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Reconstituição paleoambiental de uma área no baixo curso do Rio Ribeira de Iguape com base em bio e geo indicadores (2014)

  • Authors:
  • Autor USP: SILVA, KAREN CRISTINA - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLG
  • Subjects: PALEOAMBIENTES; HOLOCENO; NÍVEL DO MAR (VARIAÇÃO); RIO RIBEIRA DE IGUAPE
  • Language: Português
  • Abstract: O presente estudo foi desenvolvido em uma turfeira localizada no baixo curso do rio Ribeira de Iguape, Litoral Sul de São Paulo com o objetivo de reconstituir os paleoambientes e as possíveis variações ambientais ocorridas na área por meio da análise de palinomorfos e das características dos sedimentos do testemunho de sondagem de 520 cm de profundidade. A análise de bio e geoindicadores permitiu reconstituir parte da história de evolução sedimentar holocênica da área. Para isso a análise foi fundamentada sob o ponto de vista da biogeografia, envolvendo a interpretação e correlação entre as variáveis: sedimentológicas, espongológica, foraminíferos, palinológicas e isótopos de 13C. Antes de 7.300 anos cal AP as características sedimentológicas evidenciam o início da sedimentação da planície de inundação onde foi depositado espículas de esponjas continentais de O. navicella, é provável que o aporte de água doce na área de estudo tenha causado o desaparecimento de espécies de foraminíferos, tecamebas e ostracodes pela dissolução das carapaças em águas com pH ácidos, o mesmo aporte que pode ter lixiviado o material polínico, pois os sedimentos são arenosos. Os elementos isotópicos com valores de -27,6 evidenciam que a matéria orgânica é de origem fluvial. Por volta de 7.300 anos AP (fácies 430 cm) o NRM cruzou o zero pela primeira vez no Holoceno. Essa interpretação é corroborada pela chegada de espículas de origem marinha nos sedimentos. Além disso, no nível de 430 cmobserva-se redução da concentração de esponjas de água doce. Os valores de 13C - 25,9 indicam que a origem da matéria orgânica é mista. Entre 7.200 e 6.430 anos cal AP ocorreu novamente uma rápida regressão do NRM verificado pela presença frequente de esponjas continentais e raríssima presença de espículas marinhas. A área era colonizada por plantas típicas de ambientes sob influência marinha e fluvial como Asteraceae, Poaceae, Araceae, Begoniaceae, Ulmaceae, Arecaceae Bactris sp. (encontrada em áreas alagadas e/ou FPa). Antes de 6.430 anos cal AP ocorre o início da segunda e mais duradoura fase de transgressão marinha caracterizada pela espongofácies marinha e pela queda nas porcentagens de todos os táxons polínicos. O pico da transgressão ocorre antes de 5.124 anos cal AP nesse momento foi depositado material espicular marinho e continental evidenciando o ambiente estuarino, onde plantas herbáceas adaptadas a esse ambiente ainda colonizavam essa área com concentrações como Amaranthaceae. Posteriormente, o NRM decai lentamente chegando ao nível zero atual, aqui as porcentagens de espículas marinhas decaem paulatinamente até a profundidade de 225 cm. Por volta de 3.200 anos cal AP (médias das idades de 145 cm) o ambiente já se comportava como um pântano, há aumento na concentração de Bignoneaceae (Tabebuia), Cluseaceae (Clusia) e novamente Amaranthaceae sugerem a colonização de FPa. Plantas do gênero Tabebuia sp. destacam-se por se agruparem em áreas alagadas.Posteriormente, o aumento significativo nas concentrações polínicas de todos os táxons, principalmente dos indicadores de FPaT, indicam o desenvolvimento dessa formação vegetal. Devido à complexidade desse ambiente por causa de sua morfodinâmica há necessidade de cuidados na interpretação dos resultados, pois os registros de mega-eventos podem ser confundidos, mascarar ou levar as interpretações paleoambientais inadequadas. Por isso, o uso de multiindicadores e o conhecimento dos processos mostraram-se fundamentais e foi possível obter uma excelente resposta.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.10.2014
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      SILVA, Karen Cristina; SOUZA, Celia Regina de Gouveia. Reconstituição paleoambiental de uma área no baixo curso do Rio Ribeira de Iguape com base em bio e geo indicadores. 2014.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2014. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-08052015-101742/ >.
    • APA

      Silva, K. C., & Souza, C. R. de G. (2014). Reconstituição paleoambiental de uma área no baixo curso do Rio Ribeira de Iguape com base em bio e geo indicadores. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-08052015-101742/
    • NLM

      Silva KC, Souza CR de G. Reconstituição paleoambiental de uma área no baixo curso do Rio Ribeira de Iguape com base em bio e geo indicadores [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-08052015-101742/
    • Vancouver

      Silva KC, Souza CR de G. Reconstituição paleoambiental de uma área no baixo curso do Rio Ribeira de Iguape com base em bio e geo indicadores [Internet]. 2014 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-08052015-101742/

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