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Aplicação de recursos não farmacológicos na assistência ao trabalho de parto: estudo randomizado e controlado (2015)

  • Authors:
  • Autor USP: GALLO, RUBNEIDE BARRETO SILVA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGO
  • Subjects: PARTO; DOR; HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA
  • Language: Português
  • Abstract: O modelo atual de assistência ao parto vem exigindo um enfoque técnico-assistencial que prioriza a qualidade da atenção prestada, com práticas baseadas em evidências para maior incentivo ao parto vaginal, baseado nos preceitos da humanização do parto e nascimento. O objetivo desta pesquisa foi avaliar os efeitos da aplicação associada dos recursos não farmacológicos (RNF) durante a fase ativa do trabalho de parto. Trata-se de um ensaio clínico randomizado e controlado, composto por 80 primigestas de baixo risco, distribuídas em Grupo Intervenção (GI), que utilizaram a associação RNF em diferentes fases do trabalho de parto (Fase I: 4-5 cm - Bola Suíça; Fase II: 5-6 – massagem lombossacral; e Fase III: ≥ 7 cm – banho de chuveiro) e o Grupo Controle (GC), que seguiu a rotina da maternidade. As parturientes foram avaliadas antes e após a aplicação de cada recurso, e o GC nos mesmos momentos de acordo com a dilatação cervical. A análise dos resultados pela Escala Visual Analógica (EVA), mostrou diminuição da intensidade da dor na fase I tanto na avaliação intergrupo (GC=71mm GI=51,7mm; p<0,01), como intragrupo do GI (antes=73,8 mm; depois 51,7 mm; p<0,01). Na fase II esse resultado foi observado tanto intragrupo (antes= 83,6 mm; depois= 67,3 mm; p<0,01) quanto intergrupo (GC= 36,3 mm; GI= 67,3 mm; p<0,01), porém com menção ao fato que 31 parturientes já se encontravam sob analgesia farmacológica. Na fase III, a comparação intragrupo do GI (antes= 96,4 mm; depois=60,6 mm; p<0,01) e na análise intergrupo (GC= 54,1; GI=60,6; p=0,24), contudo apenas três parturientes do GI estavam sob o efeito da analgesia farmacológica, enquanto que 33 do GC faziam uso desta. A localização da dor na fase I e II foi predominante na região suprapúbica e lombar; e, na fase III em região infrapúbica. A solicitação de analgesia no GC=6cm da dilatação cervical e 75% das parturientes comdoses de reforço analgésico; e GI= 8cm e 20% de doses complementares (p<0,01). Também houve diferença na duração do trabalho de parto (GC=492 minutos; GI=382 minutos; p<0,01); redução do uso de fármacos indutores e os RNF não alteram o tipo de parto, maioria de parto vaginal. E quanto ao Apgar dos recém-nascidos no primeiro minuto com escore menor 7 (GC=22,5%; GI=5% ; p=0,02), mas no quinto minuto todos os RNs estavam com escore acima de 7. Desta forma conclui-se que a associação dos RNF é eficaz no alívio da dor em todas as fases da fase ativa do trabalho de parto, além de diminuir a duração do mesmo, com menor uso de drogas analgésicas e sem maiores riscos para a saúde materna e fetal.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 02.03.2015

  • How to cite
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    • ABNT

      GALLO, Rubneide Barreto Silva; QUINTANA, Silvana Maria. Aplicação de recursos não farmacológicos na assistência ao trabalho de parto: estudo randomizado e controlado. 2015.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2015.
    • APA

      Gallo, R. B. S., & Quintana, S. M. (2015). Aplicação de recursos não farmacológicos na assistência ao trabalho de parto: estudo randomizado e controlado. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Gallo RBS, Quintana SM. Aplicação de recursos não farmacológicos na assistência ao trabalho de parto: estudo randomizado e controlado. 2015 ;
    • Vancouver

      Gallo RBS, Quintana SM. Aplicação de recursos não farmacológicos na assistência ao trabalho de parto: estudo randomizado e controlado. 2015 ;

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