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Fatores de predição de resposta ao tratamento neoadjuvante com trastuzumabe associado à quimioterapia em pacientes com câncer de mama HER2 positivo (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: BUZATTO, ISABELA PANZERI CARLOTTI - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGO
  • Subjects: QUIMIOTERAPIA; ANTICORPOS MONOCLONAIS; NEOPLASIAS MAMÁRIAS
  • Language: Português
  • Abstract: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres em todo o mundo e é considerada uma doença heterogênea. O câncer de mama com superexpressão do HER2 (Receptor do fator de crescimento humano epidérmico – tipo 2) está associado a maior risco de doença sistêmica e corresponde a cerca de 20-25% de todos os tipos de carcinomas mamários. A primeira terapia alvo contra o câncer de mama foi o Trastuzumabe (Herceptin®), um anticorpo monoclonal contra o HER2. Quimioterapia neoadjuvante é considerada o tratamento padrão para tumores de mama localmente avançados. Resposta patológica completa, ou seja, a ausência de tumor no espécime cirúrgico (mama e axila) após o tratamento neoadjuvante é considerada importante fator prognóstico. Atualmente não existem biomarcadores conclusivos de resposta ao tratamento com trastuzumabe na prática clínica. É necessário que fatores preditivos de resposta sejam identificados para que as pacientes tratadas com trastuzumabe obtenham ganho máximo com mínima toxicidade. O objetivo primário deste estudo foi avaliar a taxa de resposta patológica completa das pacientes com câncer de mama HER2-positivo submetidas à quimioterapia neoadjuvante e identificar fatores preditivos e prognósticos. Este é um estudo retrospectivo que incluiu 86 pacientes com câncer de mama em estágio II e III tratadas no Ambulatório de Mastologia do HCFMRP-USP no período de 2008 e 2013. Foram recuperados os blocos de parafina do Serviço de Patologia e realizada análise imunohistoquímica para receptores hormonais, Ki-67 e survivina em blocos de TMA (tissue microarrays). A adição de trastuzumabe à quimioterapia neoadjuvante aumentou de forma significativa a taxa de resposta patológica completa, independente do número de ciclos da droga recebidos no pré-operatório (p=0,0012). Esse aumento não refletiu em maior taxa decirurgia conservadora (p=0,81), em concordância com dados da literatura. O único fator preditivo de resposta em nossa população foi o estágio clínico inicial (p=0,03). Positividade para receptores hormonais, grau histológico, valor do Ki-67 e expressão de survivina não foram bons preditores de resposta. Iniciar trastuzumabe na neoadjuvância não aumentou sobrevida global, nem sobrevida livre de doença, quando comparado ao tratamento adjuvante exclusivo (p=0,91 e p=0,42, respectivamente). Esse resultado parece ser uma constante na literatura, ou seja, tratamento neoadjuvante é equivalente ao adjuvante em termos de sobrevida global e livre de doença. Identificamos dois fatores prognósticos significantes em nossa casuística, a ausência de linfonodos axilares metastáticos após o tratamento neoadjuvante com quimioterapia associada ao trastuzumabe e a superexpressão de survivina, uma proteína inibidora da apoptose. Houve redução do risco de recorrência (RR: 0,42; 95% IC: 0,14-0,95; p=0,04) e morte (RR: 0,27; 95% IC: 0,05-0,85; p=0,02) no grupo com axila negativa após a neoadjuvância com trastuzumabe. Além disso, o grupo de pacientes que superexpressava survivina apresentou melhor sobrevida global (RR:0,17; p=0,03) quando comparado ao grupo de pacientes com expressão fraca ou negativa da proteína. A sobrevida livre de doença por sua vez foi semelhante entre os grupos (p=0,33), o que sugere que a superexpressão da survivina confere sensibilidade ao tratamento nesse grupo de pacientes com tumores HER2-positivo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.05.2015

  • How to cite
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    • ABNT

      BUZATTO, Isabela Panzeri Carlotti; TIEZZI, Daniel Guimarães. Fatores de predição de resposta ao tratamento neoadjuvante com trastuzumabe associado à quimioterapia em pacientes com câncer de mama HER2 positivo. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Buzatto, I. P. C., & Tiezzi, D. G. (2015). Fatores de predição de resposta ao tratamento neoadjuvante com trastuzumabe associado à quimioterapia em pacientes com câncer de mama HER2 positivo. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Buzatto IPC, Tiezzi DG. Fatores de predição de resposta ao tratamento neoadjuvante com trastuzumabe associado à quimioterapia em pacientes com câncer de mama HER2 positivo. 2015 ;
    • Vancouver

      Buzatto IPC, Tiezzi DG. Fatores de predição de resposta ao tratamento neoadjuvante com trastuzumabe associado à quimioterapia em pacientes com câncer de mama HER2 positivo. 2015 ;

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