Estudo dos defeitos em cristais naturais brasileiros (2015)
- Authors:
- Autor USP: NIIDE, JESSICA EMY CARMO - IF
- Unidade: IF
- Sigla do Departamento: FNC
- DOI: 10.11606/D.43.2015.tde-25062025-175147
- Subjects: DOSIMETRIA; BERILO; AMETISTA; TOPÁZIO
- Keywords: ABSORÇÃO ÓPTICA; CORRENTES DE DESPOLARIZAÇÃO TERMICAMENTE ESTIMULADAS; AMETHYST; BERYL; DOSIMETRY; OPTICAL ABSORPTION; THERMALLY STIMULATED DEPOLARIZATION CURRENTS; TOPAZ
- Agências de fomento:
- Language: Português
- Abstract: Neste trabalho foram estudados exemplares de cristais naturais de berilo, ametista e topázio, buscando enriquecer o conhecimento a respeito dos defeitos presentes nesses materiais. Para isso, foram empregadas as técnicas de caracterização de Absorção Óptica (AO) e Correntes de Despolarização Termicamente Estimuladas (CDTE), e foram realizados tratamentos térmicos e irradiações nos cristais a fim de investigar o efeito desses tratamentos nos espectros de AO e CDTE. Foram utilizadas amostras de berilo nas cores verde e rosa. Os resultados de AO exibem bandas ligadas a impurezas de Fe2+ e Fe3+ e de moléculas de água no cristal. Foram observados picos de CDTE em 280K nas amostras das duas cores, e picos em 200K e 220K nas amostras verde e rosa, respectivamente. Os picos em 200K e 220K tiveram diminuição da sua altura com os tratamentos térmicos. O pico de CDTE em 280K apresentou crescimento com tratamentos térmicos e irradiação, e foi atribuído aos íons de Fe2+, sendo o seu crescimento associado à redução de Fe3+ para Fe2+. Os picos em 200K e 220K podem estar associados às moléculas de água ou íons de Fe3+. A ametista é uma variedade de quartzo de cor violeta. Medidas de AO deste cristal apresentaram bandas de absorção ligadas a íons OH-, que são destruídas com tratamentos térmicos, e bandas relacionadas com íons de Fe2+ e Fe3+. Em CDTE foi possível observar dois picos que sofriam diminuição de intensidade com os tratamentos térmicos, e eram parcialmente recuperados após a irradiação. O modelo que melhor explica os resultados encontrados é a formação de dipolos entre íons Fe3+ e OH- que originam os picos de CDTE. Nos resultados de AO para as amostras de topázio azul eram visíveis bandas ligadas a moléculas de água e a íons OH-. Tratamentos térmicos provocaram a diminuição da altura das bandas de AO enquanto a irradiação teve efeito oposto.Em CDTE, só é possível observar um pico em 300K após a irradiação das amostras, e este pico é destruído por tratamentos térmicos e recuperado após nova irradiação. Ao estudar os resultados obtidos neste trabalho e por outros autores, foi possível propor um modelo que relaciona o pico de CDTE com a presença de íons de Fe3+.
- Imprenta:
- Data da defesa: 17.06.2015
- Este periódico é de acesso aberto
- Este artigo NÃO é de acesso aberto
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ABNT
NIIDE, Jessica Emy Carmo. Estudo dos defeitos em cristais naturais brasileiros. 2015. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2015. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/43/43134/tde-25062025-175147/pt-br.php. Acesso em: 01 mar. 2026. -
APA
Niide, J. E. C. (2015). Estudo dos defeitos em cristais naturais brasileiros (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/43/43134/tde-25062025-175147/pt-br.php -
NLM
Niide JEC. Estudo dos defeitos em cristais naturais brasileiros [Internet]. 2015 ;[citado 2026 mar. 01 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/43/43134/tde-25062025-175147/pt-br.php -
Vancouver
Niide JEC. Estudo dos defeitos em cristais naturais brasileiros [Internet]. 2015 ;[citado 2026 mar. 01 ] Available from: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/43/43134/tde-25062025-175147/pt-br.php
Informações sobre o DOI: 10.11606/D.43.2015.tde-25062025-175147 (Fonte: oaDOI API)
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