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Paratireoidectomia subtotal no tratamento do hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica (2005)

  • Autor:
  • Autor USP: ARAP, SERGIO SAMIR - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCG
  • Subjects: GLÂNDULAS PARATIREOIDES (PATOLOGIA); GLÂNDULAS PARATIREOIDES (FISIOPATOLOGIA); PARATIREOIDECTOMIA (EFEITOS ADVERSOS); RECIDIVA LOCAL DE NEOPLASIA; FÓSFORO (EFEITOS ADVERSOS;METABOLISMO)
  • Language: Português
  • Abstract: A paratireoidectomia continua sendo o tratamento para aqueles doentes renais crônicos com hiperparatireoidismo severo que não conseguem controle clínico adequado desse quadro metabólico. Como resultado após o procedimento, esperam-se níveis adequados de paratormônio, sem recidiva, com menor necessidade de reposição de medicamentos como cálcio, calcitriol e níveis próximos da normalidade de fósforo e menor uso de quelantes de fósforo. No Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a cirurgia padronizada é a paratireoidectomia total com autoenxerto autólogo imediato de 45 fragmentos de paratireoide no músculo braquioradial. Porém, o índice de paratormônio (PTH) satisfatório atingido após esse procedimento é, em alguns casos, limítrofe. Este estudo tem como escopo comparar a cirurgia padronizada pelo serviço com a paratireoidectomia subtotal, em estudo prospectivo randomizado com 25 doentes em cada grupo, em com seguimento mínimo de um ano. Foram avaliados dados clínicos e laboratoriais do pré-operatório, como níveis séricos de cálcio, calcitriol, PTH, vitamina D, fósforo e fosfatase alcalina após um, seis e doze meses da paratireoidectomia. Além disso, foram identificadas incidência de recidiva em cada grupo, assim como avaliação de sucesso da técnica em atingir níveis ideais de PTH conforme recomendações internacionais. Ambos os grupos foram considerados comparáveis após análises estatísticas de dados como idade, sexo, níveis pré-operatórios de cálcio total, cálcio iônico, fósforo, PTH e fosfatase alcalina. Cada grupo necessitou um novo enxerto de paratireoide criopreservada. Um caso do grupo de paratireoidectomia total com autoenxerto foi submetido a transplante renal bem sucedido, mas dois casos de transplante renal no grupo de paratireoidectomia subtotal perderam a função do órgão transplantado.Não houve diferença estatisticamente significante do valoresde cálcio total e iônico, e fosfatase alcalina entre os dois grupos, nos respectivos períodos de um, seis e 12 meses após os procedimentos. Já com relação ao fósforo, observou-se diferença significante entre os valores de fósforo aos 12 meses, sendo maior no grupo subtotal (p=0.04). Aos seis meses, a análise foi similar, mas com p=0.05. Houve diferença significante entre os níveis de PTH dos grupos, sendo os níveis maiores identificados no grupo subtotal. A análise sugere diferença aos seis e aos 12 meses (p=0.0015 e p=0.037, respectivamente). Ao identificar se houve níveis de PTH satisfatórios, conforme uma recomedação escolhida, foi possível identificar que, dos casos de subtotal, 43% apresentavam níveis satisfatórios e 24% acima do recomendado. Para o grupo paratireoidectomia total com enxerto, somente 23% dos casos apresentaram níveis recomendados e nenhum com níveis acima das recomendações internacionais. A diferença de proporções foi estatisticamente significativa (p=0.006). Não houve diferença no consumo de cálcio, calcitriol e vitamina D entre os procedimentos. Apesar de haver diferença na proporção de consumo de Sevelamer, maior no grupo subtotal, não houve diferença estatística entre os grupos. Três pacientes no grupo subtotal necessitaram re-operação e nenhum paciente do grupo de autoenxerto foi re-operado por recidiva/persitência do hiperparatireoidismo. Baseado neste estudo, podemos concluir que a paratireoidectomia subtotal, quando comparada com a paratireoidectomia total com autoenxerto, está associada a níveis de PTH pós-operatórios mais elevados após o procedimento; níveis de fósforo sérico mais elevados à partir de seis meses da cirurgia; maior número de reoperações por recidivas. Por outro lado, não houve diferença de reposição de cálcio e calcitriol
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.06.2015
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    • ABNT

      SAMIR ARAP, Sérgio. Paratireoidectomia subtotal no tratamento do hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica. 2005.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-29102015-121034/pt-br.php >.
    • APA

      Samir Arap, S. (2005). Paratireoidectomia subtotal no tratamento do hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-29102015-121034/pt-br.php
    • NLM

      Samir Arap S. Paratireoidectomia subtotal no tratamento do hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica [Internet]. 2005 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-29102015-121034/pt-br.php
    • Vancouver

      Samir Arap S. Paratireoidectomia subtotal no tratamento do hiperparatireoidismo secundário à doença renal crônica [Internet]. 2005 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/livredocencia/5/tde-29102015-121034/pt-br.php


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