Morte e paisagem: os jardins de memória do Crematório Municipal de São Paulo (2015)
- Authors:
- Autor USP: SANTOS, ALINE SILVA - FAU
- Unidade: FAU
- Sigla do Departamento: AUP
- Subjects: CREMATÓRIOS; MORTE; CREMAÇÃO; JARDINS; PAISAGEM
- Language: Português
- Abstract: A despeito de ser considerado o único animal consciente de sua própria finitude, sendo capaz de raciocinar e elaborar ritos para lidar com esta realidade, o ser humano, principalmente a partir da modernidade, nega cada vez mais sua mortalidade. Apesar da superexposição decorrente da violência dos grandes centros e da mídia, a morte, no contexto atual, geralmente é pensada como um fato abstrato, colocada de forma longínqua, do outro. Dentro deste quadro, diversos autores relacionam este "tabu" em relação ao tema com o desenvolvimento de novas formas de lidar com os mortos. A cremação, prática relativamente recente nos meios urbanos ocidentais, foi considerada como um método que possivelmente poderia reforçar esta mentalidade de interdição: dispensaria os túmulos e locais para homenagem, sendo uma maneira racional de lidar com o cadáver e sua decadência após o falecimento. Diante do exposto, a presente dissertação busca uma crítica a esta visão a partir das atitudes encontradas no Crematório Municipal de São Paulo. Constituído por um edifício locado em meio a um jardim que se assemelha a uma configuração de parque, seus espaços livres possuem as mais diversas apropriações, dentre as quais chamam a atenção as delimitações constituídas pelos enlutados para a disposição de cinzas de seus entes queridos. Locais de homenagem e retorno para visitação, delineados à moda de pequenos jardins dentro de um grande jardim, são muitas vezes cercados e personalizados, de maneira a se constituírem como únicos e identitários de seus mortos. Assim, estes lugares, por suas características e papel evocativo de lembrança, foram denominados pela pesquisa de "jardins de memória". Entendendo-se paisagem como uma categoria sensível e ligada a natureza, poder-se-ia estabelecer um diálogo com esta forma de lidar com a morte no Crematório expressa pelos jardins. Assim, procurou-se um embasamento nos estudos da (Continua)(Continuação) filósofa Adriana Serrão, que muito se apoia em Rosário Assunto, filósofo que entende o sentimento de paisagem ligado a um tempo circular, ligado à natureza, onde a apreensão estética humana, com um sentimento de pertença, seria fundamental. Desta forma, assumindo a existência de um sentido de paisagem no local, buscou-se entender em que medidas este poderia se relacionar com tais expressões nos espaços livres do Crematório, estabelecendo-se um diálogo entre a morte, símbolo da finitude, com a vida, em uma dialética revelada pela paisagem
- Imprenta:
- Data da defesa: 27.04.2015
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ABNT
SANTOS, Aline Silva. Morte e paisagem: os jardins de memória do Crematório Municipal de São Paulo. 2015. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-08092015-143806/. Acesso em: 24 jan. 2026. -
APA
Santos, A. S. (2015). Morte e paisagem: os jardins de memória do Crematório Municipal de São Paulo (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-08092015-143806/ -
NLM
Santos AS. Morte e paisagem: os jardins de memória do Crematório Municipal de São Paulo [Internet]. 2015 ;[citado 2026 jan. 24 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-08092015-143806/ -
Vancouver
Santos AS. Morte e paisagem: os jardins de memória do Crematório Municipal de São Paulo [Internet]. 2015 ;[citado 2026 jan. 24 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-08092015-143806/
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