidar com questões de escopo da saúde e pela proximidade pessoal de muitos profissionais com os surdos.No eixo autonomia, foram identificados graus de participação do paciente dependente, em muito, da postura dos TILS-GI e das equipes de saúde. No eixo privacidade, a privacidade de informações teve respostas homogêneas do grupo, que defendeu que o legítimo informante quando outros desejam saber informações junto aos TILS-GI sobre o paciente surdo é o próprio, algo referenciado no código deontológico da categoria. Em contrapartida, a variedade de respostas sobre privacidade física revelou menores amadurecimento e consenso entre eles. Conclusão: Os TILS-GIs nomeiam problemas éticos na sua prática em saúde e com os surdos passam por tarefas múltiplas que extrapolam a mediação linguística e por sofrimentos diversos, alguns evitáveis. São figuras essenciais por viabilizarem os direitos desta população. Sua potencial parceria com os envolvidos, contudo, exigiria um processo mais ativo de reflexão e troca entre eles.
- Imprenta:
- Data da defesa: 22.09.2014
- Status:
- Artigo publicado em periódico de acesso aberto (Gold Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
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-
ABNT
PEREIRA, Patricia Cristina Andrade. Tradutores-intérpretes de LIBRAS na Saúde: o que eles nos contam sobre questões éticas em suas práticas. 2014. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.11606/T.6.2014.tde-04082015-133658. Acesso em: 09 maio 2026. -
APA
Pereira, P. C. A. (2014). Tradutores-intérpretes de LIBRAS na Saúde: o que eles nos contam sobre questões éticas em suas práticas (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/T.6.2014.tde-04082015-133658 -
NLM
Pereira PCA. Tradutores-intérpretes de LIBRAS na Saúde: o que eles nos contam sobre questões éticas em suas práticas [Internet]. 2014 ;[citado 2026 maio 09 ] Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2014.tde-04082015-133658 -
Vancouver
Pereira PCA. Tradutores-intérpretes de LIBRAS na Saúde: o que eles nos contam sobre questões éticas em suas práticas [Internet]. 2014 ;[citado 2026 maio 09 ] Available from: https://doi.org/10.11606/T.6.2014.tde-04082015-133658
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